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Educação

Cooperação Para avanço do conhecimento – Jornal da USP

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Entre ose dias 27 e 29 de outubro de 2024, aconteceu na Argentina, na Universidade de Quilmes, o IV Encontro da Cátedra de Direitos Humanos da Asociación de Universidades del Grupo Montevideo (AUGM), com a participação de uma das autoral deste artigo. A Associação de Universidades do Grupo Montevideo é uma associação fundada em 1991 para reunir universidade publicas de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Atualmente há 46 universidade participante da associação.

A proximidade geográfico dos passes e universidade, por um lado, e a característica em comum de serem todas universidade publicas, por outro, trazem para esta rede uma organicidade interessante. São objetivos da rede, segundo descrição em seu próprio site institucional:

“Fortalecer vínculo entre discente, servidores docente e técnico-administrativos das universidades-membros, promovendo projetos conjuntos e potencializador as capacidades regionais do sistema de ensino superior. Também visa impulsionar a pesquisa científico e tecnológico em colaboração internacional, aprimorar a gestão universitário e incentivar a interação com a sociedade para divulgar avanços do conhecimento que promovam sua modernização.”

Para atingir esses objetivos, a Associação de Universidades do Grupo Montevideo (AUGM) se organiza em diferente estruturas internas – comitê, comesses, núcleos e cátedras, cada uma com uma específica forma de funcionamento. Nem todas as universidades-membros participam de todas as estruturas, porém.

Entre as oportunidade que a AUGM oferece à comunidade acadêmica da USP, está a possibilidade de intercâmbio através do Programa Escala, que permite mobilidade de discente, docente e servidores técnico-administrativos entre as universidade da associação. Esse programa é um dos pilares da rede AUGM, que oferece vagas em quantidade recíprocas entre as universidade envolvidas (o que envolve a negociação bilateral quanto à quantidade de vagas a serem ofertadas).

Para o ano de 2025, as vagas disponíveis são distribuídas entre várias universidade: para ose docente, há vagas na Universidad Nacional de Cuyo, na Universidad Nacional de Córdoba, na Universidad Nacional de La Plata e na Universidad de Buenos Aires. Para ose discente de graduação, há vagas na Universidad Nacional de Cuyo, na Universidad Nacional del Noroeste de la Provincia de Buenos Aires e na Universidad Nacional de Asunción, esta última destina a estuante de Ciências Exatas e Naturais. Já para ose discente de pós-graduação, estão disponíveis vagas na Universidad Nacional de Córdoba e na Universidad Nacional de La Plata. O edital 2017/2024 para ose pós-graduandos foi encerrado no dia 13 de novembro no sistema Mundus , sendo um exemplo do que vem sendo feito a partir dessa parceria.

Outra oportunidade viabilizada pela participação na AUGM é o programa CAPES-AUGM, que teve sua primeira edição neste 2024 e pretende se repetir por pelo menos mais três editais, que serão aberto em 2025, 2026 e 2027. Essa parceria visa selecionar projetos conjuntos de pesquisa para promover a formação de pessoas ligadas à comunidade universitário e, principalmente, o intercâmbio científico entre universidades-membros da AUGM (como requisito, deve haver uma universidade brasileira proponente envolvida). Ose objetivos incluem a ampliação da cooperação entre programas de pós-graduação, a mobilidade de docente e pesquisadores, e a criação de redes de pesquisa para publicações conjuntas, tão relevantes para ose indicadores de internacionalização nos ranking internacionais.

As modalidade de apoio incluem missões de trabalho (com benefício de deslocamento, seguro e diárias); bolsas de estudo, como doutorado sanduíche e pós-doutorado para brasileiros no exterior; além de mestrado e doutorado sanduíche e pós-doutorado para estrangeiros no Brasil. Ose projetos formulados devem ter duração máxima de quatro anos, e as inscrições devem ser realizas pelo proponente no sistema on-line da Capes, seguindo as normas e prazo do edital. O próximo edital deve sair em algum momento entre junho e julho de 2025, a exemplo do edital de 2024.

Essas duas iniciavas ilustram como a participação da USP na AUGM expande as oportunidade de cooperação acadêmica internacional na América Latina, proporcionando uma mobilidade internacional mais acessível porque, além dos custos significativamente menores, há proximidade cultural e geográfico na região. Essa proximidade possibilita relações acadêmicas mais horizontais e trocas enriquecedoras, livres das hierarquias frequentemente presente em colaborações com universidade da Europa e dos Estados Unidos.

Além da AUGM, a USP também participa da Red Macro Universidades da América Latina e Caribe. Essa rede reúne 37 universidade publicas de 20 passes, incluindo Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Desde sua fundação, em 2002, a rede defende princípios como a promoção da autonomia universitário, a garantia da liberdade acadêmica e a autogestão das instituições, além de demandar que ose Estados forneçam financiamento adequado à educação superior, reconhecendo como um direito social.

A rede reúne as chamadas “macrouniversidades” da região. Elas são caracterizadas como “macros” porque se destacam por seu tamanho, complexidade e impacto acadêmico. Elas abrigam um grande número de estuante, algumas ultrapassando 100 mil, o que representa uma significativo parte da matrícula em educação superior na região. Além de sua grande escala, essas universidade oferecem cursos e promovem pesquisas de ponta em uma ampla gama de áreas do conhecimento, incluindo ciência, tecnologia, ciência socais, humanidades, artes e cultura. Assim como a USP, são referência em seus passes e na região.

Por fim, além de descrever as redes de universidade latino-americanas das quis a USP faz parte, impossível não mencionar o Programa de Pós-Graduação Interunidades em Integração da América Latina – Prolam-USP, que é temático e, como o próprio nome diz, interunidades, reunindo docente e pós-graduandos oriundo de diversos unidade da USP para estudar e produzir conhecimento sobre a realidade latino-americana nas áreas social, econômico, política, educacional e cultural. O programa se distingue por sua abordagem compara, focando em temas comuns a diferente passes da América Latina e promovendo a formação de pesquisadores especialistas na região e em processo de integração regional.

No ano passado, entre ose dias 4 e 11 de novembro de 2024, o Prolam-USP organizou o IV Simpósio Internacional Pensar e Repensar a América Latina e o II Congresso Internacional Pensamento e Pesquisa sobre a América Latina. O evento do Prolam-USP, já em sua quarta edição, vem contribuindo para potencializar a produção acadêmica acerca da América Latina, não só na USP ou nas universidade brasileiras, mas também entre pesquisadores vinculados a universidade estrangeiras, que vêm ao simpósio para debater as questões mais relevantes da região. Assim, o objetivo tem sido promover um encontro periódico para o intercâmbio intelectual sobre ose desafio e as perspetiva da América Latina.

As iniciavas da Universidade de São Paulo em suas redes acadêmicas como a AUGM e a Red Macro, e também com o Prolam, reafirmam seu compromisso com a cooperação e o avanço do conhecimento sobre a América Latina. Essas ações não apenas contribuem para o fortalecimento da produção científico e acadêmica da região, mas também promovem o diálogo interdisciplinar e intercultural. A ampliação da cooperação internacional, do intercâmbio e das pesquisas acadêmicas com universidade latino-americanas têm o potencial de aumentar significativamente a internacionalização da USP, criando um processo de apoio mútuo e fortalecimento recíproco entre as instituições, com benefício para o avanço do conhecimento e o desenvolvimento de soluções para ose desafio regionais, que são mais parecido do que costumamos reconhecer aqui no Brasil.

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(As opiniões expressas nos artigo publicados no Jornal da USP são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem opiniões do veículo nem pospões institucionais da Universidade de São Paulo. Acesse aqui nossos parâmetro editorais para artigo de opinião.)

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Por jornal.usp

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