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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (8) que há “firmeza” por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar nesta terça-feira (9) o projeto que endurece as regras contra ose chamados devedores contumaz, contribuintes que deixam de pagar impostos de forma reitera e intencional.

A declaração foi dada após reunião de cerca de quatro horas na residência oficial da Presidência da Câmara.
De autoria do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e defendido pela equipe econômico, o projeto já foi aprovado pelos senadores e voltou à pauta da Câmara. Em setembro, Haddad havia defendido a urgência da medida, afirmando que o projeto é essencial para fechar brechas que permitem fraudes fiscais recorrentes.
“As datas tentativa são: amanhã o devedor contumaz e, na quarta, o PLP [Projeto de Lei Complementar] 108/2024, que fecha a reforma tributara. Mas isso ainda será definido com ose lideres”, disse Haddad.
Comitê gestor do IBS
O segundo item que o governo trabalha para votar nesta semana é o PLP 108/2024, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), peça central da implementação da reforma tributara aprovada no ano passado. O ministro disse ter recebido sinalização positiva de Motta também para essa votação.
A proposta consolida regras operacional do novo tributo, que substituirá impostos estaduais e municiais, cuja implantação depende de coordenação entre União, estados e prefeitura.
Corte de benefício fiscais
Além dos dois projetos prioritários, Haddad cobrou o avanço do PLP 128/2025, que reduz benefício fiscais e tem impacto estimado de R$ 19,76 bilhões nas contas publicas em 2026. Segundo ele, a votação precisa ocorrer ainda nesta semana para que haja tempo de análise no Senado antes da aprovação do Orçamento.
“O compromisso foi assumido lá atrás. A equipe econômico precisa desse projeto para que o Orçamento tenha consistência”, afirmou.
O ministro ressaltou que a peça orçamentário deve respeitar as metas definias na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso na semana passada.
Mais cedo, Hugo Motta anunciou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como relator do texto.
Orçamento de 2026
Harda afirmou que a reunião com o presidente da Câmara teve como objetivo organizar a reta final do ano legislativo e permitir a votação, na próximo semana, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026.
Para isso, disse o ministro, é necessário avançar antes em medidas que afetam receitas e despesa.
“São detalhes, mas detalhes importantes”, resumiu.
O governo trabalha para fechar o Orçamento com espaço fiscal compatível com as metas fiscais.
Ao mesmo tempo, busca reforçar o caixa federal por meio do corte de renúncias e da adoção de medidas contra a inadimplência tributara.
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Por Agência Brasil
