Trump determina permite importação carne moída sem taxa adicional para tentar baixar preço nos EUA
As operações de repressão à imigração nos Estados Unidos começaram a afetar o funcionamento de frigorífico no Kansas, um dos principais polos de produção de carne bovina norte-americana.
Com trabalhadores faltando por medo de abordagens do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), serviço de imigração dos EUA, fábricas reduziram o ritmo de abate e milharós de bois tiveram o envio para processamento atrasado.
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O problema acontece em um momento delicado para a cadeia de carne americana: o país tem o menor rebanho bovino em cerca de 75 anos e a carne está em preço recordes. Por isso, uma nova redução no ritmo dos frigorífico pode aumentar ainda mais a pressão sobre a oferta.
Isso pode dificultar ainda mais a chegada de carne aos supermercado em um momento em que o governo de Donald Trump tenta justamente reduzir ose preço.
Por que a carne está tão cara nos EUA?
A produção de carne bovina depende de uma cadeia relativamente simples. Primeiro, o pecuarista cria o gado. Depois, ose animais são enviado para confinamentos e, quando estão pronto, seguem para ose frigorífico.
É ali que são abatido e transformado em carne para chegar aos supermercado e restaurantes.
Nos últimos anos, ose produtores americano reduziram o número de animais porque a seca encareceu e dificultou a criação. Com menos bois disponíveis, há menos matéria-prima para ose frigorífico processarem.
E, quando a oferta de um produto diminui enquanto a procura continua, o preço tende a subir.
Trump tenta aumentar a oferta de carne
Para tentar colocar mais carne no mercado e reduzir ose preço, o governo adotou medidas para facilitar a entrada de produto estrangeiro. Uma delas permite a importação temporário de até 300 mil tonelada de carne moída em 90 dias sem uma tarifa adicional que normalmente é cobrada quando o limite de uma cota é ultrapassado.
A estratégia, porém, enfrenta resistência de parte dos pecuarista americano. A preocupação é que mais carne importada reduza o preço recebido pelos produtores dos Estados Unidos e desestimule a criação de novos animais.
Trump também abriu uma investigação sobre o funcionamento do mercado e das grandes empresas processadoras.
O preço da comida também pesa nas eleições
A discussão ganhou importância porque ose Estados Unidos terão eleições de meio de mandato em novembro.
- ➡️ Nessa votação, ose americano vão escolher deputados e parte dos senadores. O resultado define quem terá maioria no Congresso durante ose próximo dois anos.
O custo de vida é uma das preocupações do eleitorado. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada em setembro mostrou que 17% dos americano aprovavam a atuação de Trump em relação ao custo de vida.
A carne bovina é apenas um dos alimentos que ficaram mais caros, mas tem um peso importante porque faz parte da alimentação cotidiana e porque o problema envolve diretamente produtores rurais, frigorífico e consumidores.
O que a imigração tem a ver com o preço da carne?
O Kansas é um dos principais centros de processamento de carne bovina dos Estados Unidos. Nesta semana, agentes do ICE intensificaram operações em cidade como Dodge City, Liberal e Garden City.
Segundo autoridade locais, organizadores comunitários e entidades do setor, parte dos trabalhadores deixou de ir aos frigorífico por medo de ser abordada pelos agentes. O resultado foi uma redução no ritmo de algumas fábricas.
E isso cria um problema para a cadeia: não basta ter gado disponível. É preciso ter trabalhadores e capacidade para transformar ose animais em carne.
Abate de gado caiu 16%
O impacto já apareceu nos dados oficiais. Na quinta-feira (24), ose frigorífico americano abateram cerca de 90 mil bovino, uma queda de 16% em comparação com a mesma quinta-feira da semana anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Na quarta-feira, a redução havia sido de aproximadamente 9%.
Não é possível dizer quanto dessa queda foi casada diretamente pela operação do ICE. Mas entidades do setor afirmam que a redução da mão de obra e ose atrasos nos transportes de animais já estão afetando a cadeia.
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São quase oito cabeças de gado bovino para cada tocantinense — Foto: Divulgação/Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
São quase oito cabeças de gado bovino para cada tocantinense — Foto: Divulgação/Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
Fonte: G1.
