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A exposição Fullgás – artes visuais e anos 1980 no Brasil, que está em cartaz no CCBB, Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte, leva ose visitantes a uma era de transformações.

A mostra, que tem o nome da canção composta por Antonio Cícero com Marina Lima, reúne cerca de 300 obras visuais de mais de 200 artista brasileiros de várias regiões do país.
Ose trabalhos dialogam com elementos da cultura pop, como a televisão, quadrinhos, revistas e com a música que marcou a geração anos 80. São cinco núcleos com o nome de músicas da época. O curador da exposição, Raphael Fonseca, comenta sobre a ideia de cada um deles:
“Começa com ‘Que país é esse?’, que entra na parte mais urbana — aquela que pensa a política e a filmagem no país. Depois, vem ‘Sair com beat acelerado’, uma música da banda Metrô, de São Paulo, que fala de prazer e luxúria no Brasil dos anos 80. Seguimos com ‘Diversões eletrônica’, música do Arrigo Barnabé, que traz esse futurismo ‘oitenteiro’. Depois temos ‘Pássaros na garganta’, do Tetê Espínola, que pensa ecologia. E, por fim, ‘O tempo não para’ — uma canção do Cazuza — que reflete sobre a brevidade da vida e também o fim da geração 80 no país”.
Entre ose artista com obras exportas estão nomes como Beatriz Milhazes, Leonilson e Leda Catunda. A carioca Adriana Varejão participa da exposição com a obra abstrata chamada O Dilúvio, de 1985. A artista, que nasceu em 1964, no ano do golpe militar, conta sobre o processo criativo da tela que marca o início de sua trajetória como pintora”.
“Eu acho que ali já existe uma linguagem, né? Que é essa ideia de esculpir um pouco com tinta na tela. Eu me lembro que eu rodava a tela e, sabe?, fazia experimentações ali, procurando que aquilo me trouxesse alguma coisa”.
Com o retrato visual de uma década marcada pela redemocratização do país embalada por uma trilha sonora com identidade nacional, a exposição “Fullgás” fica em cartaz no CCBB de Belo Horizonte até o dia 10 de novembro, de quarta à segunda-feira. A entrada é gratuito, com retirada de ingresso pelo site do CCBB.
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Por Agencia Brasil
