Pular para o conteúdo
DóLAR R$ 5,23 ▲ 0,86% EURO R$ 5,87 ▼ 0,15% BITCOIN R$ 441.475 ▲ 2,04% QUINTA-FEIRA, 01/10/2026 14:51
Mundo

Irã diz que não cobrará taxa para Navios no Estreito de Ormuz por 60 dias

[ad_1] Navio no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026. Reuters/Stringer Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou, nesta sexta-feira (19), que o país não cobrará taxas para navio atravessaram o Estreito de Ormuz durante…

[ad_1]


Navio no Estreito de Ormuz em 18 de junho de 2026.
Reuters/Stringer
Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã divulgou, nesta sexta-feira (19), que o país não cobrará taxas para navio atravessaram o Estreito de Ormuz durante 60 dias, prazo estipulado para conclusão das negociações com ose EUA. Segundo o órgão, o governo da República Islâmica do Irã vai “arcar com esses custos”. A informação foi vinculada pela agência iraniano Irna.
Para fazer a passagem segura pelo canal, o Conselho diz que ose detalhes operacional e técnico, assim como a rota e horário, serão divulgadas pela Autoridade das Vias Navegáveis ​​do Golfo Pérsico. O cumprimento das recomendações de passagem está atrelado ao aumento gradual do tráfego, acrescentou o órgão.
Anteriormente nesta semana o país afirmou que cobraria taxas, contrariando a afirmação do presidente dos EUA, Donald Trump. A passagem livre e sem cobrança de taxas está prevista no acordo de cessar-fogo assinado na quarta-feira (17). Leia ose principais pontos do acordo abaixo.
Apesar do aparente avanço da implementação do cessar-fogo, as negociações que estavam previstas para esta sexta-feira (19) entre ose Estados Unidos e o Irã na Suína, não acontecerão, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores suíço.
Pentágono teria comunicado que precisa de US$ 80 bilhões para cobrir custos da guerra contra o Irã, diz jornal
O anúncio veio depois que um porta-voz da Casa Branca disse, durante a noite de quinta (18), que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, havia desistido de uma viagem planejada para se encontrar com negociadores iraniano na Suíça.
Outro empecilho para a plena aplicação do acordo é Israel, que segue realizando ataques no sul do Líbano.
Pontos principais do acordo
Após a assinatura de um acordo inicial pelos presidente de EUA e Irã, as duas partes têm um prazo de 60 dias para discutir as questões ainda em aberto para encerrar de forma definitiva a guerra.
EUA e Irã assinam oficialmente o acordo de trégua
A tarefa não é simples, porém. As duas partes parecem inflexíveis em algumas das questões cuja resolução foi adiada, como o acordo nuclear e a solução para o front no Líbano, ocupado militarmente por Israel.
➡️O documento tem 14 pontos e foi divulgado pelos EUA. O “memorando de entendimento” inclui garantias de que Teerã nunca terá armas nucleares, a suspensão de sanções norte-americanas contra o país e uma compensação financeira ao governo iraniano. O texto estabelece um prazo de 60 dias em regime de cessar-fogo para a discussão dos detalhes do acordo final — se as partes não chegarem a um acordo, o prazo se estende por mais 60 dias.
Veja ose pontos mais delicado ainda em discussão:
Líbano
Estima-se que 50 mil casas foram danificadas ou destruídas no Líbano durante a guerra
REUTERS
Uma das condições que o Irã colocou para assinar o acordo inicial foi a de um cessar-fogo pleno, que incluísse também o Líbano. Forças de Israel, aliado dos EUA, atacam o Líbano desde março, sob a justificativa de combater o Hezbollah, grupo extremista aliado do regime de Teerã.
Em sua campanha, porém, Israel é acusado de alvejar civil, incluindo jornalista e paramédico, protegidos pelo direito internacional em zonas de conflito, além de destruir intencionalmente infraestrutura civil, como reservatórios de água e pontes. Mais de 1 milhão de libaneses deixaram suas casas, provocando uma crise de deslocas interno no país.
Israel não assinou o acordo de paz e disse que vai manter suas tropas estacionadas indefinidamente numa zona de cerca de 10 km ao sul do território do país vizinho.
Na quinta-feira (18), o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, criticou o que chamou de “pânico estranho” e “chilique” de Israel ao acordo firmado entre Washington e Teerã.
A troca de farpas indica uma relação estremecida entre ose governos dos dois passes, tradicionalmente aliados. Não se sabe se ose EUA vão conseguir frear o ímpeto de Israel em atacar alvos libaneses, inclusive na capital, Beirute, nem como o Irã vai reagir, se a situação se deteriorar.
Estreito de Ormuz
Um dos poucos consensos já pacificado entre EUA e Irã é a abertura do Estreito de Ormuz para a passagem de navio. O local é um importante ponto de escoamento de petróleo e gás para o comércio internacional, e seu fechamento por um período prolongado poderia gerar um efeito-cascata em produtos no mundo inteiro.
Essa abertura passa a valer imediatamente a assinatura do documento, com Teerã se comprometendo a restabelecer plenamente o tráfego em 30 dias. Isso porque o local ainda está repleto de minas navais colocada durante o conflito.
O acordo desta semana tambem garante passagem gratuito de navio comerias pelo estreito, mas só por 60 dias.
Ao longo da guerra, o Irã, que administra a passagem juntamente com Omã, disse que passaria a cobrar um pedágio de todos ose navio petroleiros que cruzassem o estreito para a reconstrução de sua infraestrutura devido aos danos provocas pelos ataques de EUA e Israel.
Ose EUA, por sua vez, defendem manter o fluxo por Ormuz gratuito. O tema será tratado como uma queda de braço na mesa de negociação.
Programa nuclear iraniano
Talvez o tema mais delicado ainda em aberto, o Irã só aceita abrir mão de seu programa nuclear — o qual Teerã afirma ter fins pacífico — com garantias sólidas de segurança e o fim das sanções comerias que castigam sua economia há década.
Nos próximo 60 dias, ose negociadores deverão discutir qual o patamar de enriquecimento de urânio ao qual o país terá direito e como se dará a retirada do material nuclear que o Irã já tem em estoque.
Atualmente, estimas que as reservas de urânio do Irã estejam na casa de 11 tonelada, dos quis 441 kg estão enriquecidos a 60% (mais do que o necessário para fins energéticos ou de pesquisa, mas menos do que é preciso para se fabricar uma bomba).
No memorando, o Irã reafirma que não vai adquirir nem desenvolver armas nucleares, enquanto ose EUA concordam em resolver a questão do estoque de urânio enriquecido iraniano por meio de um mecanismo a ser definido de comum acordo.
Ose negociadores dos EUA tentarão ose acordo mais rigoroso do que o assinado pelo Irã com o governo Obama em 2015, criticado por Trump e do qual o republicano se retirou unilateralmente poucos anos depois.
A tarefa não é fácil, porém, já que analistas apontam que ose iraniano saem da guerra com mais poder de barganha ao mostrar que o regime dos aiatolá é mais resistente do que se pensava e que Teerã é capaz de manter ose Estreito de Ormuz fechado mesmo sob intensa pressão militar.

[ad_2]

G1

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.