Julia: PF apura se Flávio entrou na Argentina em avião de Willer Tomaz
Deputados de diferentes blocos políticos da Argentina divulgaram, nesta quarta-feira (28), uma declaração em que cobram explicações do governo de Javier Milei sobre a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo país, a caminho dos Estados Unidos.
O documento também exige que o governo Milei reconheça formalmente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e retome o diálogo com o Brasil para fortalecer as relações bilaterais e restabelecer os laços diplomáticos entre os dois países “no mais alto nível”.
No documento, os parlamentares acusam o governo argentino de ter facilitado a viagem do candidato derrotado. Flávio fugiu do Brasil na última terça-feira (27) após perder as eleições presidenciais de domingo (25) e seguiu para os Estados Unidos, passando pela Argentina e pelo Equador.
Os deputados pedem que o Executivo responda com urgência aos pedidos de esclarecimento apresentados pelo Congresso e convoque três integrantes do governo para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados.
Os convocados são:
- O chefe de gabinete, Diego Santilli,
- A ministra da Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva
- O ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno.
Os parlamentares argumentam que a relação entre Argentina e Brasil tem importância estratégica e está ligada à história compartilhada pelos dois países.
Inicialmente, o país havia negado que houvesse registro da entrada de Flávio por lá. Nesta terça, a Direção Nacional de Migrações da Argentina, responsável pelo controle de entrada e saída de pessoas no país, confirmou que o senador atravessou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones.
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O senador estava acompanhado da esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e duas filhas. Segundo o órgão argentino, os quatro apresentaram documentos válidos para viajar, não tinham impedimentos legais para entrar na Argentina e passaram pela fiscalização sem incidentes.
Na última segunda-feira (26), o governo argentino indicou que não parabenizaria Lula pela sua reeleição, segundo relatos da imprensa do país.
Segundo o jornal “Clarín”, o porta-voz presidencial, Adrián Ravier, declarou que o governo argentino tomou conhecimento do resultado eleitoral, mas não pretende divulgar nenhum comunicado oficial, nem mesmo por meio do Ministério das Relações Exteriores.
Milei foi o único presidente da América do Sul a não reconhecer o resultado do último pleito. Todos os demais líderes da região – em sua maioria, de direta – deram parabéns ao petista e reafirmaram o desejo de cooperar com o Brasil.
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Javier Milei discursa em SP durante a convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro — Foto: Reuters/Jean Carniel
Javier Milei discursa em SP durante a convenção que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro — Foto: Reuters/Jean Carniel
Fonte: G1.
