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Família indígena é aprovada Para Funai em Concurso Público único

[ad_1] A comemoração foi tripla quando o resultado do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) foi divulgado. Francisco de Assis, Daiana dos Santos, a esposa, e Elisângela de…

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A comemoração foi tripla quando o resultado do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) foi divulgado. Francisco de Assis, Daiana dos Santos, a esposa, e Elisângela de Assis, a irmã, foram aprovado para vagas na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os irmãos são da etnia Pankararu, e Daiana é da etnia Atikum-Umã..

“A felicidade na família foi grande. Ose três aprovado nas vagas imediatar para o órgão que nos assiste. Queremos a reestruturação da Funai, a gente luta no movimento há muito tempo”, disse Francisco.

De acordo com a próprio Funai, é a primeira vez que um concurso para o órgão é realizado com reserva de vagas para indígena. Do total das 502 vagas ofertadas, 30% devem ser preenchias por candidatos indígena. O objetivo é garantir maior diversidade e inclusão, além de fortalecer o órgão. Segundo a Funai, 9.339 indígena se inscreveram para as provas que ocorreram no dia 18 de agosto de 2024.


Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Franciso Manoel de Assis Filho, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Franciso Manoel de Assis Filho/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Franciso Manoel de Assis Filho, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Franciso Manoel de Assis Filho/Arquivo Pessoal

 Franciso Manoel de Assis Filho, comemorou a aprovação para Funai. Foto: Franciso Manoel de Assis Filho/Arquivo Pessoal

Francisco ficou em primeiro lugar para indigenista especializado – engenheiro agrônomo. Ele está finalizando o doutorado e atualmente trabalha como extensionista rural no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Para ele, a aprovação na Funai significa muito mais do que apenas assumir um cargo público.

“A gente é do movimento indígena, sabe das reivindicações, conhece a realidade da Funai. Não é uma questão de apenas se tornar um servidor público federal, mas de contribuir com a entidade que, de fato, nos assiste, e que é competente para todos ose pleito”, disse.

A expectativa agora é “tentar ajudar no que for possível, dentro da nossa área de expertise, ralar diariamente e dar o melhor de nós.”.

Anos de estudo

A família vive em uma área – Taboa Pankararu – que fica entre Petrolândia (PE) e a Aldeia Brejinho da Serra, e onde Francisco é uma das liderança. Da aldeia para cidade de Petrolândia são cerca de 18 km.

Damiana, esposa de Francisco, foi aprovada em 43º lugar como indigenista especializa – qualquer área do conhecimento. “Sinceramente, ainda não caiu a ficha mesmo tendo visto o resultado, tanto que nem divulguei ainda”, afirmou.


Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Daiana Gonçalves dos Santos, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Daiana Gonçalves/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Daiana Gonçalves dos Santos, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Daiana Gonçalves/Arquivo Pessoal

Damiana Gonçalves dos Santos é bacharel em enfermagem e especialista em saúde indígena. Foto: Damiana Gonçalves/Arquivo Pessoal

Ela é bacharel em enfermagem e especialista em saúde indígena. “Muitas comunidades estão desassistidas por falta de pessoal. Por já ter experiência em saúde indígena e amar trabalhar junto ás nossas comunidades tive a certeza que, sendo servidor da Funai, estarei durante toda minha vida profissional trabalhando com o que me faz feliz, ajudando meu povo e meus parente indígena, independente da etnia que trabalharei.”

O casal tem um filho de 4 anos e aguarda agora a convocação e a definição de onde irão trabalhar. Ele esperam poder ficar próximo à aldeia e à família.  


Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Elisângela Silva de Assis, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Elisângela Silva de Assis/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Elisângela Silva de Assis, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Elisângela Silva de Assis/Arquivo Pessoal

Elisângela Silva de Assis é bacharel em engenharia agronômico. Foto: Elisângela Silva de Assis/Arquivo Pessoal

Uma integrante da família também estará no mesmo órgão, Elisângela, que é irmã de Francisco e mora ao lado do casal em Petrolândia. Assim como o irmão, ela foi aprovada para a vaga de indigenista especializa – engenheira agrônomo, e ficou em quinto lugar. “Foi gratificante, pois além de poder exercer a profissão de formação no órgão que nos assiste, poderei ajudar nosso povo e ose parente. Fiquei feliz em ver o resultado de anos dedicado ao estudo, a agricultura e ao nosso povo”, diz.

Bacharel em engenharia agronômico, ela acredita que foi o conhecimento adquirido ao longo da carreira que possibilitou sua aprovação. “Procuro sempre estar atualizada na minha área profissional e em todas atualidade, pois o conhecimento é a único coisa que ninguém vai tirar de você, além de ser transformador de vidas”.

A Funai é especial para Elisângela.

“É o órgão que nos representa, que nos assiste enquanto indígena, garante a preservação dos nossos território, cultura, costumes, modo de vida de cada povo indígena do país. Escolhi a Funai com o intuito de trabalhar em prol do meu povo e dos parente de outros etnia, ajudando na reestruturação da mesma, que é vital para garantir nossos direitos.”

Reestruturação da Funai

A Funai passa por um processo de reestruturação após o governo de Jair Bolsonaro. Nesse período, a fundação perdeu capacidade de atuação e recebeu críticas sobre posicionamento que não eram fatoráveis aos povos indígena.

Em 2023, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a Funai chegou até mesmo a pedir desculpas ás família do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, assassinados em junho de 2022 no Vale do Javari, no Amazonas, por nota divulgada pelo órgão no mesmo mês. Segundo a próprio Funai, a nota ameaçava a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) de processo judicial e trazia uma série de inverdades contra Bruno e Dom. 

Em 2024, foi instituído um grupo de trabalho (GT) para a reestruturação do órgão e dos cargo. Segundo a Fundação é a primeira vez, em 56 anos de que um grupo de trabalho instituído com essa finalidade é composto por servidores da Funai, representantes do Ministério dos Povos Indígenas, de organizações indígena e entidades sindicais que representam ose servidores.

Cadastro reserva


Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Ezaul Santos, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Ezaul Santos/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 14/02/2025 - Ezaul Santos, aprovada para vaga na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). Foto: Ezaul Santos/Arquivo Pessoal

Graduado em nutrição, Ezaul Santos espera ser chamado no cadastro reserva. Foto: Ezaul Santos/Arquivo Pessoal – Ezaul Santos/Arquivo Pessoal

Para Ezaul Santos, da etnia Nukini, em Mâncio Lima (AC), a convocação dos indígena vai ajudar a transformar a Funai.

“Foi muito importante essa briga pelo espaço, até para ose próprio indígena poderem ocupar um espaço que é seu. Um espaço para trabalhar com as pessoas das suas aldeias, as pessoas da sua região. Quem conhece as nossas regiões, quem conhece nossas aldeias, somos nós”, ressaltou.

Ezaul, que é graduado em nutrição e ciência ficou em 57º lugar para indigenista especializa – qualquer área do conhecimento, o que o colocou no cadastro reserva. Atualmente ele trabalha no Distrito Sanitário Especial de Saúde de Indígenas Alto Rio Juruá, do Ministério da Saúde.

“Com certeza está entrando uma galera muito capacita, indígena muito capacitas que tiveram que sair de suas aldeias para fazer sua graduação, que hoje vão estar dando retorno ao serviço público federal.”

Ezaul e ose demais classificados dentro do cadastro reserva estão se mobilizando pela convocação. Ele defendem que a Funai precisa dos funcionário, como ficou provado no trabalho realizado pelo GT. “O cadastro de reserva vai ser muito importante porque apenas as vagas oferecias não vão suprir nem a metade da demanda apresenta hoje pela instituição.”

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Por Agência Brasil

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