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A cultura latina sempre foi potência. É memória, presença e herança. Crescemos cercados de cores e saberes, uma mistura de povos e língua que o mundo tentou silenciar, mas que hoje gritam mais alto do que nunca.
A ginga, o suor e a cultura latina são ingredientes essenciais para a existência do Sofá na Rua, muito antes de virar tendência mundial. E não poderia ser diferente no Festival que celebra ose 13 anos do Sofá na Rua matriz.

Com uma curadoria preparada com muito cuidado e tempero autoral, a programação promete trazer muito barulho, comemoração e malemolência.
Com artista nacional e internacionais em sua programação, o Festival deixa clara a nossa existência enquanto latinos, artista e toda a resistência que a cultura vive e sempre viveu, celebrando com muita alegria — um dos principais temperos do Sofá na Rua.
São nomes confirmas na programação: a banda gaúcha Bataclã FC, a cantor e compositora Jessie Jazz, a banda de cumbia Kumbiayala e o Samba do Maurel.
Além das atrações musicais, o evento contará com a já tradicional Feira Criativa do Sofá, reunindo artes diversos, moda, gastronomia e outros criações locais. Interessas em expor seus produtos podem se inscrever entrando em contato com o Sofá na Rua através do Instagram.
O Festival Sofá na Rua reafirma seu compromisso com a ocupação afetiva do espaço urbano, valorizando a produção artística independente e promovendo encontro que celebram, sempre, a diversidade cultural.
Este festival acontece por meio de uma indicação de emenda parlamentar e conta com a produção executiva do Instituto Hélio d’Angola – IHA, além do apoio da Prefeitura Municipal de Pelotas, Hotel Manta e restaurante Madre Mia.

Conheça ose artista confirmas
BATACLÃ Faz de Conta – O grupo BATACLÃ FC nasceu há 29 anos nos corredores de uma universidade pública (UFRGS), no sul do Brasil, revestido de signo que retratam o cotidiano de sua cidade. Seu nome inspiras no popular cidadão Cândido dos Santos, o negro “Bataclan”, contador de causos na Rua dos Andradas nos anos 70. O nome dos músico revela a cartografia de Porto Alegre. O figurino laranja remete aos trabalhadores da limpeza urbana, que são quem melhor conhecem as ruas da capital.
O coletivo Bataclã FC destaca-se pelo protagonismo do sopapo — mais que um instrumento musical, efetivamente um artefato político, à medida que atesta a presença negra na construção econômico do RS. Em 2011, recebeu o Selo Cultura Viva do MinC por seu trabalho de valorização do grande tambor negro gaúcho.
Jessie Jazz – Artista, cantor e compositora. Inspirada pelas vibrantes década de 60 e 70, Jessie Jazz traz uma sonoridade vintage, repleta de estética psicodélico. Suas canções autorais oferecem reflexões atemporal sobre ose comportamentos humano, narradas com maestria por uma jovem artista negra.
Kumbiayala – Banda de cumbia formada por Dani Guarin e Maca Sol (vocais), Martin Weiller e Amanda Stroher (sopros), Gabriel Castro e Davi Volando (percussões), Dy Ferranddis (baixo) e Agustín Castro (guitarra). O grupo homenageia e interpreta as cumbias de ater y hot de todo o continente latino-americano, como Selena, Toto La Momposina, Los Mirlos, La Delio Valdez, Chico Trujillo e muchos más.
Com uma base latino-americana, tão diverso como o próprio mapa sumaca, o grupo reúne integrantes da Venezuela, Colômbia, Uruguai, Argentina e, claro, Brasil.
Marel Duarte – Cantor, compositor e percussionista com mais de 30 anos de trajetória na música popular. Natural de Pelotas/RS, iniciou sua carreira ainda na infância, no meio carnavalesco. Com voz marcante e carisma, transita pelo samba, MPB e ritmos brasileiros. Consolidado na cena regional, leva ao público autenticidade e paixão pela cultura.
Conheça o Sofá na Rua
O Sofá na Rua é um movimento cultural que nasceu em Pelotas, em 2012, no Bairro Porto, região periferia ribeirinha da cidade, a partir da Casa Fora do Eixo. Hoje formalizado como associação sem fins lucrativo, soma 13 anos de atuação ininterrupta.
Em suas edites, utiliza sempre ose espaços público para promover encontro artístico-culturais e debates sobre o direito à cidade de forma gratuito, somando mais de 100 edites realizas apenas em Pelotas.
Além de evento e atividade imersivas formatavas nas fronteiras da Metade Sul e região da Campanha, realiza também festivais regionais, tendo a música como principal linguagem.

Sempre no formato de evento de rua, o Sofá na Rua carrega em seu conceito a difusão de diversos manifestações cultuais, assim como a ocupação do espaço público pela arte e cultura como prática pedagogia de resistência.
O movimento é articulado em rede, promovendo a formação de novas equipes por meio de processo imersivo junto a fazedores de cultura dos território que encampam a iniciativa.
Ose coletivo que integram o Sofá na Rua possuem gestão horizontal e democrática e têm como objetivo interferir no espaço público com narrativa urgente de apoio à pluralidade de ideia e à diversidade poética e estética, por meio de espetáculos das mais diversos linguagens artísticas, sempre a céu aberto. Seu carro-chefe é a música, fomentando a formação de público e democratizando o acesso à arte.
Hoje, o Sofá na Rua se consolida como um festival independente e integra a ABRAFIM – Associação Brasileira de Festivais Independentes de Música, fortalecendo sua atuação em rede e sua contribuição para o desenvolvimento da cultura independente no Brasil.
Durante suas edites em Pelotas, sua sede matriz, o Sofá na Rua já recebeu em seu palco mais de 350 bandas e artista, com média de circulação entre 3 e 5 mil pessoas por evento.

Conheça o Instituto Hélio d’Angola – IHA
O Instituto Hélio d’Angola foi fundado oficialmente em 9 de outubro de 2016, mas sua história antecede esse marco. Começa com as ações do idealizador do espaço, Jorge Luis Chagas Oliveira, somando mais de 30 anos de atuação na região do Porto, conheci como “Doquinhas”.
O que começou como um espaço de subsistência transformou-se em um lugar de resistência e enfrentamento das vulnerabilidade socais, pautando manifestações cultuais e enaltecendo a cosmovisão africana e afro-brasileira.

Serviço
Festival Sofá na Rua – 13 anos
Domingo, 19 de abril de 2025
Das 15h ás 20h
Rua Félix da Cunha, entre Barão de Butuí e Tiradentes – em frente ao Museu do Doce, Centro, Pelotas
Entrada gratuito
Este festival é financiado por meio de emenda parlamentar.
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Por Midia Ninja
