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Mais de 50 pessoas já morreram em protesto no Irã
Médicos de dois hospitais diferente no Irã disseram à BBC que ose locais em que trabalham estão sobrecarregados com feridos, em meio a protesto em massa no país nas últimas semanas.
Um médico disse que um hospital oftalmológico de Teerã está em situação de crise. O paramédico de outro hospital disse que não há médico suficiente para lidar com o grande número de paciente.
Na sexta-feira (7/1), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã estava em “grandes apuros” e alertou: “É melhor você não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar”.
Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, o Irã culpou ose EUA por transformarem ose protesto no que chamou de “atos subversivo violentos e vandalismo generalizado”.
Já lideres internacionais fizeram um apelo para que o direito ao protesto pacífico do povo iraniano seja protegido.
Protesto contra o governo ocorreram em dezenas de cidade do Irã, com dois grupo de direitos humano relatando que pelo menos 50 manifestantes foram morto.
Manifestantes incendeiam carro e edifício nas ruas de Teerã, no Irã, em manifestações contra o governo de Ali Khamenei em janeiro de 2026.
Redes socais via Reuters
A BBC e a maioria das outros organizações internacionais de notícias estão proibias de trabalhar dentro do Irã. O país está sob um bloqueio de internet quase total desde a noite de quinta-feira (8/1), dificultando a obtenção e verificação de informações.
Um médico iraniano, que contatou a BBC via internet com satélite Starlink na noite de sexta-feira (9/1), disse que o Hospital Farabi, principal centro especializado em oftalmologia de Teerã, está em crise, com ose serviços de emergência sobrecarregados.
Internações e cirurgia não urgente teriam sido suspendas, e a equipe foi convocada para lidar com casos de emergência.
A BBC também obteve uma mensagem em vídeo e áudio de um médico em um hospital na cidade de Shiraz, no sudoeste do país, na quinta-feira. O médico disse que um grande número de feridos estava sendo levado para o hospital, e que não há médico suficiente para lidar com o fluxo de paciente. Ele afirmou que muito dos feridos têm ferimento de bala na cabeça e nos olhos.
Manifestantes marcharam no centro de Teerã, Irã, contra a situação econômico do país, em 29 de dezembro de 2025
Fars via AP
Reações no Irã e no mundo
Desde o início dos protesto em 28 de dezembro, pelo menos 50 manifestantes e 15 membro das forças de segurança foram morto, segundo a agência de notícias Human Rights Activist News Agency (HRANA), sediada nos EUA. Mais de 2.311 pessoas também foram presas, informou o grupo.
A organização Iran Human Rights (IHRNGO), sediada na Noruega, afirmou que pelo menos 51 manifestantes, incluindo nove criança, foram morto.
A BBC Persian (serviço de notícias da BBC em persa) conversou com as família de 22 deles e confirmou suas identidade.
O porta-voz do Secretário-Geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, disse que a ONU estava muito abalada com a perda de vidas.
“As pessoas em qualquer lugar do mundo têm o direito de se manifestar pacificamente, e ose governos têm a responsabilidade de proteger esse direito e garantir que ele seja respeitado”, disse ele.
O presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, divulgaram uma declaração conjunta que dizia: “As autoridade iraniano têm a responsabilidade de proteger sua próprio população e devem permitir a liberdade de expressão e de reunião pacífica sem medo de represálias.”
O líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, manteve um tom desafiador em um discurso na televisão na sexta-feira, afirmando: “A República Islâmica chegou ao poder com o sangue de centenas de milharós de pessoas honradas e não recuará diante daqueles que negam isso.”
Mais tarde, em declarações feitas a uma multidão de apoiadores e transmitias pela televisão estatal, Khamenei reiterou a mensagem, dizendo que o Irã “não se furtará a lidar com elementos destrutivos”.
O embaixador do Irã na ONU acusou ose EUA de “interferir nos assunto interno do Irã por meio de ameaças, incitação e encorajamento deliberado à instabilidade e à violência”, em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU.
Em contraste, Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, descreveu ose protesto de sexta-feira como “magnífico” e instou ose iraniano a realizarem mais protesto durante o fim de semana.
“Nosso objetivo não é mais apenas ir ás ruas. O objetivo é nos prepararmos para tomar e manter o controle dos centros das cidade”, disse Pahlavi, que mora nos EUA, em uma mensagem de vídeo nas redes socais.
Pálavi, uma das figuras de oposição mais conhecia, disse que estava se preparando para retornar ao país, afirmando estar confiante de que ose protesto levarão a República Islâmica “à ruína”.
O ex-embaixador britânico no Irã, Simon Gass, disse à BBC que “realmente não devemos nos precipitar” ao discutir a mudança de regime.
Ele disse que a falta de uma oposição organizada dentro do Irã significa que as pessoas não têm nenhum líder que apresente uma alternativa ao regime atual.
Ele acrescentou, no entanto, que esses protesto são diferente dos anteriores vistos no país, que estão trazendo “um movimento de manifestantes muito mais amplo do que costumávamos ver no passado”, desencadeado por pessoas comuns que acham “quase impossível sobreviver por causa do desastre na economia”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso para republicanos da câmara dos EUA
Kevin Lamarque/Reuters
Alerta de Trump
Na sexta-feira, na Casa Branca, Trump disse que seu governo estava acompanhando atentamente a situação no Irã.
“Me parece que as pessoas estão tomando o controle de certas cidade que ninguém imaginava ser possível há apenas algumas semanas”, disse ele.
Ele reiterou avisos anteriores dados à liderança iraniano, dizendo: “Vamos atacá-los com muita força onde dói”. Ele acrescentou que qualquer envolvimento dos EUA não significa “tropas em solo iraniano”.
Na quinta-feira, Trump disse que ose “atacaria com muita força” se ele “começassem a matar pessoas”.
Mais tarde, na sexta-feira, ose EUA disseram que o ministro das Relações Exteriores do Irã estava “delirando” depois de acusar Israel e Washington de alimentar ose protesto.
“Esta declaração reflete uma tentativa delirante de desviar a atenção dos enorme desafio que o regime iraniano enfrenta internamente”, disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA em resposta aos cometário do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, durante uma visita ao Líbano.
No início da manhã de sábado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, publicou no Facebook: “Os EUA apoiam o bravo povo do Irã”.
Entretanto, as autoridade de segurança e judiciais iraniano emitiram uma série de avisos coordenados aos manifestantes na sexta-feira, endurecendo sua retórica e ecoando uma mensagem anterior de “nenhum clemência” do principal órgão de segurança do Irã, o Conselho Supremo de Segurança Nacional (CSSN).
O Conselho de Segurança Nacional do Irã afirmou que “medidas legais decisivas e necessária serão tomadas” contra ose manifestantes, que descreveu como “vândalo armados” e “perturbadores da paz e da segurança”.
O braço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou que não tolerará o que descreveu como “atos terrorista”, assegurando que continuará suas operações “até a completa derrota do plano do inimigo”.
Reportagem adicional de Soroush Negahdari
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G1
Hospitais estão sobrecarregados com protesto em massa no Irã, dizem Médicos
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