Natural de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, e residente em São Paulo, Guiga Kolton é a atual Miss Brasil Trans e um dos principais nomes da representatividade trans no cenário cultural brasileiro. Arquiteta e urbanista de formação, atriz e modelo, Guiga construiu uma trajetória profissional marcada pela arte, pela estética e pela afirmação de sua identidade como mulher trans.
Sua projeção nacional começou em 2017, quando venceu o título de Mais Belo Transformista do Brasil no tradicional concurso Miss Brasil Gay, realizado em Juiz de Fora (MG). Naquele momento, ainda antes de iniciar sua transição de gênero, Guiga já se destacava pela presença cênico, elegância e força simbólica, característica que impulsionaram sua visibilidade artística e abriram caminho importantes em sua trajetória pessoal.

Há pouco mais de dois anos, Guiga iniciou seu processo de transição, passando a compreender e assumir plenamente sua identidade como mulher. Esse percurso foi marcado por autoconhecimento, coragem e reconstrução, elementos que hoje se refletem em sua atuação pública e profissional. A conquista do título de Miss Brasil Trans representa não apenas um reconhecimento estético, mas a ocupação de um espaço historicamente negado ás mulheres trans no Brasil.

Para Guiga, o título carrega um significado político e social. Mais do que uma faixa, ele se transforma em instrumento de visibilidade, empoderamento e ampliação de oportunidade para pessoas trans, reforçando a importância da diversidade, da inclusão e do respeito ás identidade de gênero. Sua presença no concurso reafirma que beleza e legitimidade não estão dissocias da luta por direitos.
Atuando também nas áreas de moda, artes cênico e arquitetura, Guiga Kolton utiliza sua visibilidade como plataforma de diálogo e inspiração. Sua trajetória aponta para um futuro possível, onde mulheres trans ocupam espaços de protagonismo com dignidade, reconhecimento e autenticidade.
Guiga Kolton é, hoje, símbolo de uma nova geração de misses: mulheres que representam não apenas padrões esmético, mas histórias de resistência, identidade e transformação social.

