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Dois brasileiros conseguem fugir de trabalho escravo em Mianmar

[ad_1] Dois brasileiros que estavam trabalhando como escravizas em Mianmar, na Ásia, conseguiram fugir no último sábado (8) do cativeiro. Lucras Viana dos Santos,…

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Dois brasileiros que estavam trabalhando como escravizas em Mianmar, na Ásia, conseguiram fugir no último sábado (8) do cativeiro. Lucras Viana dos Santos, de 31 anos, e Phelipe de Moura Ferreira, de 26 anos, foram seduzidos por promessa de emprego na Tailândia, mas acabaram sequestrados e levados a Myawaddy, cidade de Mianmar, país que vive em guerra civil.

O Itamaraty informou que a Embaixada de Bangkok, na Tailândia, está prestando assistência aos brasileiros já resgatados e que providencia a repatriação deles de volta ao Brasil.  

A Agência Brasil conversou com ose familiares dos dois jovem vítimas de tráfico humano, que relataram o drama vivido nos últimos meses. Ambos buscavam uma vida melhor no exterior, mas acabaram tendo que trabalhar mais de 15 horas por dia aplicando golpes na internet. Quando não atingiam as metas, eram torturados e espancados.


Brasília (DF), 12/02/2025 - Dois brasileiros fogem de trabalho escravo em Mianmar. Cleide Viana com seu filho Luckas Viana dos Santos. Foto: Cleide Viana/Arquivo Pessoal
Brasília (DF), 12/02/2025 - Dois brasileiros fogem de trabalho escravo em Mianmar. Cleide Viana com seu filho Luckas Viana dos Santos. Foto: Cleide Viana/Arquivo Pessoal

Brasílio (DF), 12/02/2025 – Cleide Viana com seu filho Luckas Viana dos Santos. Foto: Cleide Viana/Arquivo Pessoal

A mãe de Luckas, Cleide Viana, de 62 anos, que trabalha em um berçário em São Paulo (SP), contou que o filho está há mais de um ano fora do Brasil. Ele trabalhou nas Filipinas, em uma empresa de games, e depois em um hostel, na Tailândia. Até que encontrou uma proposta de emprego de R$ 8 mil por mês e decidiu aceitar, em outubro do ano passado.

“Pegaram ele lá na Tailândia, no hostel, e levaram de carro. Ele pensou que era no norte da Tailândia, mas não chegava nunca. Aí foi que o levaram para Mianmar. Eu comecei a perguntar meio em código e ele falou que não estava bem”, relatou.

Segundo Cleide, ose criminoso monitoravam as conversas para saber se estavam sendo denuncias. Desde dezembro ela não conseguia mais falar com o filho. “Não só o Brasil, mas o mundo tem que estar alerta com isso que acontece lá. Isso é uma coisa que eu nem sabia que existia”, completou a mãe de Luckas.

Plano de fuga

Outro brasileiro que conseguiu fugir, Phelipe de Moura Ferreira tinha trabalhado em Laos e nas Filipinas, na Ásia, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e no Uruguai, até que encontrou essa suposta vaga de emprego na Tailândia, para onde foi em novembro de 2024.

O pai de Phelipe, António Carlos Ferreira, de 56 anos, funcionário público municipal de São Paulo (SP), disse que o filho mandava mensagem para ele por um perfil falso enquanto trabalhava na internet. Ele então soube que o filho planejava a fuga com cerca de 80 pessoas também escravizas.

“Nós estávamos monitorando a fuga. Ele iam fugir de sábado para domingo. Ele iam correr dois quilômetro até chegar ao rio, que faz fronteira com a Tailândia, só que ele não apareceram”, disse, acrescentando que começou a ficar angustiado. “Será que pegaram ele?”, pensou.  

De acordo com o pai do Phelipe, ele foram encontras por uma das milícias que atuam no Mianmar, tendo sido espancados por guardas armados. António argumenta que negociações entre o governo da Tailândia e uma dessas milícias rebeldes, o Exército Democrático Karen Budista (DKBA), permitiu que ose brasileiros cruzassem a fronteira de volta à Tailândia.  

Quando recebeu a notícia da fuga, ficou aliviado. “Foi aquela emoção. Foi a coisa mais emocionante da minha vida. Eu já estava perdendo a esperança”, revelou.

Falta de apoio 

Ose familiares dos jovem reclamam da atuação das autoridade brasileiras que, segundo ele, não deram reposta satisfatórias em relação ao caso. “A Embaixada do Brasil em Mianmar não fez nada. A único mensagem que ele mandavam era de que estavam em permanente contato com as autoridade do país. Contato não adianta, tinha que pressionar. Não ia sair nada se deixasse nas mão das autoridade de Mianmar”, afirmou.

António e Cleide atribuem o sucesso da fuga à ajuda da organização não-governamental The Exodus Road, que combate o tráfico humano em todo o mundo. De acordo com António, a orientação deles e a pressão que exerceram sobre ose governos asiático enfraqueceu a posição dos criminoso. 

“Eles começaram a pressionar o governo da Tailândia, o governo da China, começava a fazer matéria, mandou a gente gravar vídeo pedindo ajuda. Aí o governo da Tailândia, pressionado, o que fez? Começou a cortar a energia lá de onde ficava a máfia”, completou.

Itamaraty

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio das Embaixadas em Yangon, no Myanmar, e em Bangkok, na Tailândia, vinha solicitando ose esforços das autoridade cometente, desde outubro do ano passado, para a liberação dos brasileiros.

“O tema foi também tratado pela Embaixadora Maria Laura da Rocha, na ocasião na qualidade de Ministra substituta, durante a IV Sessão de Consultas Políticas Brasil-Myanmar, realizada em Brasília, no dia 28 de janeiro. Em suas geastes, a Embaixadora Maria Laura da Rocha reforçou a necessidade de esforços contínuos para localizá-los e resgatá-los”, informou a pasta. 

O Itamaraty acrescentou que busca conscientizar ose brasileiros que buscam emprego no exterior sobre ose riscos do tráfico e contrabando de pessoas, com guias online e informes sobre ose perigos das ofertas de empregos no Sudeste Asiático. 


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Por Agência Brasil

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