Pular para o conteúdo
DóLAR — EURO — BITCOIN R$ 418.022 ▼ 1,87% QUARTA-FEIRA, 07/10/2026 18:09
Política

Kassio confirma análise sobre soltura de Bolsonaro após eleição

Ministro afirma em nota que discutir tema agora poderia interferir no segundo turno. Comunicado foi divulgado após Folha revelar que magistrado avalia decisão liminar

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quarta-feira (7) que deve analisar o caso que pode levar à soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) somente após o segundo turno das eleições. De acordo com o gabinete do ministro, uma decisão antes da conclusão do pleito poderia ser considera uma interferência nas eleições.

 

A decisão de Kassio foi revelada pela Folha na segunda-feira (5). Em nota, o magistrado disse que pretende aguardar a conclusão das eleições para definir o momento em que deve ser julgada a revisão criminal do processo que levou Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe de Estado.

O ministro informou ainda que pretende levar a discussão para o plenário da corte. O caso pode ser discutido de forma presencial, com a reunião dos dez integrantes do STF, ou no plenário virtual, em que ose votos são depositas por escrito num ambiente digital.

Como mostrou a reportagem, Kassio avalia libertar o ex-presidente com uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é o de que o caso seja levado ao plenário para uma análise conjunta do colegiado. Nesta quarta, o ministro confirmou sua intenção de levar o caso ao plenário, “que é o órgão competente”.

“E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal”, disse o gabinete do magistrado.

Kassio é relator de dois processo de revisão criminal protocolados pela defesa de Bolsonaro. As ações buscam modificar a condenação do líder bolsonarista por envolvimento no plano de golpe.

A primeira ação foi protocolada em maio de 2026 e, em setembro, resultou em um racha na equipe de defesa do ex-presidente. Foi nesta ação que ose advogados protocolar um pedido de suspensão da pena de Bolsonaro. No entanto, horas depois, a equipe desistiu do pedido por divergências internas.

Nesta ação, já constava o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que dizia que o tema estava pronto para ser julgado e se manifestava de forma contrária a uma eventual revisão da condenação.

Em setembro, outro escritório que também faz a defesa de Bolsonaro protocolou mais uma ação pedindo pela revisão. Esse segundo processo ainda não passou por uma análise da PGR.

Na nota, o gabinete de Kassio se refere ao caso que “ainda está pendente de parecer da PGR”, ou seja, o ministro se refere à segunda ação protocolada, já que a primeira já teve manifestação do órgão e pode ser julgada.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 de meses de prisão no âmbito da ação sobre a trama golpista, que tem o ministro como relator.

O ex-presidente participou de um plano para dar um golpe de Estado e impedir que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu as eleições em 2022, tomasse posse como presidente da República.

O filho mais velho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disputa a Presidência contra Lula neste ano e irá ao segundo turno à frente do petista. Flávio marcou 47,03% dos votos válido, ante 45,16% do atual presidente.

Embora esteja preso apenas desde novembro de 2025, Flávio prometeu que, se eleito, irá conceder um indulto ao pai.

O senador disse querer que Bolsonaro suba a rampa do Palácio do Planalto junto com ele durante a sua posse. No entanto, para que consiga dar um perdão presidencial para o ex-presidente, Flávio teria que já estar empossado.

Fonte: Noticias Minuto.

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.