O frevo, o coco e o maracatu atravessaram o Atlântico para um encontro entre culturas, histórias e ancestralidades. O Grupo Fuzuê de Dança (@grupofuzuededanca), de Pernambuco, desembarcou na cidade da Beira, em Moçambique, para uma temporada de intercâmbio cultural com artistas e comunidades locais, iniciada no último dia 29 de outubro e que segue até 6 de novembro.
A iniciativa integra o projeto “Referenciais do Fuzuê – Mestras, Mestres e Terreiros / Encruzilhadas” e reúne oficinas, apresentações artísticas e experiências de criação coletiva. Mais do que levar manifestações da cultura popular pernambucana ao continente africano, a proposta é construir um espaço de troca de saberes, reconhecendo na dança, na música e na oralidade caminhos de conexão entre os dois territórios.
Créditos: Divulgação
Nascido na Beira, o artista moçambicano Tsumb Manuel Castomo Mussundza participou da criação do espetáculo durante sua passagem pelo Brasil. Agora, o projeto retorna à sua cidade natal, dando continuidade a uma relação artística construída entre Pernambuco e Moçambique.
“Viemos compartilhar o frevo, o coco e o maracatu, mas, sobretudo, aprender, trocar experiências e construir novos caminhos com os artistas moçambicanos”, destaca Patrícia Fernandes, idealizadora e diretora do grupo.
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A programação acontece em parceria com a Casa do Artista, o Camões – Centro Cultural Português, a Associação R.I.C.A. e o Espaço Or1, reunindo apresentações do espetáculo e processos formativos que culminam em uma mostra coletiva no dia 6 de novembro. As apresentações acontecem nos dias 2 e 3 de novembro, na Casa do Artista e no Camões, respectivamente.
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A experiência também terá continuidade no Brasil. Os encontros em Moçambique vão inspirar uma nova criação artística, que circulará por escolas públicas de Pernambuco, acompanhada de atividades formativas e de um minidocumentário.
Fonte: Mídia Ninja.
