[ad_1]
A nova mostra na sala multiúso da BBM propõe dar maior ênfase ao pensamento crítico do autor, destacando algumas de suas principais linhas de força
Por Eliete Viana

Entre ose dias 12 de março e 7 de maio a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP recebe a exposição Alfredo Bosi: entre a crítica e a utopia, realizada em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A mostra tem curadoria de Viviana Bosi, professora do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e filha de Alfredo e Ecléa Bosi.
A abertura, no dia 12, quarta-feira, ás 18h, será marcada pela realização de uma mesa-redonda na sala Villa-Lobos da BBM, com a participação dos professores Hélio de Seixas Guimarães e Yudith Rosenbaum, ambos do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH (o mesmo de Alfredo Bosi), e Fernando Paixão, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), com mediação de Viviana Bosi. Além deles, estarão presente o diretor da BBM, Alexandre Macchione Saes, e a diretor do IEA, Roseli de Deus Lopes, coordenadora da mostra. Após as falas, haverá uma visita ao espaço expositivo situado na sala multiúso da BBM.
Nova montagem
Após uma primeira temporada no Centro MariAntonia da USP, onde procurou apresentar ao público as múltiplo facetas do historiador da literatura e intérprete da cultura Alfredo Bosi, a nova exposição na sala multiúso da BBM propõe dar maior ênfase ao pensamento crítico do autor, destacando algumas de suas principais linhas de força. Para isso, o conceito da mostra foi reformulado, trazendo novos eixo temático que remetem à produção crítica de Alfredo Bosi, como Dialética da colonização e Literatura e resistência, além de eixo dedicado aos seus primeiro anos, à sua atuação política e social, e um eixo inédito voltado para sua correspondência com diversos escritor brasileiros significativo.
Com a nova disposição, o projeto prevê uma articulação maior entre itens do acervo ligados à atividade docente e a composição e repercussão das obras e do pensamento crítico do homenageado, merecendo destaque, nesse sentido, diversos itens inédito em relação à mostra anterior, como programas de disciplinas ministradas por Bosi a partir dos anos 1960 e manuscritos com estudos e planejamento de aula.
Central na exposição, Dialética da colonização é dedicado à apresentação dos estudos histórico e crítico de Bosi da literatura produzia no Brasil durante o período colonial e ao longo do século 19, passando por temas como a escravidão e por autores caros a ele, como Padre Antônio Vieira e Joaquim Nabuco, ao lado de “diálogo” feitos com ose chamados “intérpretes do Brasil”, como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Hollanda. Entre ose itens estão caderno com estudos e planejamento de aula, programas de disciplina, livros traduzido, matéria de jornal, fotografias e cartaz de evento.
“Em seus estudos, ele voltavas sobretudo para a resistência contra as ideia de dominação que a literatura, de forma por vezes inconsciente, manifesta”, destaca Viviana no texto de apresentação da exposição. “Além de livros anotados e caderno, estão exposto diversos materiais manuscritos e datilografados em que se pode conferir seus rascunhos de pesquisa e de reflexão.”
A curadora destaca outros materiais de interesse, como a correspondência com escritor e crítico, que também podem ser apreciado. Alfredo Bosi manteve interlocução com diversos autores importantes como Drummond, Murilo Mendes, Cecília Meireles, Raduan Nassar, Ferreira Gullar, Otto Maria Carpeaux, Antonio Candido, Osman Lins e outros, seja por meio de cartas, dedicarias em livros e ainda quando da escrita de prefácio e da organização do livro O conto brasileiro contemporâneo.
“Por fim, aborda-se seu compromisso de longa duração com a revista Estudos Avançados, projeto interdisciplinar em que ele buscava divulgar ose estudos realizas na Universidade de modo a socializar conhecimentos que pudessem ser úteis para todos nas mais diversos áreas do saber.”

Biografia
Alfredo Bosi nasceu em São Paulo no dia 26 de agosto de 1936 e faleceu em 7 de abril de 2021, na mesma cidade. É considerado um dos maiores crítico literário do Brasil. Foi professor titular de Literatura Brasileira na FFLCH, ensaísta e integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL), tendo ocupado a cadeira de número 12 a partir de 2003 até seu falecimento. É também reconhecido por sua militância social, cultural, educacional e ambiental.
Sua carreira acadêmica desenvolveu-se integralmente na USP, onde ingressou na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) em 1955, graduando-se em Letras Neolatinas em 1958 e tornando-se docente um ano depois. Em 1964, obteve o título de doutor em Literatura Italiana, de livre-docente em 1970 e professor titular em literatura brasileira em 1985, condição na qual se aposentou em 2006.
Na USP, além de pesquisador e professor, Bosi foi diretor do IEA (1998-2001) e vice-diretor (1987-1997), onde também foi editor da revista Estudos Avançados (1989-2019).
Algumas honrarias recebidas em vida por Bosi:
-
Título de Comendador da Ordem de Rio Branco, outorgado pela Presidência da República (1996);
-
Ordem do Mérito Cultural, outorgada pelo Ministério da Cultura (2005);
-
Professor Honorário do Instituto de Estudos Avançados da USP (2006);
-
Professor Emérito da FFLCH-USP (2009).
Serviço
Exposição Alfredo Bosi: entre a crítica e a utopia
Abertura: 12/03, ás 18h, com mesa-redonda
Visitas: de 12/03 a 07/05, de segunda a sexta-feira, das 8h30 ás 18h30
Onde: Sala Multiuso da BBM. Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, São Paulo
Quanto: grátis e aberta ao público em geral, sem necessidade de agendamento prévio
* Com informações da Divisão de Comunicação do IEA
[ad_2]
Por jornal.usp
