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Família do Texas estava no avião que caiu Na Flórida, diz site

Queda de avião deixa 9 mortos na Flórida Quatro pessoas da mesma família estavam no jatinho que caiu em uma região residencial ao norte de Miami, na Flórida, segundo o site TMZ. A publicação também aponta que uma babá e dois amigos estavam no avião. Segundo as fontes, a família era formada pelo empresário Adam Robinson, de 44 anos, pela esposa, Helen Robinson, e por dois filhos, cujos nomes e…

Queda de avião deixa 9 mortos na Flórida

Quatro pessoas da mesma família estavam no jatinho que caiu em uma região residencial ao norte de Miami, na Flórida, segundo o site TMZ. A publicação também aponta que uma babá e dois amigos estavam no avião.

Segundo as fontes, a família era formada pelo empresário Adam Robinson, de 44 anos, pela esposa, Helen Robinson, e por dois filhos, cujos nomes e idades não foram revelados.

  • 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1

Joseph Abruzzo, administrador do condado de Palm Beach, onde aconteceu a queda do avião com 9 pessoas a bordo, afirmou que ainda não há prazo para a identificação oficial de todos os ocupantes.

“As equipes estão trabalhando na coleta e na análise. Será necessário fazer alguns exames de DNA. É um processo demorado, então eu não tiraria nenhuma conclusão de imediato”, disse Abruzzo em uma coletiva.

Antes, o investigador responsável pelo caso, Timothy Montville, afirmou que o maior desafio neste momento é retirar os “principais destroços da cratera causada pelo impacto na pista”.

O avião, um Learjet 60, era uma aeronave particular que havia decolado do aeroporto de Austin, no Texas, às 9h36 do horário local (12h36 em Brasília), com destino às Bahamas. O avião tinha nove pessoas a bordo.

A última velocidade registrada, já durante a queda, foi de cerca de 430 km/h, segundo o FlightRadar.

Brasileira era copilota do avião

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, era copilota do avião. A informação foi confirmada ao g1 por familiares da jovem.

Nathalia ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando conquistou sua licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a habilitação para dirigir.

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Nathalia Filgueiras aparece na cabine de um avião Learjet 60, em foto compartilhada nas redes sociais em março de 2026 — Foto: Reprodução/Threads

Nathalia Filgueiras aparece na cabine de um avião Learjet 60, em foto compartilhada nas redes sociais em março de 2026 — Foto: Reprodução/Threads

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Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copilota do avião que caiu na Flórida e deixou nove mortos. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copilota do avião que caiu na Flórida e deixou nove mortos. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Na época, ela cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida, e foi entrevistada pela emissora americana CBS12 News sobre sua trajetória na aviação.

Segundo a reportagem, enquanto outros adolescentes de sua idade praticavam esportes ou aproveitavam os fins de semana com amigos, Nathalia dedicava boa parte do tempo a pilotar aviões.

“Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora.

O interesse pela aviação começou cedo. Segundo a reportagem, Nathalia iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio.

Ela também foi influenciada pelo pai, que havia começado a pilotar por lazer em 2018 e compartilhava seus conhecimentos sobre aviação com a filha.

A formação incluiu aulas teóricas, simuladores de voo, exercícios práticos e provas de conhecimentos técnicos. Em setembro de 2023, Nathalia conquistou sua licença de piloto particular.

Na época da entrevista, já havia acumulado 88 horas de voo e podia pilotar aeronaves particulares sozinha ou transportar passageiros, desde que não recebesse pagamento pelo serviço.

A formação foi custeada pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de sua academia de aviação, que oferecia aulas e treinamentos a estudantes do ensino médio.

Em entrevista à CBS12 News, Nathalia contou que gostava de fazer algo diferente dos colegas e considerava mais interessante pilotar um avião do que dirigir um carro.

“Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, disse.

Na ocasião, ela tinha previsão de obter a habilitação para dirigir em novembro daquele ano.

  • 🔎 Nos EUA, a idade mínima para obter uma licença de piloto particular é de 17 anos, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA). Para isso, o candidato precisa cumprir os requisitos de treinamento, acumular pelo menos 40 horas de voo na modalidade regular de formação e ser aprovado em exames teóricos e práticos.

Já a licença de piloto comercial pode ser obtida a partir dos 18 anos e exige, em regra, pelo menos 250 horas de voo.

Para atuar como copilota de jatos executivos, também são necessárias habilitações e qualificações específicas, que variam conforme a aeronave e o tipo de operação.

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Filha de brasileiros, a jovem começou a estudar aviação em 2020 e tinha o sonho de trabalhar como piloto de aviões comerciais ou jatos particulares. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Filha de brasileiros, a jovem começou a estudar aviação em 2020 e tinha o sonho de trabalhar como piloto de aviões comerciais ou jatos particulares. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo Nathalia, seu objetivo profissional era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou trabalhar na aviação executiva, pilotando jatos particulares.

Nas redes sociais, Nathalia também compartilhava momentos de sua rotina na aviação e comemorava conquistas profissionais.

Em uma publicação de março de 2026, a jovem apareceu na cabine de comando de uma aeronave, segurando um documento.

“Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus! Amém!”, escreveu na legenda.

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Em publicação de março de 2026, Nathalia Filgueiras comemorou uma conquista como piloto em comando — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em publicação de março de 2026, Nathalia Filgueiras comemorou uma conquista como piloto em comando — Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Nathalia Filgueiras aparece nos controles de uma aeronave durante voo, em imagem compartilhada nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Nathalia Filgueiras aparece nos controles de uma aeronave durante voo, em imagem compartilhada nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes sociais

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A jovem iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A jovem iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Últimos momentos antes da queda

Um áudio da comunicação entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo registrou os momentos que antecederam a queda do avião.

Na gravação, uma voz feminina relata problemas com gelo e turbulência durante o voo. Pouco depois, a tripulante declara emergência e informa que o avião estava perdendo altitude rapidamente.

“Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, diz a mulher.

  • 🔎 O Mayday é uma chamada internacional de socorro utilizada em situações de emergência grave, quando uma aeronave precisa de assistência imediata.

Na sequência, a tripulante informa que o avião estava em uma condição de velocidade excessiva e perdia altitude a uma taxa de 20 mil pés (cerca de 6 km) por minuto.

Em seguida, uma das falas mais dramáticas da gravação: “Vamos bater no chão”. Em outro trecho, a mulher grita: “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”.

Ainda não há confirmação de que a voz feminina registrada no áudio seja de Nathalia.

O Learjet 60 havia decolado de Austin, no Texas, às 9h36 do horário local (12h36 em Brasília), com destino às Bahamas.

O avião caiu às 12h50 (16h50 em Brasília), em uma área residencial de Greenacres, no condado de Palm Beach.

O impacto provocou uma explosão, abriu uma cratera no asfalto e espalhou destroços pela região.

As causas da queda ainda são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA).

O NTSB realizará uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2), às 15h (horário de Brasília), para apresentar informações sobre a investigação.

Segundo o NTSB, a coletiva abordará os procedimentos da investigação e as atividades previstas para os próximos dias no local do acidente.

Especialistas apontam que a formação de gelo e a turbulência podem ter contribuído para o acidente, mas ressaltam que ainda não há uma conclusão sobre o que provocou a queda.

Fonte: G1.

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