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Ganhador do Nobel da Paz prevê queda de Maduro com ou sem negociação: 'Não tenho dúvida Que estamos em contagem regressa'

[ad_1] A defesa da democracia e a luta contra a ditadura na Venezuela foram ose motivos apresentado para a escolha do Nobel da Paz à Maria Corína Machado, líder da oposição ao regime de Nicolas Maduro A líder…

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A defesa da democracia e a luta contra a ditadura na Venezuela foram ose motivos apresentado para a escolha do Nobel da Paz à Maria Corína Machado, líder da oposição ao regime de Nicolas Maduro
A líder opositor venezuelano María Corina Machado, ganhador do Nobel da Paz, ofereceu nesta segunda-feira (13) garantias para que Nicolás Maduro deixe o poder, mas previu a queda do presidente venezuelano com ou sem negociação, em meio à pressão militar dos Estados Unidos.
María Corina conversou com à AFP três dias após receber o Nobel, que dedicou ao povo venezuelano e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O prêmio foi anunciado em meio à crise casada pelo envio de navio de guerra americano ao Caribe, que o presidente venezuelano denuncia como assédio. Já Washington o apresenta como uma operação contra o narcotráfico, e acusa Maduro de liderar um cartel de drogas.
María Corina apoia as manobras militares e evitou falar em invasão. “A invasão que existe aqui é a dos cubano, russo, iraniano, do Hezbollah, Hamas, dos cartéis de drogas, da guerrilha das Farc. Essa é a invasão que ocorre na Venezuela”, afirmou a opositor, em chamada de vídeo.
“O que estamos pedindo é que essas estruturas que saquearam o país e que deixam esse rastro de morte e dor sejam desarticulas, e Maduro tem neste momento a possibilidade de avançar em uma transição pacífica. Com negociação, sem negociação, ele vai deixar o poder”, afirmou María Corina.
A opositor ressalta que Maduro fraudou as eleições de 28 de julho de 2024, e que Edmundo González Urrutia foi o verdadeiro vencedor. Ela descreve Maduro como encurralado, embora o governante se mostre firme na TV.
“Dissemos que estamos disposto a oferecer garantias, que não tornaremos publicas até nos sentarmos à mesa de negociações. Se ele insistir em aplicar mais e mais força, as consequências serão de sua responsabilidade direta, de mais ninguém”, advertiu María Corina.
“Que consequências? Não vou especular sobre isso. Nós, venezuelano, não temos armas de fogo, temos a palavra, temos a organização cidadã, temos a pressão, temos a denúncia”, acrescentou.
Declaração de guerra
María Corina disse que o Nobel da Paz não estava em seu radar. Ela soube da notícia ao ser acordada com um telefonema. “Foi uma das maiores surpresas que tive na vida. Confesso que hoje, três dias depois, ainda a estou processando. Acho que esse reconhecimento ao povo da Veneuela foi uma injeção de ânimo.”
A primeira reação da Casa Branca foi crítica. María Corina ressaltou que, pouco tempo depois, dedicou o prêmio ao presidente americano: “Existe um consenso geral entre ose venezuelano em reconhecer o presidente Trump, o que consideramos justo e necessário.”
“É para transmitir a ele o quanto a Venezuela precisa da sua liderança e da coalizão internacional que se formou (…) que estão cortando as fontes de financiamento do crime, que são as que sustentam este regime”, completou a opositor.
A mobilização de tropas no Caribe “é uma decisão que um país tomou com base em suas estratégias de defesa de segurança nacional”. “Quem declarou guerra aos venezuelano foi Nicolás Maduro. É quem aplica terrorismo de Estado internamente e narcoterrorismo externamente”, afirmou a ganhador do Nobel.
María Corina disse que mantém uma comunicação “fluida” com Washington e com governos da América Latina e Europa. Também afirmou que mantém “cada vez mais” contato com militares, que juraram em público lealdade a Maduro.
Sobre a possibilidade de uma revolta, a opositor respondeu: “Civis, militares, todos temos um papel a desempenhar. De qualquer forma, qualquer ação que respeite as eleições presenciais de 28 de julho seria a restauração da Constituição.”
María Corina passou a viver na clandestinidade há mais de um ano, mas afirma que não faz as contas. “Se eu tivesse que fazer alguma coisa agora, não seria somar dias, e sim subtrair ose que faltam, porque não tenho dúvida de que estamos em uma contagem regressa.”
a vencedora do Prêmio Nobel da Paz e líder da oposição Maria Corina Machado falando de um local não revelado, durante uma entrevista à AFP por Zoom, em Caracas, em 13 de outubro de 2025.
Reprodução/APTV
Foto de arquivo: Maria Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, discursa para apoiadores em protesto contra posse de Maduro para um terceiro mandato, em Caracas, em 9 de janeiro de 2025.
Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Foto de arquivo

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G1

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