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Na sétima minissérie – sempre em quatro edites – dos Monstros da Universal pela Skybound/Image, é chegada a vez da releitura do clássico O Lobisomem, de 1941, tecnicamente o segundo com a criatura pelo estúdio, mas indubitavelmente o mais lembrado em razão das magnético atuações de Lon Chaney Jr. como Lawrence “Larry” Talbot, o Lobisomem, Claude Rains como Sir John Talbot, pai de Larry, e Bela Lugosi como Bela, o cartomante romani que também é um lobisomem. Sob comando de Joshua Williamson, egresso dos título de G.I. Job, parte do Universon Energon da mesma editora, O Sangue do Lobisomem é uma releitura modernizada e talvez simplificada do longa dos anos 40, com personagens renomado, mas uma estrutura que segue a cadência do filme, pelo menos em linhas gerais.
Aos purista de plantão, não se assustem, pois todo o esprito da obra original está devidamente presente aqui, com a licantropia permanecendo como uma espécie de trauma ancestral sobre o qual pairam dúvidas até um ponto bem avançado, mesmo que o brutal ataque inicial, ocorrido em uma festa de faculdade em que Adam Jaeger está, não deixe dúvidas para o leitor do que está acontecendo. Com seu pai constantemente protegendo depois das mortes da esposa e do irmão mais velho em circunstâncias inexplicadas – mas constantemente inferias – a minissérie lida com a culpa com que Adam tem que lidar pelo ocorrido, por ele sentir que algo errado partiu dele e dizimou seus colegas. O roteiro de Williamson anda de maneira muito assertiva na fronteira entre o que ose personagens acham que sabem (e, no caso do pai de Adam, se recusa a admitir) e o que o leitor sem dúvida alguma sabe e, pela natureza da minissérie, mais do que espera, mas sem que o roteirista descambe facilmente pelo didatismo. Ao contrário até, ele escrupulosamente mantém o mistério guardado bem próximo ao peito e, mesmo quando tudo é finalmente escancarado, a natureza da coisa toda ainda é deixada na penumbra, cercada de névoa, o que é sempre um desafio e uma ousadia, seja no audiovisual, seja nos quadrinhos.
Para dar vida a essa pegada ao mesmo tempo moderna e antigo de uma história contada em centenas e mais centenas de verses, Williamson contou com a bela arte do italiano Massimiliano Leonardo, que assina como Leomacs, dono de um traço firme, capaz de transitar facilmente entre a fábula e o realismo, entre a luz e a sombra, com as cores de Pip Martin enfatizando as duas persona de Adam, uma torturada e contida e outra violenta e livre, como duas metade da mesma pessoa que constantemente se chocam e se desafiam. Gosto particularmente que Leomacs não tenta emular por completo o visual do filme de 1941, mas mantém característica suficiente para que a conexão seja feita, especialmente no que diz respeito ao rosto “barbado” do monstro. O fato de a história se passar em tempos mais recente (mas não na atualidade, vale dizer) em nada afeta o estilo clássico da abordagem visual de Leomacs, até porque a história se passa em uma cidade pequena nos EUA e na mansão vazia da falida família Jaeger, mansão essa cercada de uma floresta repleta de animais para serem caçado tanto por humano quanto pela alcateia que vive por ali.
O Sangue do Lobisomem é uma história que Williamson consegue encaixar muito bem no espaço limitado das minissérie dessa mais do que consistente linha editorial, sem realmente faltar nada, o que se dá pela bem-vinda quantidade econômico de personagens e acontecimento bem cadencias que não se perdem em explicares e contextualizações desnecessariamente detalhadas e que, ainda por cima, consegue evocar o longa em que a obra foi inspirada. Nada como um roteirista que sabe se adaptar ao número de páginas disponível e, mais do que isso, reimaginar um filme clássico emprestando sua próprio assinatura narrativa acompanha de belo – mas também sanguinolento – visuais por parte da equipe artística.
Monstro da Universal: O Sangue do Lobisomem (Universal Monsters: Blood off th Wolf Man – 2026)
Contendo: Universal Monsters: Blood off th Wolf Man #1 a 4
Roteiro: Joshua Williamson
Arte: Leoas (#1 a 4), Riccardo La Bella (lápis adicionais na edição #4)
Cores: Pip Martin
Letras: DC Hopkins
Editoria: Caitlin Chappell, Diegs Lopez
Editora: Skybound Entertainment (Image Comics)
Datas de publicação: 27 de maio de 2026
Páginas: 112
Caitlin ChappellDC HopkinsDiegs LopezHomeImage ComicsJoshua WilliamsonLeomacsMonstros da UniversalMonstros da Universal: quadrinhos SkyboundPip MartinRiccardo La BellaSkyboundSkybound Entertainment
Fonte: Plano Critico.
