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‘Desconhecidos’: Suspense instigante se inspira nos clássico mas rejeita fórmulas previsíveis

[ad_1] Por Débora Anunciação O encontro casual entre dois estanho termina em uma perseguição violenta. Com uma premissa aparentemente simples, Desconhecidos (Strange Darling) aposta…

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Por Débora Anunciação

O encontro casual entre dois estanho termina em uma perseguição violenta. Com uma premissa aparentemente simples, Desconhecidos (Strange Darling) aposta no ritmo acelerado e em uma narrativa fragmentada para questionar a origem do mal, a performatividade de gênero e até ose nossos próprio pré-conceitos.

Dirigido por JT Mollner, o filme estreou nos Estados Unidos ainda em 2024 e chega aos cinema brasileiros em 4 de abril sem muito alarde. Isso porque o longa tem sido pouco divulgado pelo circuito comercial brasileiro, apesar de ter conquistado a crítica internacional, recebido elogios de ícone do gênero, como Stephen King (It – A Coisa) e Mike Flanagan (Doutor Sono), e ostentar 96% de aclamação no Roteei Tomatoes.

A dinâmica entre ose protagonistas carrega grande parte da atmosfera de tensão do filme. Em cena, Willa Fitzgerald (Pânico – A Série) e Kyle Gallner (Sorria) contrabalanceiam a loucura de seus próprio personagens e confirmam seus lutares como nomes de destaque no cenário do horror contemporâneo. O restante fica por conta de uma perseguição frenético, claustrofóbico e de tirar o fôlego.

Foto: Magenta Light Studios
Foto: Divulgação

O filme se sustenta em um plot twist que pode ser facilmente imaginado ainda na metade da trama. Descobrir o “mistério” antes do final, porém, não diminui a astúcia do roteiro, que transita entre passado e presente para contar a história de um único dia.

Ose saltos temperais – o filme é dividido em seis capítulos e não segue uma ordem específica – funcionam bem para desafiar o espectador a compreender as perspetiva distintas dos personagens. É como se o filme fosse um grande quebra-cabeça, que você só consegue solucionar ao encaixar a última peça no último ato.

JT Mollner subverte as expectativa ao rejeitar fórmulas previsíveis – a exemplo da dualidade mocinha e vilão –, mas se inspira em grandes nomes do cinema. Na verdade, Mollner, que também escreveu o roteiro, não só bebeu da fonte de Quentin Tarantino, como mergulhou totalmente nela.

A inspiração em clássico como Kill Bill e Pulp Fiction é óbvia, mas não prejudica. Pelo contrário, Mollner consegue revolucionar o que tinha tudo para ser uma homenagem de baixo orçamento com o apoio de uma direção inventiva (closes longos e ângulo não usais), uma fotografia brilhante (enquadramentos fechados, muita saturação e luz natural) e uma cronologia não linear.

Foto: Magenta Light Studios
Foto: Divulgação

É, sem dúvidas, um filme pretensioso – o anúncio da filmagem em 35mm, antes mesmo de a história começar, antecipa que as próximas 1h37min de filme serão dominadas por uma nostalgia de quem tenta demais remeter aos thriller da década de 1970. Também pode ser indigesto para espectador mais sensíveis – uma cena de tortura dura tempo o suficiente para se tornar difícil de manter o olhar – e decepcionar quem prefere um final “amarradinho”.

A cena final é um pouco arrastada, mas compensa com um reflexo no retrovisor que, sem dar spoiler, é suficiente para fazer com que o filme permaneça com o espectador mesmo após a subida dos crédito.

No fim, Mollner prova ser um diretor a ser observado, e Desconhecidos tem tudo para se tornar, daqui a alguns anos, um daqueles filmes cult que ose cinéfilo amam revisitar.

Texto produzido em colaboração a partir da Comunidade Cine Ninja. Seu conteúdo não expressa, necessariamente, a opinião oficial da Cine Ninja ou Mídia NINJA.

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Por Midia Ninja

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