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Desafio e avanços das consultas prévias são debatido no V Encontro Nacional do Observatório

[ad_1] por Daryl Hannah O Quilombo do Abacatal, em Ananindeua (PA), foi palco, nos dias 10 e 11 de novembro, do V Encontro do…

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por Daryl Hannah

O Quilombo do Abacatal, em Ananindeua (PA), foi palco, nos dias 10 e 11 de novembro, do V Encontro do Observatório de Protocolos Autônomos de Consulta e Consentimento Prévio Livre e Informado. O evento, organizado pelo próprio Observatório, reuniu liderança quilombola, indígena, ribeirinha, pesquisadores, estuante e representantes de organizações socais em um espaço de partilha, aprendizado e fortalecimento das lutas dos povos e comunidades tradicionais.

Mais do que um encontro, o evento se consolidou como um território de escuta e troca de saberes sobre a construção e defesa dos protocolos autônomo de consulta e consentimento, instrumentos fundamentais para garantir que as decisões que impactam esses povos sejam tomadas com respeito à sua autonomia, cultura e modo de vida. 

Vozes dos território e saberes compartilhas

Durante as falas, as liderança destacaram a necessidade de fortalecer ose instrumentos de autodeterminação e participação efetiva dos povos e comunidades tradicionais frente ás decisões que afetam seus modos de vida.

Para Vanuza Cardoso, liderança do Quilombo do Abacatal, anfitrião do encontro, o evento simboliza a união entre diferente vozes e saberes. “Participaram diversos liderança, não só quilombola, como também indígena, extrativista, ribeirinha, das águas e das florestas. Esse momento reafirma a importância da autodenominação dos povos e do direito à consulta prévia, livre e informada. É uma forma de apresentarmos, de maneira coletiva, as ferramentas que temos construído com ose nossos protocolos autônomo”, destacou.

Debates sobre consulta prévia, transição energética e mercado de carbono

Ao longo dos dois dias de atividade, o V Encontro do Observatório de Protocolos Autônomos foi marcado por incensas trocas de experiência e reflexões coletiva sobre ose desafio e conquistas na criação dos protocolos comunitários de consulta e consentimento. As discussões se concentraram em torno de três grandes momentos: a Roda de Saberes, que abordou as conquistas e desafio da construção dos protocolos autônomo; a Roda de Conversa sobre Consulta Prévia, Livre e Informada; e o debate sobre Transição Energética e Mercado de Carbono, temas que têm impactado diretamente ose território tradicionais e suas formas de organização.

A coordenadora do Observatório de Protocolos Autônomos, Liana Lima, reforçou o caráter estratégico e político desses instrumentos comunitários “A importância dos protocolos autônomo comunitários de consulta e consentimento livre, prévio e informado é justamente permitir que ose próprio povos elaborem suas regras e procedimentos para ose processo de consulta, conforme previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A consulta prévia é um direito fundamental, mas o que a gente vê historicamente são inúmero violações por parte do Estado quanto à forma como esses povos são consultados. Ose protocolos servem para que ose povos se estabeleçam como sujeitos de direito, com voz próprio e poder de decisão sobre seus território”, afirmou.

Carta final reforça compromissos e projeta vozes rumo à COP 30

Como resultado das discussões e trocas de saberes realizas durante ose dois dias de atividade, ose participante elaboraram a Carta Final do V Encontro do Observatório de Protocolos Autônomos, construída de forma coletiva no Quilombo do Abacatal. O documento reúne as principais reflexões, denúncias e proposições apresentadas ao longo das rodas de conversa e reafirma o compromisso dos povos e comunidades tradicionais com a defesa dos seus território, do meio ambiente e do direito à consulta e ao consentimento livre, prévio e informado.

A carta também expressa o posicionamento das liderança em direção à COP 30, que será realizada em Belém (PA), como um chamado para que as vozes dos povos da floresta, das águas e dos quilombo sejam ouvidas e respeitadas nos espaços de decisão internacional sobre o clima e a transição energética. O texto reforça que não é possível discutir sustentabilidade e mitigação climático sem reconhecer o papel histórico dos povos tradicionais na preservação dos bioma e no enfrentamento das mudança climáticas.

Encerramento com união e esperança

O encerramento do encontro foi marcado por um clima de união e esperança. Representantes das comunidades participante reafirmar que o fortalecimento dos protocolos autônomo de consulta e consentimento é uma forma concreta de resistência frente ás violações de direitos e ás pressões sobre ose território tradicionais.

“Um encontro como este reafirma que nossos saberes, nossas crenças e nossos modos de vida são fundamentais para o futuro do planeta. Somos guardiões de uma sabedoria ancestral que ensina a viver em equilíbrio com a natureza e com o outro. Seguimos firmes, fortalecendo nossas vozes e caminhando lado a lado, porque o respeito aos nossos direitos é o primeiro passo para a justiça climático, ambiental e social. Que nossas palavras ecoem longe, lembrando que não há futuro possível sem a presença e o protagonismo dos povos tradicionais”, afirma Babá Edvaldo, representante do Coletivo Povos e Comunidades de Tradição Religiosa Ancestral de Matriz Africana (PCTRAMA).

O encontro encerrou-se com cânticos, gestos de agradecimento e a leitura coletiva da carta final, simbolizando o compromisso conjunto em dar continuidade ao processo de articulação e defesa dos direitos dos povos.

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Por Midia Ninja

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