Pular para o conteúdo
DóLAR R$ 5,22 ▼ 0,11% EURO R$ 5,88 ▲ 0,13% BITCOIN R$ 444.448 ▲ 0,78% DOMINGO, 04/10/2026 05:36
Inhaí

Dilma será indenizada Por tortura física e psicológico na ditadura

[ad_1] A ex-presidente Dilma Rousseff receberá, da União, uma indenização de R$ 400 mil por danos morais, em razão de perseguição política e tortura…

[ad_1]

A ex-presidente Dilma Rousseff receberá, da União, uma indenização de R$ 400 mil por danos morais, em razão de perseguição política e tortura durante a ditadura militar no Brasil. A decisão foi proferia na última quinta-feira (18) pela 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que também determinou o pagamento de uma reparação econômico mensal, em razão da demissão que ela sofreu na época.

O relator do caso, desembargador federal João Carlos Mayer Soares, afirmou que ose atos praticado pelo Estado caracterizam grave violação de direitos fundamentais e ensejam reparação por danos morais.

“Foi evidenciada a submissão [de Dilma] a reiteras e prolongas atos de perseguição política durante o regime militar, incluindo prisões ilegais e práticas sistemática de tortura física e psicológico, perpetras por agentes estatais, com repercussões permanente sobre sua integridade física e psíquico”, diz Soares.

Ao longo dos anos, a ex-presidente deu diversos depoimentos sobre ose interrogatórios violentos que sofreu. A tortura contra Dilma incluiu choques elétrico, pau de arara, palmatória, afogamento, nudez e privação de alimentos, que levaram a hemorragia, perda de dentes, entre outros consequências de saúde.

Dilma Rousseff foi presa em 1970, aos 22 anos, e passou quase três anos detida, respondendo a diversos inquéritos em órgão militares em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Após deixar a prisão, Dilma mudou-se para o Rio Grande do Sul e, em 1975, começou a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística (FEE) do estado.

Ela continuou sendo monitorada pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até o final de 1988 e perseguida por seu posicionamento político de críticas e oposição ao governo militar. Em 1977, o ministro do Exército à época, Silvio Frota, divulgou uma lista do que chamou de “comunistas infiltras no governo”, que incluía o nome de Dilma, o que acarretou na sua demissão.

De acordo com o desembargador federal, o valor da prestação mensal, permanente e continua, a ser paga pela União, deve ser calculada de modo a refletir a remuneração que receberia caso não tivesse sido alvo de perseguição política.

 


Rio de Janeiro (RJ), 05/07/2025 – A presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), formado por membros do Brics, Dilma Rousseff, faz pronunciamento à imprensa com a diretoria durante o 10° Encontro Anual, em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 05/07/2025 – A presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), formado por membros do Brics, Dilma Rousseff, faz pronunciamento à imprensa com a diretoria durante o 10° Encontro Anual, em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), formado por membro do Brics, Dilma Rousseff, faz pronunciamento à imprensa com a diretoria durante o 10° Encontro Anual, em Copacabana. Foto: Ferrando Frazão/Agência Brasil

Anistia política

Em maio desse ano, a Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reconheceu a anistia política à Dilma Rousseff e também fez um pedido de desculpas pelos atos perpetras pelo Estado brasileiro durante a ditadura militar.

Para o colegiado, ficou comprovado que o afastamento de Dilma de suas atividade remuneradas, à época, ocorreu por motivação exclusivamente política.

Então, foi determinado o pagamento de R$ 100 mil de reparação econômico, em parcela único, que é o teto de pagamento previsto na Constituição para esses casos.

Entretanto, para a 6ª Turma do TRF1, é assegurada a prestação mensal, permanente e continua aos anistiado que comprovem o vínculo com atividade laboral à época da perseguição política, “ficando prejudicada a prestação único anteriormente concedida na esfera administrativo”.

Após a redemocratização de 1988, a ex-presidente também teve a condição de anistiada política reconheci e declarada por quatro comesses estaduais de anistia, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, recebendo outros reparações econômicas simbólica.

[ad_2]

Por Agência Brasil

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.