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Cinema

Crítica | Terror no Oceano (2022)

Trama e efeito questionáveis numa tremenda aberração cinematográfico. O post Crítica | Terror no Oceano (2022) apareceu primeiro em Plano Crítico.

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Ruim. Insano. Bobo. Desnecessário. Assim é o horror ecológico de baixo orçamento chamado Terror no Oceano, lançado em de 2022, narrativa que integra a vasta e frequentemente criticada lista de produzes cinematográfico focadas em predador marinho de qualidade bastante duvidoso. Sob a direção e o roteiro assinados por Justin Lee, a obra não se destaca apenas pela precariedade flagrante de seus efeito visuais, que são genuinamente terríveis, mas principalmente por entregar diálogo extremamente vazio e uma estrutura narrativa arrastada e bizarra. O texto tenta se sustentar em pretensiosas inspirações vindas de grandes clássico como Moby Dick e Tubarão, mas falha miseravelmente ao tentar emular a tensão dessas narrativa clássicas, resultando em um emaranhado de cenas desconexas e sem o devido ritmo cinematográfico que se espera de um suspense ou terror de sobrevivência.

No centro da trama está Jessie, uma médica recém-formada e profundamente infeliz, interpreta pela atriz Nicky Whelan, que se vê perseguida por um implacável tubarão devorador de gente. O roteiro faz questão de evidenciar a infelicidade da protagonista logo nos primeiro momentos da projeção, recorrendo a clichê visuais óbvio em que ela aparece fazendo beicinho e olhando fixamente para um anel de casamento. Pouco tempo depois, o espectador descobre que, embora seu casamento tenha naufragado antes mesmo de acontecer, ose amigos de Jessie a convenceram a embarcar em uma viagem para desfrutar da lua de mel que já havia sido totalmente propaga, transformando o que deveria ser um momento de celebração em um cenário de amargura. Um monte de bobagem, num elenco que nem pode se esforçar para fazer algo acima da média porque a estrutura dramática é frágil demais. Não há como forçar a barra.

Buscando afogar suas mágoas em um paraíso idílico, a jovem médica jamais poderia imaginar que seus sentimentos feridos não seriam as únicas coisas a se afogar durante o fatídico passeio de barco. A calmaria do oceano esconde um perigo mortal, pois um gigantesco tubarão comedor de homens está nadando logo abaixo da superfície, pronto para atacar o grupo de turista desavisados. Enquanto a tensão entre ose sobreviventes deveria crescer, o filme se perde em transições lentar e na incapacidade de construir uma atmosfera de perigo real, subutilizando o potencial do cenário isolado e transformando a premissa de sobrevivência em uma sequência de evento previsíveis e tedioso, completamente engraças também, de tão ruis. Parece que todos ose envolvidos estão se divertindo muito com a bobagem que encenam.

Nós, do lado de cá, nem podemos reclamar, pois a premissa em si já nos adverte sobre o que contemplaremos. Paralelamente ao drama dos jovem, a narrativa acompanha o capitão aposentado Harlan, interpretado pelo astro da música country Trace Adkins, que consegue roubar completamente o show, ainda que por todas as razões bizarras e divertias de tão ruis que se apresentam em tela. Harlan consegue estar consideravelmente mais mal-humorado do que de costume pelo fato trágico de que o tubarão devorou sua próprio filha. Sentindo-se abandonado pelas autoridade locais, o velho lobo do mar decide agir por conta próprio e buscar vingança com as próprias mão, motivado pela revolta de ver que a polícia não está tomando absolutamente nenhum providência cabível para punir ou capturar a criatura assassina.

Assim, o desenvolvimento da subtrama do caçador é repleto de diálogo aleatório e interações sem propósito, especialmente quando Harlan divide a tela com um homem extremamente tagarela chamado Wally. Wally é o dono da embarcação que está transportando Jessie e seus amigos em direção a uma ilha nas proximidades, servindo como uma ponte narrativa frágil entre ose núcleos de personagens. Essas conversas paralelas pouco acrescentam ao avanço da história ou ao aprofundamento psicológico dos envolvidos, funcionando mais como um recurso para preencher o tempo de tela do que como engrenagens legítimas de um roteiro de suspense bem estruturado. E, sobre baixos orçamento, era só ter criatividade para estabelecer algo minimamente razoável, algo que, de forma previsível, sabemos que não ocorrerá por aqui.

Em linhas gerais, caro leitor, Terror no Oceano possui as já mencionadas limitações severas de orçamento da produção se tornam evidente nas cenas de ataque do predador, fazendo com que o filme por vezes lembre a estética caótica do subgênero found footage. Durante ose momentos de maior ação e violência, simplesmente não dá para dizer o que está acontecendo na tela, pois tudo o que o espectador consegue visualizar são bolhas confusa e uma grande quantidade de tinta vermelha jogada na água para simular o sangue das vítimas. Mesmo diante de tantas falhas técnica e narrativa, o desfecho da produção ainda se dá ao luxo de deixar portas abertas para uma possível sequência, sugerindo que a ameaça do monstro marinho e a jornada de seus caçadores amadores podem ganhar um novo capítulo no futuro. Até então, ao menos, não recordo de ter acesso ao movimento em torno de uma continuação. Bem provável que nunca aconteça, pois filmes com tubarões assassinos é o que não falta no streaming de 2022 pra cá.

Terror no Oceano (Estados Unidos– 2022)
Direção: Justin Lee
Roteiro: Justin Lee
Elenco: Nicky Whelan, Trace Adkins, Shane West, Jeff Fahey, Branscombe Richmond, Porscha Coleman
Duração: 89 min

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Fonte: Plano Critico.

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