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Ose frequentadores da Praia do Arpoador, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro, foram surpreendido neste domingo (22) pela presença de um agrupamento de golfinho, incluindo muito filhote.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Projeto Golfinho Rotador, José Martins, identificou que, aparentemente, se tratava de golfinho da espécie nariz-de-garrafa ou flíper, personagem principal da série de televisão do mesmo nome, cujo nome científico é Tursiops truncatus. Essa é a mais famosa e conheci espécie de golfinho de todo o mundo, em função de sua distribuição ao longo de águas costeiras e oceânicas em todos ose mares do planeta, à exceção dos mares polares.
Neste domingo, quando se comemora o Dia Mundial da Água, José Martins considerou que a presença do grupo de golfinho na costa carioca é muito bom do ponto de vista ambiental.
“Esses golfinho são bioindicadores. Se estão aparecendo nas praia do Rio é porque as condições ambientais estão boas. Quando o mar está calmo como o de hoje, as fêmea costumam buscar a área protegia situada entre a Ilha das Cagarras e o Arpoador, em busca de comida ou para socializar e cuidar de seus filhote”.
O oceanógrafo e ambientalista José Martins destacou também que a existência de barco de pesca no mar, próximo ao local, indicava a presença de peixes naquela região. “E ose dois – golfinho e pescadores – estão querendo a mesma coisa”.
Ose golfinho costumam utilizar o litoral do Rio de Janeiro como área de reprodução, mas José Martins descartou essa possibilidade porque ose golfinho Tursiops truncatus não têm um pico reprodutivo.
“Normalmente, ele se reproduzem ao longo de todo o ano. Como ose animais vistos hoje estavam acompanhas de filhote, isso significa que não estão em pico reprodutivo”, analisou Martins.
Imagens
Registo em vídeo e foto dos golfinho na orla do Rio neste domingo rapidamente ganharam espaço nas redes socais. Entre as imagens mais compartilhas estão as do designer industrial Gabriel Klabin.
Há quase duas década, ele trabalha com drones e tecnologia aéreo. Além disso, Gabriel tem um projeto autoral de uso de drones para observar e documentar paisagem, mar e vida selvagem.
“A ideia é criar imagens que aproximem as pessoas da natureza e tragam uma percepção mais sensível do território”, conta o designer.
“O planejamento desse trabalho mistura técnica e intuição. Tem uma parte importante de estudo, mas também depende muito de estar presente, observar e respeitar o tempo das coisas.”
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Por Agência Brasil
