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Flica 2026 destaca literatura Negra, ancestralidade e debate sobre racismo algorítmico durante Mês da Consciência Negra

Nilma Lino Gomes, Nina da Hora e Sued Nunes estarão na Flica 2026 Leticia Souza; Acervo Pessoal; Rodrigo Ladeira A literatura negra, a valorização da ancestralidade e os impactos da inteligência artificial nas relações raciais estarão entre os temas em destaque na 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece entre os dias 5 e 8 de novembro, no Recôncavo baiano. A programação da Tenda Paraguaçu reunirá escritores, pesquisadores,…

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Nilma Lino Gomes, Nina da Hora e Sued Nunes estarão na Flica 2026 — Foto: Leticia Souza; Acervo Pessoal; Rodrigo Ladeira

Nilma Lino Gomes, Nina da Hora e Sued Nunes estarão na Flica 2026 — Foto: Leticia Souza; Acervo Pessoal; Rodrigo Ladeira

A literatura negra, a valorização da ancestralidade e os impactos da inteligência artificial nas relações raciais estarão entre os temas em destaque na 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece entre os dias 5 e 8 de novembro, no Recôncavo baiano. A programação da Tenda Paraguaçu reunirá escritores, pesquisadores, artistas e ativistas para discutir questões relacionadas ao letramento racial, memória afro-brasileira e tecnologia durante o Mês da Consciência Negra.

Um dos destaques da programação será a mesa de abertura da Tenda Paraguaçu, marcada para o dia 5 de novembro, às 11h. Com o tema “Penso, logo… IA: distopias à vista?”, o encontro reunirá a jornalista Miriam Leitão e a cientista da computação Nina da Hora, com mediação do especialista em cultura Zulu Araújo.

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Pesquisadora e ativista antirracista, Nina da Hora levará para o debate reflexões sobre os impactos da inteligência artificial na sociedade e os riscos de reprodução de desigualdades raciais por meio dos algoritmos. Durante a FLICA, ela também lançará o livro “Do rosto ao vetor: uma história da medição do rosto, da eugenia ao algoritmo”.

Segundo a pesquisadora, os vieses raciais presentes nos sistemas de IA estão diretamente relacionados aos dados utilizados para treiná-los.

“A IA aprende com dados, e os dados que temos no Brasil carregam a nossa história. Um sistema treinado com isso aprende essas diferenças como se fossem normais e devolve o resultado com cara de decisão técnica”, afirmou.

Sarau reúne artistas negros da Bahia

Ainda na quinta-feira (5), às 19h, a programação contará com o sarau “Sued Nunes Não Anda Só”, que reunirá artistas negros baianos em apresentações literárias e musicais. Além da cantora e compositora Sued Nunes, participam Afropecado, Duda Santhana, MC Jaynne e Matheus Kawan.

O encontro busca destacar a produção cultural negra da Bahia e do Recôncavo, com performances inspiradas em experiências coletivas de resistência ao racismo.

Para Matheus Kawan, o evento reforça a importância da construção coletiva das trajetórias artísticas e do fortalecimento da identidade negra.

“O público pode esperar um encontro crítico e sensível, marcado pelo afeto, ancestralidade e potência criativa, em que cada voz fortalece a outra”, disse.

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Cidade de Cachoeira, na Bahia recebe a Flica entre os dias 5 e 8 de novembro — Foto: Reprodução/TV Globo

Cidade de Cachoeira, na Bahia recebe a Flica entre os dias 5 e 8 de novembro — Foto: Reprodução/TV Globo

Afrofuturismo e memória ancestral

Na sexta-feira (6), às 15h, a mesa “Inteligência ancestral, memórias afrofuturistas” discutirá as tradições africanas e afrodiaspóricas como formas de preservação do conhecimento e construção de futuros possíveis.

Participam do encontro o escritor Ale Santos, um dos principais nomes do afrofuturismo brasileiro, e o pesquisador e tradutor Cesar Sobrinho. A mediação ficará a cargo da professora e crítica literária Cristian Sales.

Durante o debate, serão abordadas as contribuições de tecnologias ancestrais e conhecimentos tradicionais para a criação de novas estéticas na literatura, no audiovisual, nos games e em outras áreas da indústria cultural.

Encerrando a programação da Tenda Paraguaçu, no sábado (7), às 18h, a mesa “Inteligência artificial e racismo – Algoritmos da branquitude” discutirá como sistemas tecnológicos podem reproduzir estruturas históricas de discriminação.

O debate contará com a participação da pedagoga e ex-ministra Nilma Lino Gomes e do pesquisador em políticas tecnológicas Tarcízio Silva. A mediação será da professora e vice-reitora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jamile Borges.

De acordo com o curador da Flica, Marielson Carvalho, a proposta da programação é aproximar literatura, educação e consciência social, ampliando a compreensão sobre o mundo para além da leitura tradicional dos livros.

Inspirada no pensamento do educador Paulo Freire, a curadoria defende que o letramento começa na leitura das experiências, das histórias e dos saberes produzidos pelas comunidades.

Serviço
Flica 2026
📅 De 5 a 8 de novembro
📍 Cachoeira (BA)
🎟️ Entrada gratuita
📱 Instagram: @flicaoficial

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Flica 2026 debate criatividade em tempos de inteligência artificial e reúne atrações — Foto: Diêgo Silva

Flica 2026 debate criatividade em tempos de inteligência artificial e reúne atrações — Foto: Diêgo Silva

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Fonte: G1.

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