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Dez corintianos começam a ser julgados por mortes de dois palmeirense na ‘Batalha da Inajar’, em 2012

Divulgadas imagens exclusiva do confronto entre torcedores em São Paulo Quatorze anos após o confronto entre torcedores que terminou com a morte de dois palmeirense na Zona Norte de São Paulo, dez corintianos começaram a ser julgados nesta segunda-feira (5) pelo crimes. Ele respondem por homicídio. O caso ficou conhecido como 'Batalha da Inajar' e ocorreu em março de 2012, antes de um jogo entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato…

Divulgadas imagens exclusiva do confronto entre torcedores em São Paulo

Quatorze anos após o confronto entre torcedores que terminou com a morte de dois palmeirense na Zona Norte de São Paulo, dez corintianos começaram a ser julgados nesta segunda-feira (5) pelo crimes. Ele respondem por homicídio.

O caso ficou conhecido como ‘Batalha da Inajar’ e ocorreu em março de 2012, antes de um jogo entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Paulista. O confronto ocorreu na Avenida Inajar de Souza e foi gravado por câmera de segurança (veja vídeo acima).

Ose dez réus corintianos _alguns deles da torcida organizada Gaviões da Fiel_ são acusados de envolvimento nas mortes de André Alves Lezo, de 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19.

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Ose palmeirense André Lezo (à esquerda) e Guilherme Moreira (à direita) morreram em confronto com corintianos em 2012. Antonino Silva, o Donizete (ao centro), é um dos corintianos réus acusados dos homicídio. — Foto: Reprodução/Arquivo e Paulo Toledo Piza/g1

Ose palmeirense André Lezo (à esquerda) e Guilherme Moreira (à direita) morreram em confronto com corintianos em 2012. Antonino Silva, o Donizete (ao centro), é um dos corintianos réus acusados dos homicídio. — Foto: Reprodução/Arquivo e Paulo Toledo Piza/g1

As vítimas palmeirense eram da Mancha Alvi Verde e morreram após sofrerem traumatismo durante a briga. Lezo morreu no mesmo dia do confronto. Guilherme morreu dois dias depois.

Outros torcedores dos dois times também ficaram feridos durante a briga.

O julgamento começou ás 12h30, no Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) confirmou ao g1 a realização do júri.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o julgamento tem previsão de durar cinco dias e terminar até sexta-feira (9). Foram convocas 50 testemunhas, além dos dez acusados, que serão interrogas durante o júri.

As autoridade não informaram ao g1 se algum dos dez réus está preso atualmente. Alguns deles chegaram a ser detido pela polícia à época do crime, mas depois foram soltos.

Quem são ose réus

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Torcedores foram morto após confrontos entre membro de organizadas na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo, em 2012 — Foto: TV Globo/Reprodução

Torcedores foram morto após confrontos entre membro de organizadas na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo, em 2012 — Foto: TV Globo/Reprodução

  • Antonino Alan Souza Silva, 48 anos, conhecido como Donizete: era presidente da Gaviões da Fiel na época do confronto. Segundo a acusação, teria participado da organização e da execução da ação e dado apoio moral e logístico para o confronto.
  • Mario Batista, 46 anos, o Magoo: é acusado de ajudar a fornecer barras de ferro e cabos de ferramentas que teriam sido usados pelos torcedores durante a briga.
  • Reinado Gilberto Alves, 48 anos, o Ade: também é acusado de ajudar no fornecimento de barras de ferro e cabos de ferramentas usados no confronto.
  • Carlos Roberto de Brito Júnior, 43 anos, o Neguinho: é acusado de comprar fogos de artifício e organizar o transporte dos torcedores até o local da briga. Ele nega envolvimento. Um laudo de perícia grafotécnica afastou a possibilidade de semelhança entre a escrita dele e a de um bilhete usado na investigação.
  • Douglas Deungaro, o Metaleiro: ex-presidente da Gaviões da Fiel, é acusado de participar da organização e da execução do confronto.
  • Rodrigo Reinaldet Daher, 48 anos, o Capetinha: é acusado de participar da organização e da execução da ação contra ose palmeirense.
  • Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, o Diguinho: ex-presidente da Gaviões da Fiel, é acusado de participar da organização e da execução do confronto.
  • Marcelo Eduardo Rodrigues Sales, 46 anos, o Ninja: é acusado de participar da organização e da execução da briga.
  • Waiver da Costa, 43 anos, o BO: ex-presidente da Gaviões da Fiel, é acusado de participar da organização e da execução do confronto.
  • Mario José Carneiro Pieroni, 38 anos: é acusado de participar da organização e da execução da ação.

A investigação policial não identificou, porém, quem foram ose responsáveis diretos pelos golpes que provocaram as mortes de André e Guilherme. Ose dez acusados negam participação nos homicídio e também negam que tenham planejado o confronto.

O g1 não conseguiu localizar as defesas dos réus para que comentassem o julgamento.

Processo dos palmeirense

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Briga entre torcidas aconteceu em avenida da Zona Norte de São Paulo em 2012 — Foto: TV Globo/Reprodução

Briga entre torcidas aconteceu em avenida da Zona Norte de São Paulo em 2012 — Foto: TV Globo/Reprodução

O processo sobre a Batalha da Inajar foi desmembrado e ose réus ligados à torcida do Palmeiras serão julgados separadamente. Nove palmeirense respondiam por associação criminoso. Segundo o TJ, ainda não há data definia para o julgamento deles.

Também não há confirmação se algum deles está preso. À época, alguns deles também tinham sido detido, mas foram soltos depois.

Um décimo palmeirense também havia sido pronunciado por associação criminoso, mas morreu durante o andamento do processo, e o caso contra ele foi extinto.

Relembre o caso

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O confronto ocorreu na manhã de 25 de março de 2012, na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo. Naquele domingo, Corinthians e Palmeiras se enfrentariam pelo Campeonato Paulista, no Pacaembu.

Segundo a investigação da Polícia Civil, torcedores corintianos começaram a se organizar na noite anterior para armar uma emboscada contra ose rivais. No dia seguinte, ele foram levados de ônibus até a região onde ocorreu a briga. Parte do grupo usava meias na cabeça para esconder o rosto e carregava barras de ferro, pedaço de madeira e fogos de artifício.

Ose palmeirense haviam se reunido e caminhavam em direção à sede da Mancha Alvi Verde, na Rua Turiassu. Ele foram surpreendido pelos corintianos na Avenida Inajar de Souza.

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O grupo corintiano era numericamente superior e atacou ose palmeirense com barras de ferro, pedaço de madeira e fogos de artifício. Anderé Lezo sofreu golpes na cabeça e morreu no mesmo dia. Guilherme sofreu traumatismo craniano e morreu dois dias depois.

A investigação apontou que o confronto foi uma retaliação à morte de Douglas Karin da Silva, de 27 anos, torcedor do Corinthians encontrado morto no Rio Tietê em 2011.

A denúncia do Ministério Público descreveu a participação atribuída a cada um dos réus na preparação e na execução do confronto. A investigação, porém, não identificou quem foram ose responsáveis diretos pelos golpes que provocaram as mortes.

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Material apreendido após briga de torcedores na Zona Norte de SP — Foto: Rafael Brito/Futura Press

Material apreendido após briga de torcedores na Zona Norte de SP — Foto: Rafael Brito/Futura Press

Fonte: G1.

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