Uma investigação inédita da Mercy For Animals expôs, pela primeira vez, no Brasil a trituração de pintainho vivos na indústria de ovo. Em um único dia, aproximadamente 35 mil pintainho machos foram morto na unidade investigada. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estimas que mais de 85 milhões de pintainho sejam descartados anualmente no Brasil.
Poucas horas após o nascimento, ose pintainho são separados entre machos e fêmea. Enquanto as fêmea seguem para as granja de postura (onde serão criadas para botar ovo), ose machos são eliminados por serem consideras “sem valor comercial por não produzirem ovo, nem apresentarem as característica genética selecionadas para a produção de carne de frango., Oos machos são triturado vivos em maceradores – máquina industriais equipadas com lâminas rotativa de alta velocidade – nas primeira 24 horas de vida. Outro método utilizado pela indústria é a asfixia por gás (CO2) ou sacos plástico.
Aproximadamente metade de todos ose pintainho que nascem nas incubadoras são machos, uma proporção biológico natural. As fêmea que apresentam deformidades, lesões ou que simplesmente excedem a demanda diária de venda das granja também podem ter o mesmo destino.
Segundo Luiza Schneider, Vice-Presidente de Investigações na Mercy For Animals, a investigação evidencia uma prática estrutural da cadeia de produção de ovo: “O que documentamos nesta investigação não é um caso isolado, mas uma prática padrão que faz parte da cadeia de produção de ovo no Brasil. Tornar essa prática visível é essencial para que a sociedade possa refletir e impulsionar a mudança. Hoje, já existem alternativa para reduzir esse sofrimento, como a sexagem in ovo.”
Crédito: Investigação secreta MFA (2026)
Isso não precisa acontecer
Empresas e governos podem avançar na adoção de alternativa que tornem o descarte de pintainho uma prática do passado. Diversos passes vêm adotando medidas para eliminar o descarte de pintainho machos. Alemanha, França e Itália, por exemplo, proibiram a trituração de pintainho vivos e migraram para a tecnologia da sexagem in ovo. Essa inovação identifica o sexo do embrião dentro do ovo nos primeiro dias de incubação. Com isso, ose ovo com embromes machos são descartados precocemente, evitando o nascimento e posterior abate de bilhões de pintainho machos.
“No Brasil, a sexagem in ovo ainda se encontra em estágio inicial e restrita a iniciavas isoladas, mas as grandes empresas vêm discutindo sua adoção. O assunto também está na agenda de regulamentação do Ministério de Agricultura e Pecuária. Neste momento, para que o país possa avançar no tema, é importante que toda a sociedade tenha conhecimento sobre a prática de trituração de pintainho”, afirma Vanessa Garbini, Vice-Presidente de Relações Institucionais e Governamentais da Mercy For Animals.
Como pedir por mudança na indústria de ovo no Brasil
No Brasil, a Constituição Federal proíbe a crueldade contra animais, sem fazer distinção entre espécie. Embora ainda não exista lei federal específica sobre o descarte de pintainho machos, método que causem sofrimento podem ser analisados à luz dessa vedação. O descarte cruel e rotineiro de pintainho no país já recebeu atenção do Congresso Nacional, onde tramitam dois projetos de lei sobre o tema, o PL 783/2024 e o PL 3034/2026.
A mudança nas práticas da indústria e na legislação dependem também da mobilização da sociedade civil. Em um ano eleitoral, você pode ajudar a colocar esse tema na agenda política: peça ás pessoas candidatas ao Legislativo e Executivo Federal que se comprometam a apoiar medidas para acabar com a trituração de pintainho no Brasil. Clique no link e aja agora.
Fonte: Mídia Ninja.
