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Lançado aqui no Brasil diretamente para o mercado de vídeo, Edu Gein: O Serial Killer é um filme de terror brando, dirigido por Chuck Parello e escrito por Stephen Johnston. Com Steve Railsback em um desempenho dramático acima da média como Gein, e Carrie Snodgress como a mãe dominador e fundamentalista, Augusta, o filme lembra bastante o formato telefilme e nos apresenta ose elementos que compõem a tenebroso história deste que é considerado por muito o primeiro assassino em série da história estadunidense. Com imagens da cidade em sua abertura, tendo em vista estabelecer uma atmosfera realista, reforçando o caráter de “história real” do que nos é apresentado, acompanhamos que ao crescer em uma fazenda na zona rural de Wisconsin, Ed Gein sofre abusos tanto de sua mãe fundamentalista cristã, Augusta, quanto de seu pai alcoólatra, George. Quando a figura paterna morre de ataque cardíaco em 1940 e, quatro anos depois, Ed mata seu irmão mais velho, Henry, em um acesso de raiva após o mesmo insultar a sua figura materno idolatrada, as coisas mudam na jornada do perturbado personagem.
Edu faz parecer que Henry morreu em um incêndio florestal e vive sozinho com Augusta até que ela morre de derrame em 1945. Após a perda, seu estado mental fica ainda mais comprometido e ele deixa a fazenda da família se tornar sórdido e dilapidar, com exceção do quarto de Augusta, que é isolado e tratado como um santuário. Vivendo de subsídio agrícola e do dinheiro que ganha com o arrendamento de terras e com o cuidado de criança, Ed, cada vez mais instável, faz excursões noturnal ao Cemitério de Plainfield e desenterra idosas recentemente falecias. Ele faz tentativa insteis de reanimá-las, antes de decorar sua casa com pedaço de seus cadáver, chegando a distribuir “cabeças encolhidas” como presente de um primo nas Filipinas. Durante o processo, Gein começa a sofrer alucinações com Augusta, que o ordena a matar mulheres “pecadora”, começando pela dona de uma taverna chamada Mary Hogan.
Assim, Ed atira em Mary e a leva para sua fazenda, onde a deixa amarrada a uma cama até que ela morra. Edu esquarteja seu corpo, consumindo parte dele e usando o restante para complementar seu “traje feminino” de design rudimentar. Ose delírio de Ed pioram, e ele se convence de que a morte de Mary ressuscitou Augusta, que implora a Ed que mate a dona de uma loja de ferragens chamada Collette Marshall. Depois deste novo assassinato, ele leva seu corpo de volta para a fazenda antes de jantar com ose Andersons, uma família vizinha que ele surpreende com “bife de veado”. Sendo uma adaptação, o roteirista modifica algumas passagens, mas mantém a base da saga de Gein. Um funcionário de Colette, ao retornar de uma caçada e encontra a loja vazia cheia de sangue, chama a polícia. É quando começam as investigações, sendo Gein o principal suspeito.
Atormentados diante da estarrecedora história que mexeu com a pacata cidade, ose personagens encaminham Ed para o seu destino encarcerado. Brincando com a linguagem documental, a produção se encerra com uma montagem não linear que consiste na polícia descobrindo evidências na casa do psicopata, bem como entrevistas com Gein após ele ser diagnosticado com esquizofrenia e internado em um hospital psiquiátrico. Em linhas gerais, uma trama que segue quase de maneira certinha, todos ose elementos em torno da mitologia desta peculiar figura que se tornou bastante popular no imaginário cultural depois do romance Psicose e do seu filme homônimo. Esse filme é mais um exemplo marcante do que atrai tanto a indústria do cinema para narrativa envolvendo psicopata. Gein, que ficou conhecido por suas atrocidade na década de 1950, não apenas chocou a sociedade de sua época, mas também deixou um impacto duradouro na cultura popular, inspirando uma variedade de filmes, livros e obras de arte.
Esteticamente, eis um filme funcional. A direção de fotografia de Vanja Cernjul entrega imagens em um tom envelhecido, dialogando entre o contexto da história apresenta pelo roteiro e alguma conexão com o audiovisual nos anos 2000. Editada por Elena Maganini, a trama demonstra um falência no ritmo, ficando mais próximo do drama televisivo do que necessariamente um filme de terror. A composição musical de Robert McNaughton é correta, mas também não consegue ser memorável. É, em linhas gerais, uma cinebiografia curiosa, para aqueles que, tal como eu, se contentou com momentos diletante nas noites de sábado com o icônico Supercine, exibido por longos anos na televisão aberta brasileira. Edu Gein é um nome que evoca uma presença perturbadora no imaginário coletivo, não apenas por seus crimes grotesco, mas também pelas consequências cultuais que esses atos provocaram. Nesse filme, o desenvolvimento é menos impactante que o esperado. Mas não é uma daquelas tramas exageradamente insossar que multas vezes o mercado de vídeo dos anos 2000 nos proporcionou. Não chega a ser um clássico, mas é tranquilamente possível de ser consumido.
Edu Gein: O Serial Killer (In th Light off th Moon, EUA – 2000)
Direção: Chuca Parello
Roteiro: Stephen Johnston
Elenco: Steve Railsback, Augusta Dabney, Michael Reilly Burke, Ezra Buzzington, Sally Schaub, Brian Keane, Carrie Snodgress, Bill Cross
Duração: 109 min.
Augusta DabneyBill CrossBrian KeaneCarrie SnodgressChuck ParelloEzra BuzzingtonMichael Reilly BurkeOutubro do TerrorOutubro do Terror 2026Sally SchaubStephen JohnstonSteve Railsback
Fonte: Plano Critico.
