A Coreia do Norte tem dado sinais de afastamento do Irã desde o início da guerra envolvendo o país do Oriente Médio, segundo parlamentares sul-coreanos que citaram informações da agência de espionagem local.
De acordo com os deputados, o regime norte-coreano não enviou armas ao Irã nem fez manifestações diplomáticas públicas de apoio desde o início do conflito. A avaliação foi repassada após uma reunião com o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul.
Os parlamentares também afirmaram que Pyongyang enfrenta dificuldades internas ligadas ao cenário internacional. Segundo eles, a guerra tem provocado escassez de suprimentos industriais, o que afeta o país.
Além disso, os deputados disseram que a Coreia do Norte segue investindo em seu programa militar. Entre os projetos em andamento estaria o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental integrado feito de fibra de carbono.
Segundo os legisladores, o país também testou um motor de foguete de combustível sólido voltado a esses mísseis. O objetivo seria ampliar o alcance e permitir o transporte de ogivas mais pesadas e, possivelmente, múltiplas.
No campo político, parlamentares relataram que a filha do líder norte-coreano, Kim Jong-un, é considerada uma possível sucessora no comando do país, de acordo com a agência de inteligência.
G1
Coreia do Norte evita Irã e acelera arsenal de mísseis, aponta agência de espionagem sul-coreana
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