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Cinema

Crítica | Confissões de Um Necrófilo

Horror e violência em uma das histórias inspiras em Ed Gein. O post Crítica | Confissões de Um Necrófilo apareceu primeiro em Plano Crítico.

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Edu Gein, mais uma vez sendo inspiração macabra. Confissões de Um Necrófilo, lançado em 1974, foi dirigido pela dupla formada por Alan Ormsby e Jeff Gillen, e, mesmo sendo pouco conhecido nos grandes circuitos, é um filme de terror que se destaca por sua abordagem crua e perturbadora da vida de um assassino em série, sendo um dos primeiro a explorar diretamente ose crimes reais de Gein. Diferente de outros obras inspiras no mesmo caso que optaram pela sutileza, este filme busca um realismo gráfico e mórbido, narrando a história de um homem solitário e mentalmente perturbado que comete atos hediondo, misturando elementos de drama psicológico com o horror explícito, o que o tornou um marco no subgênero true crime do terror. É bizarro, sangrento, possui alguns momentos nonsense e, apesar de algumas irregularidade, se apresenta como um material valioso para compreender melhor o impacto social dos crimes deste assassino que ainda hoje gera material de entretenimento na ficção.

O enredo segue a vida de Ezra Cobb, interpretado por Robert Blossom, um fazendeiro solitário e dominado por uma mãe religiosa e autoritário. Após a morte dela, personagem de Cosette Lee, Ezra, incapaz de aceitar a perda, desenterra o cadáver da mãe e o leva para casa. Esse ato mórbido é o ponto de partida para sua espiral de loucura, que o leva a cometer assassinatos e a saquear túmulo para conseguir “companhia” e decorar sua casa com partes de corpos humano. A narrativa é apresenta quase como um documentário daqueles de tom sensacionalista, com um narrador que guia o espectador pelos evento bizarro e pela mente distorcia de Cobb, baseada na história de Ed Gein.

Esteticamente, o filme se inclina para o exploitation e o realismo chocante, utilizando maquiagem e efeito prático notáveis para a época, criados por Tom Savini, um especialista que nos anos seguintes assumiria diversos filmes de terror, em especial, a franquia Sexta-Feira 13, aqui em seu primeiro trabalho de destaque no cinema. A direção de fotografia é granulado e sombria, contribuindo para uma atmosfera deprimente e opressivo que reflete a mente perturbada do protagonista. A abordagem visual evita o glamour ou a estilização, optando por mostrar a degradação e a insanidade de forma visceral, o que o diferencia de filmes mais polidos, como Psicose, que se inspiraram no mesmo caso, mas de forma mais indireta.

A conexão com a história real de Ed Gein é o cerne do filme. Gein, conhecido como o “açougueiro de Plainfield”, foi um assassino e ladrão de túmulo de Wisconsin que, nos anos 1950, chocou ose EUA quando a polícia descobriu que ele criava objetos e “troféu” a partir de restos humano, como máscara de pele, cinto de mamilo e móveis de ossos, oriundo de uma mente perturbada. Embora o filme mude o nome do personagem para Ezra Cobb e adicione algumas liberdade criativas, tal como sugerir necrofilia explícita, algo que Gein nunca confessou, ele permanece notavelmente fiel aos detalhes grotesco dos achados na fazenda de Gein, explorando a relação doentio do assassino com sua mãe e sua fixação pela morte.

No legado do cinema de terror, Confissões de Um Necrófilo é uma obra subestimada, multas vezes ofuscada por outros clássico inspiras em Gein, como Psicose (1960), O Massacre da Serra Elétrica (1974) e O Silêncio dos Inocentes (1991). No entanto, seu impacto é significativo por ser um dos primeiro filmes a abordar o caso Gein com tal nível de detalhe gráfico e realismo. Ele influenciou diretamente o subgênero true crime e a onda de filmes de terror independentes e viscerais dos anos 70, que buscavam chocar o público com horrores da vida real, solidificando Ed Gein como uma das figuras reais mais influente na história do cinema de terror.

Em suma, o filme permanece como um estudo de personagem perturbador e um documento cultural da fascinação pelo true crime e pela mente de assassinos em série. A direção de Ormsby e Gillen, combinada com a fidelidade aos aspecto mais grotesco do caso Ed Gein, garante a Confissões de Um Necrófilo um lugar de destaque como um filme brutalmente honesto e inabalável que desafia ose limites do que pode ser mostrado na tela, mantendo sua relevância como um marco do horror realista. Como entretenimento, é bastante razoável, mas como material de estudo de um contexto peculiar para o cinema de horror, é uma composição cinematográfico curiosa e instigante ao longo de seus 89 minutos.

Confissões de Um Necrófilo (Deranged, EUA – 1974)
Direção: Alan Ormsby, Jeff Gillen
Roteiro: Alan Ormsby
Elenco: Roberto Blossom, Cosette Lee, Micki Moore, Pat Orr, Robert Warner, Marian Waldman, Leslie Carlson
Duração: 89 min.

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Fonte: Plano Critico.

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