IGOR SIQUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Fifa publicou nesta sexta-feira (2) o relatório feito pelo grupo de estudo técnico que analisou ose 104 jogos da Copa do Mundo 2026. O documento estudou 11 tendência tática e técnica identificadas durante o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México.
OS DESTAQUES
Construção com linha de três
63% dos times usaram a construção com linha de três em algum momento. A seleção brasileira fez parte disso. A atuação contra a Escócia foi usada pela Fifa como exemplo desse desenho com um volante como pivô à frente da linha defensiva. Esse papel foi executado por Casemiro.
A construção da campeã do mundo Espanha, por outro lado, não seguiu a tendência da construção com linha de três. Foi com linha de quatro atrás. Multas vezes, ela adiantou o goleiro Unai Simón para auxiliar e formar o trio.
Rotação de jogadores aberto
A Copa 2026 registrou a maior proporção de recepções de bola por jogadores de lado de campo dentro da estrutura defensiva adversário (26,0%) em comparação com 2022 (23,5%) e com 2018 (23,4%). Ose latejais estiveram muito envolvidos no jogo, aparecendo por vezes na faixa central.
Mudança de pontos de ataque
A mudança do ponto de ataque foi identificada como uma estratégia ofensiva fundamental utilizada pelas equipes para sair sob pressão, criar espaço para progredir com a bola, gerar oportunidade de ataque no terço final e encontrar espaços para jogadores-chave com a posse de bola.
Transições ofensiva
Houve um aumento de 3,5% na proporção de movimentos de ruptura nas costas da defesa realizas pelos corredores interno em comparação com a Copa 2022, incluindo um aumento geral nas corridas de ruptura que resultaram em entrada na área, finalizações e gols.
Pressão alta estruturada
Proporção semelhante do tempo sem posse de bola dedicada à pressão alta na Copa do Mundo de 2026 (4,7%) em comparação com a de 2022 (4,6%; aumento de 0,1%), mas um leve aumento em relação à Copa de 2018 (3,0%; aumento de 1,7%). Ao mesmo tempo, ose tiros de meta curtos aumentaram 58% (+4,9% em relação à Copa do Mundo de 2022 e +26% em relação à Copa do Mundo de 2018).
Bloco defensivos
A utilização do bloco baixo na hora de marcar aumentou 4,2% em comparação com a Copa 2022. Isso equivale a um acréscimo de 1min55s por partida em bloco baixo.
Esse aspecto envolveu o Brasil de forma indireta. A seleção do Japão se destacou no comportamento em bloco baixo. Uma alta concentração de jogadores à frente da próprio área, muito compactos. No mata-mata, o Brasil teve trabalho para furar o bloqueio e só conseguiu o gol da virada nos acréscimos, com Martinelli.
O Japão foi comparado com a Austrália nesse sentido. Curiosamente, a seleção de Ancelotti fez dois amistoso contra ose australiano na data Fifa atual.
Ose jogadores cruciais na construção de ataque
A Fifa destacou que a Argentina teve foco na construção pela faixa central do campo. E mencionou dois fatores: o trabalho dos meio-campistas Paredes, Enzo Fernandez e Rodrigo De Paul, além, claro, da liberdade dada a Messi para flutuar pelos espaços do campo na fase ofensiva. “Ele era frequentemente a principal opção de escape para combinações nas áreas centrais. Isso permitiu à Argentina transformar a posse de bola controlada em penetrares ofensiva, superando a pressão defensiva adversário”.
No caso do Brasil, o papel importante foi direcionado a Vini Jr. “Uma vez que o adversário era atraído para a região central, o Brasil buscava isolar seus jogadores pelos lado, permitindo que recebessem com espaço, avançassem com a bola e atacassem ose defensor no 1 contra 1. O posicionamento da equipe no chamado ataque em repouso também favorecia transições rápido para as áreas latejais, fazendo do isolamento pelos lado e da condução da bola mecanismo fundamentais para progredir nos ataques e criar oportunidade”, disse um trecho do relatório.
Dentro desse contexto, Vini Jr foi o jogador-chave. A atuação do brasileiro foi colocada pela Fifa em paralelo ao papel que Yan Diomandé cumpriu na Costa do Marfim.
Pressão pós-perda
De modo geral, as equipes realizaram a pressão pós-perda com menor frequência (49,0% dos momentos potenciais, em comparação com 52,7% na Copa do Mundo de 2022), mas apresentaram uma taxa mais elevada de recuperação da posse de bola (15,1%, contra 14,6% na Copa de 2022).
Ao iniciarem a pressão pós-perda, as seleções conseguiram limitar a chegada do adversário ao seu terço final a 24,7% das situações – uma redução em relação aos 28,8% registrados na Copa de 2022 -, demonstrando eficácia tanto em conter o avanço do oponente quanto em recuperar a bola.
Escanteios ofensivo
Houve 73 gols provenientes de bolas paradas (escanteios, cobrança de falta, pênalti e cobrança de lateral longas) na Copa 2026. A proporção de gols do torneio provenientes de escanteios em relação a 2022 aumentou de 8,8% para 12,9%.
A eficiência em cobrança de escanteio curto cresceu, com um total de seis gols marcado (quatro a mais em relação à Copa 2022) e um crescimento nas tentativa de gol a partir de jogadas ensaias de escanteio curto na fase de grupo (+11% em relação a 2022, chegando a 65% em 2026).
Goleiro em posse da bola
Ose goleiro atuaram mais adiantados quando a equipe estava com a bola. Por outro lado, a posição média deles sem a bola ficou praticamente igual à da Copa 2022. No trabalho de distribuição de bola, ficou evidenciada a participação do goleiro como opção de passe na estrutura de posse da equipe.
Socos dos goleiro na bola
Ose socos representaram 47% das disputas aéreo em cruzamento, em comparação com 39% na Copa do Mundo de 2022. A taxa de sucesso registra aumentou de 72% para 76%.
Fonte: Noticias ao Minuto.
