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Fux ouve maioria contrária à proibição das Bets em audiência no STF

Casas de apostas pedem que o Supremo suspenda a medida. Abaixo-assinado contra a volta das plataformas passa de 1,2 milhão de adesões O post Fux ouve maioria contrária à proibição das bets em audiência no STF apareceu primeiro em Mídia NINJA.

Por Vinicius Francisco

As bets continuam proibidas no Brasil. As plataformas autorizadas pelo governo federal saíram do ar em 6 de outubro, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou a medida provisória que proibiu as apostas esportivas e os cassinos online. A medida já tem força de lei, mas ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para se tornar permanente. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa empresas de apostas, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a proibição. Se o pedido for aceito, as plataformas podem voltar a operar antes do julgamento definitivo. Entenda o pedido em discussão no STF.

O ministro Luiz Fux, relator da ação, convocou uma audiência pública nesta terça-feira (3) para ouvir os argumentos. Entre os 34 convidados estavam 11 clubes de futebol, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), representantes do governo e associações de empresas de apostas. Pelo menos 22 já haviam se posicionado contra a proibição, segundo levantamento da CNN Brasil. Os clubes foram os primeiros a falar. O vice-presidente-geral do Flamengo, Flávio Willeman, disse que o clube tinha contratos com duas casas de apostas e estimou que a proibição pode custar cerca de R$ 430 milhões por ano em receitas. Confira a lista completa de convidados.

A concentração de clubes e representantes das bets levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a pedir que Fux ampliasse a lista de convidados. O ministro incluiu representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e outras três entidades da área pediram para falar, mas ficaram de fora. Fux disse que o Supremo já havia ouvido organizações sobre os danos das apostas em 2024 e que agora precisava discutir também o que fazer com os contratos assinados antes da proibição. Na sessão desta terça-feira, o advogado-geral da União, Jorge Messias, pediu uma nova audiência para ouvir as entidades que ficaram de fora.

Messias afirmou que as regras de funcionamento e publicidade das bets foram insuficientes para proteger as famílias. Em manifestação ao Supremo, a AGU informou que os registros do SUS relacionados ao jogo patológico e a problemas com apostas cresceram 140% entre 2018 e 2025. Representantes de clubes argumentaram que a proibição pode levar apostadores a sites clandestinos. Messias defendeu que o governo combata essas plataformas, fiscalizando também a publicidade e os meios de pagamento. Leia a posição da AGU.

Manifesto pede que as bets continuem proibidas

Lançado por Eduardo Moreira na noite de segunda-feira (2), o abaixo-assinado Bets Nunca Mais passou de 500 mil adesões em poucas horas. O contador da campanha somava 1.269.583 registros na consulta desta terça-feira. Os organizadores dizem que vão verificar as assinaturas após o fim da coleta. Além da manutenção da proibição, o manifesto cobra atendimento público a pessoas com dependência de jogo, apoio a famílias endividadas e o fim dos patrocínios de bets a clubes, transmissões e influenciadores. No dia da audiência, Lula pediu que a população acompanhasse o debate e se mobilizasse para manter a medida.

Até o fechamento desta matéria, o Supremo ainda não havia divulgado uma decisão sobre o pedido de suspensão. Com a medida também em discussão no Congresso, Moreira pretende levar o abaixo-assinado a Brasília, acompanhado de famílias afetadas pelas apostas.

Acesse o manifesto Bets Nunca Mais

Fonte: Mídia Ninja.

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