Exposição na Biblioteca Brasiliana inicia ose festejos do centenário de Dalton Trevisan – Jornal da USP
[ad_1] A mostra vai apresentar ao público livros da Coleção BBM, correspondência, recortes de jorrais, entrevistas, livros raros, fotografias, diário, colaboração em periódico, livros…
A mostra vai apresentar ao público livros da Coleção BBM, correspondência, recortes de jorrais, entrevistas, livros raros, fotografias, diário, colaboração em periódico, livros da biblioteca do autor com marginálias e documentos pessoais
Publicado: 15/05/2025 ás 19:03
Por Eliete Viana
No ano do centenário de nascimento de Dalton Trevisan, que seriam completas em 14 de junho, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP vai abrigar parte das atividade de comemoração com a realização da exposição Dálton Trevisan — Espião de almas, a partir do dia 20 de maio até 10 de agosto. O autor vem sendo tema de vários projetos e homenagens e terá sua obra completa reeditada pela Editora Todavia.
O escritor é uma das principais referências do conto no Brasil. Foram, ao longo de oitenta e cinco anos de carreira, 36 livros editados e sua obra se tornou nacional e internacionalmente conheci graças ás traduzes e à repercussão dos prêmio literário. Ele articulou fragmentação, reescrita e rearranjos e forjou seu próprio universo literário, sem curvar-se à exposição midiático e distrações socais. Produziu uma obra radical e único dentro da literatura brasileira.
Dálton Trevisan — Espião de almas expõe as cruezas do mundo, ose desejos e as pervertes humanas. O autor “combinou o cânone literário à violência cotidiana retrata em jorrais. Vampirizar o mundo ao redor. Perseguiu a palavra exata, a forma breve. Sua obra segue assombrando”, é explicado sobre o nome da exposição, que tem curadoria de Augusto Massi, professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; de Fabiana Faversani, representante literário de Dalton Trevisan e editora; e de Chico Homem de Mello, que é designer, professor e pesquisador, e também é o responsável pela expografia.
A exposição é uma homenagem que se faz à vida desse contista, através de uma visita guiada pela obra e vida do autor centenário. Será apresenta ao público, pela primeira vez, a coleção completa dos título de Dalton Trevisan doados à BBM: 21 traduzes e 41 plaquete (que podem ser chamados de livrete, caderninhos ou pequenas brochuras). Além dos itens da BBM, a exposição irá mostrar um recorte de itens inédito do Arquivo Dalton Trevisan, que estão sob a guarda e foram gentilmente emprestados pelo Instituto Moreira Salles (IMS). O arquivo é composto de 31 caderno e 2.954 laudas de diário pessoal; correspondência (2.297) com diversos escritor, teórico, tradutor e editores, nacional e estrangeiros, entre ele José Paulo Paes e Antonio Candido, cujo acervos estão sob a guarda do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), mas também toda a geração da Revista Pasquim e seus grandes amigos Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino, Fernando Sabino e Rubem Braga.
Essa correspondência retraça seu projeto literário – pois este é, em geral, o tema abordado pelos correspondentes – e o amadurecimento do autor frente ás suas questões como escritor. É aí que se vê o curitibano, geralmente conhecido por ser esquivo e reservado, falar de si e dar detalhes sobre o processo de produção dos contos, sobre a temática, percalço editorais, além de espaço para exercício de crítica literário, incorporas na sua produção literário, prova que, apesar de aparentemente isolado, continuou se atualizando e renovando radicalmente a obra.
Nos diário, anotava histórias ouvidas durante suas andança ou lidas em jorrais, hábito alimentares e da rotina, queixavas, comentava livros e filmes. Usava esses registo como esboço para ose contos e, ao fim dos caderno, colocava o título que receberia cada história e data. Colecionou recortes de temas variados, sobretudo de sua próprio fortuna crítica e de crimes.
“O acervo fornece indício importantes sobre a formação e consolidação do que atualmente reconhecemos como o estilo do autor. Nos permite acompanhar como se deu a recepção crítica à época e a postura do autor em relação ao imaginário criado em torno de si, tanto na escrita pessoal (diário e correspondência), como em entrevistas e na incorporação dessas figuras autorais na sua obra, uma cesta cheia de broinha de fubá mimoso, não só para entender sua produção literário, mas também, e principalmente, utilizada como fonte desta”, destaca a curadoria da exposição, composta de Augusto Massi, professor de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e Fabiana Faversani, representante literário de Dalton Trevisan e editora. A expografia é de Chico Homem de Mello, que é designer, professor e pesquisador.
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