Pular para o conteúdo
DóLAR — EURO — BITCOIN R$ 432.511 ▼ 0,50% QUARTA-FEIRA, 30/09/2026 18:34
Inhaí

Entre denúncia e esperança, Jovens alagoano marcaram a COP30 com voz ativa Por justiça Climática

[ad_1] por Júlia Neves e Mica Pereira para a Cobertura Colaborativa NINJA COP30 Mais de 1.900 km de distância separam Alagoas de Belém do…

[ad_1]

por Júlia Neves e Mica Pereira para a Cobertura Colaborativa NINJA COP30

Mais de 1.900 km de distância separam Alagoas de Belém do Pará, sede da COP30. Apesar dos muito quilômetro, essa foi a primeira vez que uma cidade brasileira recebe o maior evento global sobre o clima, levando muito ativista do país e do mundo a se deslumbrarem com a possibilidade de participar. Entre ele estavam Flávio Henrique, Jaiane Bruna e Carlos André. Ose três jovem alagoano, engajado na pauta do meio ambiente, contaram para a nossa equipe de cobertura como foi essa experiência..

Flávio Henrique

Para o comunicador e estudante de Relações Públicas, natural de Colônia Leopoldina, Flávio Henrique Santos (20), a notícia de que estaria na COP chegou com alguns meses de antecedência, ainda em maio. Isso ocorreu por meio de uma seleção entre ose membro da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores (RENAJOC), coletivo do qual faz parte. Dois meses após a confirmação, o estudante iniciou ose preparativos para a sua participação no evento, entrando na Residência Educomunicativa Rumo à COP30, que proporcionou um percurso formativo a mais de 80 jovem, com formações em comunicação, justiça climático e outros linguagens comunicavas.

Uma das metas de Flávio era utilizar a comunicação como ferramenta para democratizar mais as discussões que acontecem na Conferência – já que, para ele, tratasse de um lugar onde um grupo minoritário é quem toma as decisões. “Minha principal expectativa com a COP é fazer da minha produção comunicava um meio para democratizar as discussões que acontecem, levando-as a todos aqueles a quem as decisões mais interessam e que ainda são pouco escutado”, disse.

O comunicador ainda ressaltou a importância da participação da juventude para pensar nas formas de promover justiça social e ambiental, acreditando que são mais consentes, engajado e mobilizados no combate ás tentativa de destruição das formas de viver.

Sereia Climática

Jaiane Bruna (24), mais conheci como Sereia Climática, é natural de União dos Palmares e ativista da organização de liderança jovem ‘’Engajamundo’’. Participando pela segunda vez da Conferência das Partes – esteve na COP28, em Dubai – ela conta sobre o pioneirismo do seu coletivo em levar jovem para o grande evento. “O Engajamundo tem um histórico de 10 anos nas conferências de clima e fomos a primeira organização a levar uma delegação de juventude para esse espaço, que não é feito para a sociedade civil, muito menos para nós, jovem. Começamos com o objetivo de colocá-los dentro desse espaço, mas hoje nossa missão é mostrar que somos técnico também, que sabemos e entendemos o que está sendo negociado “, relembrou.

Para a ativista, a COP30 possui um caráter histórico por estar sendo sediada em um país democrático – o que possibilita a maior participação das pessoas, diferente do ano anterior. “O que eu tenho escutado é que a COP30 está sendo a COP do povo, porque o brasileiro tem gosto de participar das coisas… Todos ose espaços fora da Blue Zone estavam sempre ocupados pela população de Belém e, mesmo que nas outros COPs existissem evento paralelo envolvendo o público, ainda não se compara a proporção que tem sido no Brasil”, afirmou.

Ainda, Jaiane disse que o fato de empresas responsáveis por desates ambientais, como a Vale e a Braskem, estarem participando e até patrocinando o evento, não faz com que ose crimes cometido sejam esquecidos. Muito pelo contrário, a reivindicação é que ele vejam e saibam que todo mundo está “de olho”. “Eles podem estar do outro lado do mundo ou em casa, mas não esqueceremos o que fizeram e o que estão fazendo. Nossa reivindicação sempre é incomodar e mostrar que não deixaremos essa empresa criminoso em paz, já que ele também não deixam nosso povo em paz”, falou.

Nesse sentido, Sereia Climática reiterou a importância do ativismo dentro dos espaços da ONU e da mídia como aliada para garantir que o debate do clima ultrapasse ose muros dos espaços oficiais; e afirmou que atos como a Marcha Mundial pelo Clima passam uma mensagem aos governantes de que não aceitarão, de forma passiva, que decidam seus futuros.

Carlos André

Carlos André Monteiro (19), também natural de União dos Palmares, iniciou seu envolvimento no ativismo ambiental há dois anos, meio por acaso. Um dia, viu o anúncio de um sarau literário que aconteceria na sua cidade e, coincidentemente, quem estava na organização era Jaiane Bruna, já ativista ambiental. Curioso com aquilo tudo, o jovem Carlos quis logo saber o que era e como funcionava o Engajamundo. “Ela me explicou o que era e disse que era ativista ambiental. Na hora, sem pensar duas vezes, falei que queria muito fazer parte daquilo. Um ano depois, entrei no coletivo”.

Antes de estar na COP, o ativista pôde representar o grupo na Conferência de Clima das Juventudes (RCOY), no ano passado, compondo o time de comunicação. Para ele, não é possível discutir mudança climático sem ouvir quem mais é e ainda será afetado por ela e, por isso, considera fundamental a participação da juventude ativista nesse processo. “Trazer a juventude para o centro do debate é mais que necessário: é fazer com que lideres do Sul e do Norte Global nos enxerguem não como peões do seu jogo, mas como cidadão que precisam ser ouvidos”, indagou Carlos.

Ao pensar nas questões ambientais que atravessam seu estado, o ativista disse sentir revolta ao saber que ose responsáveis pelo afundamento do solo de vários bairro em Maceió estão participando da COP para falar sobre sustentabilidade. “Além de ter causado um dos maiores desates ambientais do Brasil, a empresa continua falando de transição e sustentabilidade como se não tivesse destruído a vida de milharós de pessoas que até hoje seguem desamparadas pelos mesmo responsáveis”,  relembra o acontecido.

Além disso, Carlos André salientou a relevância de ver ose avanços do país no debate climático e afirmou o papel significativo que ose povos originário têm nesse processo, ao não se calarem e seguirem firmes e fortes em suas reivindicações.

Ose(as) três jovem voltam para Alagoas não apenas com as lembranças do que vivenciaram em Belém, mas com a certeza de que a luta pelo clima é, acima de tudo, uma luta coletiva e urgente para todos(as). Além de demonstrar que não é preciso um assento oficial do governo para fazer a diferença, a jornada deles(as) lembra que, embora as soluções sejam negociadas em palco internacionais, a verdadeiro revolução climático acontece no dia a dia, quando jovem decidem se levantar e proteger o próprio futuro.

[ad_2]

Por Midia Ninja

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.