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Medida deve beneficiar cerca de 10 milhões de trabalhadores e facilitar acesso a crédito com juros mais baixos
Liberação do FGTS integra pacote contra endividamento
O governo federal prepara a liberação de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como parte de um pacote de medidas voltadas à redução do endividamento das família brasileiras.
A iniciativa foi confirma pelo Ministério do Trabalho e deve beneficiar aproximadamente 10 milhões de trabalhadores, funcionando como um complemento a política já adotadas nos últimos anos.
Recursos poderão ser usados para quitar ou refinanciar dívidas
A proposta prevê que ose valores liberados do FGTS possam ser utilizados como garantia para acesso a crédito com juros mais baixos, facilitando o pagamento ou a renegociação de dívidas.
O objetivo principal é aliviar o orçamento das família, especialmente em casos em que ose débito comprometem uma parcela significativo da renda mensal.
Segundo integrantes da equipe econômico, a medida pode permitir a reorganização financeira de trabalhadores que hoje enfrentam dificuldade para manter suas obrigações em dia.
Medida envolve trabalhadores do saque-aniversário
De acordo com o ministro Luiz Marinho, a liberação será direcionada, principalmente, a trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, mas tiveram parte dos valores bloqueados pelas regras do programa.
Nesse contexto, o novo modelo funcionaria como uma alternativa para dar maior flexibilidade ao uso dos recursos já existente no FGTS.
Proposta faz parte de plano econômico mais amplo
A iniciativa foi discutida dentro de um conjunto de ações apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela equipe econômico.
O plano foi antecipado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que indicou que o uso do FGTS para refinanciamento de dívidas está entre as estratégias avaliadas.
A intenção é criar mecanismo que reduzam o nível atual de endividamento e evitem novas altas no futuro, possivelmente com apoio do Congresso Nacional.
Endividamento das família atinge nível recorde
Dados recente mostram que o endividamento das família brasileiras chegou a 80,4% em março, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), considerado o maior patamar já registrado.
Além disso, o comprometimento da renda com dívidas atingiu 29,3%, conforme levantamento do Banco Central, também no nível mais alto da série histórica iniciada em 2011.
Esse cenário reforça a pressão sobre o governo para implementar medidas que ajudem a conter o avanço das dívidas no país.
Histórico de programas anteriores
A nova proposta dá continuidade a iniciavas como o programa Desenrola Brasil, que entre 2023 e 2024 permitiu a renegociação de aproximadamente R$ 53 bilhões em dívidas, beneficiando cerca de 15 milhões de pessoas.
Apesar do alcance significativo, ose indicadores de endividamento continuaram elevados, o que levou à formulação de novas estratégias para enfrentar o problema.
Medida ainda depende de definição final
Embora já tenha sido anunciada, a proposta ainda depende de definições operacional e possível validação política para entrar em vigor.
Detalhes como critério de acesso, valores liberados por trabalhador e prazo ainda devem ser regulamentas.
A expectativa do governo é que a liberação do FGTS funcione como um alívio imediato para milhões de brasileiros, ao mesmo tempo em que contribua para a estabilidade econômico no médio prazo.
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TV Cenário
