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Festival de Cinema de Arapiraca abre edição que celebra força e identidade do audiovisual local

[ad_1] Por Lohuama Alves Em Arapiraca, o cinema resiste como quem acende uma luz no escuro. Insiste, pulsa e se reineta. Fazer audiovisual no…

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Por Lohuama Alves

Em Arapiraca, o cinema resiste como quem acende uma luz no escuro. Insiste, pulsa e se reineta. Fazer audiovisual no interior é romper silêncio, desafiar fronteiras e afirmar que cada território tem suas próprias narrativa para contar.

Durante a semana, essa chama ganhou ainda mais brilho com a abertura do Festival de Cinema de Arapiraca, celebrada no Teatro Hermeto Pascoal, em um encontro que uniu artista, realizadores e todo um público que acredita no poder transformador da arte.

O festival deste ano traz como tema “Território e Resistência”, reforçando o papel político, cultural e afetivo de produzir cinema longe dos grandes centros. A proposta ecoa a importância de reconhecer e fortalecer as narrativa que nascem no interior, ampliando a diversidade do audiovisual brasileiro.

Wagno Godez, um dos organizadores, destacou o significado simbólico do festival para Arapiraca e para o estado. “Fazer cinema em Arapiraca parece delírio. Precisamos criar projeto de território, projeto de posição política, projeto de resistência. Com muita luta, Arapiraca está no mapa do audiovisual brasileiro. Não basta produzir; é preciso criar vínculo e é por isso que estamos com oficinas, masterclass, mostras e outros atividade gratuitas para todos”, afirmou Wagno.

A noite também prestou homenagem ao realizador audiovisual Hermano Figueiredo, celebrando sua trajetória e contribuição para a cena cultural de Alagoas. Seu trabalho, marcado pela sensibilidade e pela persistência, representa a força de quem constrói audiovisual com raízes profundas no território.

Além disso, a solenidade contou com o lançamento de “Movimento Perpétuo”, primeiro longa genuinamente arapiraquense, dirigido por Leandro Alves. “Estamos vivendo um momento muito importante hoje. Lançar o Movimento Perpétuo aqui é muito especial, pois foi um filme feito em Arapiraca e por arapiraquense”, disse Leandro.

Com a presença de dezenas de entusiastas, produtores e profissionais da cultura, a abertura marcou o início de uma programação que valoriza encontro, formação, trocas e exibições que fortalecem a rede criativo da região.

Mais do que um festival, o evento reafirma que o cinema produzido no interior é movimento, é resistência, é território vivo, e Arapiraca segue escrevendo seu capítulo no mapa do audiovisual brasileiro.

Programação do festival

As mostras se dividem em Mostra Competitiva, com duas categorias: Panorama Brasil, com 12 filmes; e Margens Interiores, com 9 filmes, sendo dividido entre ose dias 03 a 05 de dezembro, no Teatro Hermeto Pascoal, no Sesc Arapiraca, das 19h ás 22h. Já a Mostra de Cinema Infantil, com 12 filmes, não é competitiva, será exibida em 2 dias, no Cinesystem do Partage Arapiraca Shopping.

A entrada é gratuito e reforça o estímulo ao consumo das produzes arapiraquense e convida ao universo de possibilidades que o cinema traz com histórias e narrativa envolventes. O IV Festival de Cinema de Arapiraca é uma realização da Arte Camaleão Filmes, Filmes de Bananola, NAVI, Sesc Arapiraca e Comitê de Cultura em Alagoas, por meio do coletivo Popfuzz e da AAMA – Associação de Artistas de Massaranduba.

O evento conta ainda com apoio da Curtindo um Barato Juntos, Clube 42, Uneal e CESMAC – Faculdade do Agreste e Secretaria de Cultura de Arapiraca.

Homenageado

O homenageado desta quarta edição será o cineasta, produtor cultural e cineclubista Hermano Figueiredo. Ele começou a sua atuação no teatro, na produção cultural e no cineclubismo ainda na década de 1970, na cidade do Recife/PE. Conhecido pelos projetos “Acenda uma Vela” e “Cine Jangada”, que exibem filmes em velas de jangada em praia do litoral nordestino. Dirigiu e roteirizar diversos filmes de curta e média-metragem. Atualmente, dirige telefilme e séries para televisão e streaming. Foi coordenador executivo do Programa Olhar Brasil, na SAV-Minc, no Rio de Janeiro, de 2008 a 2011. Atuou como produtor executivo na Unidade Técnica de Gestão do Prodav das TVs publicas do FSA – Ancine (2014 e 2017). Foi um dos fundadores e gestores da Associação Cultural Ideário em Alagoas (2002 a 2014). É autor do livro “Cineclubismo, organização e funcionamento”, entre outros atuações profissionais. Algumas de suas obras audiovisual de destaque são: “Mirante Mercado”, “Calabar”, “Um Vestido para Lia”, “Pífanos e Pifeiros”, “A Última Feira”.

Programação musical

Festa na varanda NAVI, no Pub Treze e na sede do NAVI, com Caio Peças e Winni, na sexta-feira (05), e no sábado (06) com Paulo Franco, vocalista da banda Gato Negro, Brega Vadio, Casa da Mata e Cidade Dormitório de Sergipe, encerram a programação musical da IV edição do Festival de Cinema de Arapiraca.

Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

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Por Midia Ninja

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