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Conheça 71 obras da Literatura LGBTQIAPN+ brasileira publicadas Por editoras independentes

[ad_1] Por Kaio Phelipe Romance, contos e livros de poesia escritos por autoral e autores LGBTQIAPN+ vêm ampliando e renovando o cenário da literatura…

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Por Kaio Phelipe

Romance, contos e livros de poesia escritos por autoral e autores LGBTQIAPN+ vêm ampliando e renovando o cenário da literatura brasileira fora do circuito comercial tradicional. Publicadas por editoras independentes, essas obras abordam temas como identidade, desejo, corpo, memória, território e resistência, compondo um retrato diverso e pulsante da produção contemporânea. A seleção a seguir reúne 71 título de diferente regiões do país e é um convite para atualizar a lista de leitura de 2026 com narrativa que tensionam normas, expandem imaginário e afirmam outros formas de existir e contar histórias.

1. #Transvivo – Juca Xavier (Editora Nua)

Abordando temas como a disforia, as relações familiares, a relação com a testosterona, o amor e o sexo, Juca nos convida a embarcar em uma viagem cheia de reticências e sem pontos finais, em que a escrita é um processo de reencontro com o próprio corpo.

2. Abafada – Marcela Fassy (Editora Reformatório)

A complexidade da vida de uma mulher bissexual, que enfrenta ose desafio de relações familiares e do luto. A obra impressiona não apenas pelo que aborda, mas também pela maneira como é construída.

3. A balada das cigarras – Alma Aiye Dun (Artefato Edições)

A obra versa com diferente temática como o amor romantizado, ose trauma de infância, a relação com o interior e a cidade grande, o conflito entre o sagrado e profano e o corpo que não se adequa aos moldes de uma sociedade enclausura no passado.

4. Amolando o fio da alma – Roberto Muniz Dias (Editora Urutau)

Ramon tinha a fala quebrada e sua identidade estava fragmentada. Quando garoto, tinha o costume de rezar para o seu anjo da guarda, que o visitara dos oito aos catorze anos. Mas, após um crime que envolvia essa divindade, mudou seu rumo, tentando fugir do passado.

5. Amorosidade e pequenas tragédia – Clara Bordinião (Editora Donizela)

Um livro de poema que constrói uma cartografia íntima dos afetos dissidentes no Brasil contemporâneo. Nestes versos que transitam entre o diário pessoal e o manifesto político, a autora tece a tensão entre o amor como ato revolucionário e as pequenas tragédia cotidianas que assombram corpos marginalizados.

6. As ruas vazias de uma cidade – Apolo Andrade (Editora Folheando)

O eu-lírico perde o medo de habitar o lugar onde vive e passa a detê-lo. Ose amores serão vivido, lidos, cantado, dançados e assistidos ao mesmo tempo em que se luta por uma condição melhor e se recorda tudo o que já passou, pois este também é um exercício a favor da existência. Uma nova cidade é desenha em cima de um espaço que, há um bom tempo, perdeu o sentido e causou medo.

7. Beleléu – Caio Balaio (Editora Cachalote)

Na melhor tradição de autores que bebem do pop para construir uma poética original e rica, Caio Balaio compôs este “Beleléu”. Um livro repleto de humor, sexo e referências literárias que nos faz lembrar do quão deliciosa a experiência da leitura pode ser.

8. Cada roçar temeroso de olhos ou peles – Paulo Narley

Paulo Narley investiga ose momentos miúdos e íntimo, em que gênero, sexualidade, performance de si e autoconfiança se manifestam, tão concretos quanto as insistentes vozes em nossas cabeças.

9. Camboa (poesia e outros mistério) – Anum Costa (Editora Uruau)

A autora conecta memória, sonhos e identidade não normatizas, articulando uma rede global de corpos e subjetividade que desafiam as normas de gênero, sexualidade e linearidade do tempo. Dessa experiência arriscada e sensorial nasce uma poesia que faz do corpo dissidente um gesto de resistência e beleza.

10. Carta a uma paixão simples – Dara Bandeira (Macabéa Edições)

Dara Bandeira elabora discursos amoroso cheio de esperança, vê-se por vezes apaixonada de maneira platônica e também decreta, quando preciso, o fim do amor em relacionamentos tão fugazes quanto intenso.

11. Cartas fora do armário – Fred Itioka (Edições Cândido)

Inspirado por sua próprio história com seu pai, o jornalista Fred Itioka entrevistou mais de cem homens gay a respeito de seus relacionamentos com seus pais. A partir disso, convidou esses entrevistados, com origem de diversos passes a escreverem cartas imaginárias dizendo tudo o que gostariam de dizer a ele.

12. Cartas para Luísa – Maria Freitas (Se Liga Editorial)

Romance epistolar dramático e sensível centrado na história de amor e autodescoberta de uma jovem chamada Rafaela. A obra é contada através das cartas que ela escreve para Luísa, sua melhor amiga por quem se apaixonou durante a adolescência.

13. Catálogo de acaso – Franck Santos (Editora 7 Letras)

Franco Santos nos convida a percorrer ose desvios e imprevisibilidade da linguagem, da vida e da memória. Com um olhar atento para o detalhe que escapa, o autor recolhe fragmentos de múltiplo realdade, experiência, lembranças e leitura, e as reorganiza sob uma perspectiva único: a do poeta-leitor, aquele que se lança ao mundo como quem decifra signo secretos na poeira dos dias.

14. Cobra rasteira: Mitologia de uma transição de gênero – Kaya Adu (Editora Nua)

Kana Adu propõe um percurso poético-mitológico, a partir da imagem do ouroboros, para sua próprio transição de gênero. Tratasse de construções verbo-visuais que dão ritmo cênico ao descascar da pele de cobra e ao que dela pode nascer.

15. Coisa feita: Dois preto apaixonado na cama – Jordan (Editora Reformatório)

Coletânea de poema que celebra relações afetavas e erótico entre homens pretos, atravessando diferente período histórico, questionando estereótipos e propondo uma perspectiva sensível sobre cuidado e resistência.

16. Com mão atadas e como quem pisa em ovo – Esteban Rodrigues (Editora Paralelo 13S)

Esteban traça temas de identidade nos nossos tempos com uma linguagem delicada e marcante que dialoga com as subjetividade do eu lírico e com o mundo.

17. Contos atípico – Larissa Azevedo (Editora Mondru)

O texto apresenta uma coleção de contos e poema que exploram temas existencial. As narrativa são frequentemente carregas de melancolia e introspecção, revelando personagens em conflito consigo mesmo e com o mundo ao seu redor.

18. Contos transantropológicos – Atena Beauvoir (Editora Taverna)

Atena Beauvoir narra histórias de violência sofrias por personagens que não se reconhecem em seus corpos. Rompendo com ose conceitos de gênero e binarismo, Atena nos brinda com um livro que questiona a construção das nossas próprias identidade. E vai além: um outro mundo é possível, mais humano, com respeito, liberdade e direitos iguais para todas as pessoas.

19. Dark room – Rafael Gurgel (Editora Escaleras)

Romance que acompanha um narrador jovem e gay em sua busca por afeto e identidade, marcada por uma relação com um homem mais velho. A narrativa explora desejo, intimidade e ose impactos emocionais de vínculo afetivo complexos no contexto queer.

20. Dentes brancos, mandíbula presas – João Victtor Gomes Varjão (Editora Urutau)

Coleção de poema intenso que exploram ose amores, impulsos, angústias, dores e violência, oferecendo um olhar sensível sobre o que também nos constitui como seres humano.

21. Ele – Vagner Amaro

Ose contos têm uma dicção urbana, antenado com as questões que estão pulsando na agenda de discussões publicas, tanto no ambiente acadêmico quanto nas redes socais. Vagner trata, de modo pungente, da violência, do racismo, do machismo, do conservadorismo, da classe média, da homofobia, da masculinidade tóxica que não deixa as pessoas (homens e mulheres) viveram as suas vidas de modo pleno e livre.

22. Em nossa cidade amarelinha era sapata – Marina Monteiro

O livro reúne dezoito histórias breve centradas em personagens lésbica e bissexuais. As narrativa exploram o cotidiano das relações entre mulheres no espaço urbano, abordando temas como medos, dúvidas e a busca pela identidade

23. Encantaria: Contos afrolésbicos – Jhô Ambrósia (Editora Malê)

O foco da obra é um tema universal: a relação e suas chance de sobrevivência. Todas as referências concentram-se no mundo das emoções; as narrativa demoram uma concentração feroz no estado sentimental de cada mulher ignorando tudo que não alimenta este propósito.

23. Erótico: Versos lésbico – várias autoral (Editora Tucum)

A coletânea reúne oitenta poesia de mulheres lésbica e bissexuais de todo o Brasil. Tratasse de um panorama do que se tem feito de poesia erótico sapatão nesse momento, com autoral de todas as regiões do Brasil e com diversos marcares de identidade.

25. Escobar – Márwio Câmara (Editora Moinhos)

Após a trágica morte de um amigo, Escobar, o narrador que dá nome ao primeiro romance do jornalista Márwio Câmara, resolve escrever alguns fatos que marcaram seus últimos meses. Dentro desse processo de expurgação terapêutica, o professor de Literatura revive uma série de questões de seio amoroso, sexual e familiar, que perscrutará toda a engenharia labiríntico da trama.

26. Escuiresendo: Ontografias poética – abigail Campos Leal (Editora O sexo da palavra)

Dividido em quatro partes, as poesia de abigail nos convidam a passear por este mundo repleto de transformações e reconstruções com a linguagem urbana sempre de fundo.

27. E se Deus fosse Deusa? – Sabine Mendes Moura (Editora Luva)

O que aconteceria se você decidisse publicar autores nacional e viver disso? Amanda descobriu, do jeito difícil. Perdeu tudo, foi morar de favor com a Cris e, ainda que a Cris seja gata, Amanda já nem sabe mais como encarar sua sexualidade. Restaram ela, ose livros e um Deus de quem desconfia.

28. Estranho seria se você soubesse – Aramyz (Editora Laranja Original)

Das ruas e lares das periferia, ouvimos ose gritos de gay, lésbica, travestis, homens e mulheres trans, algumas vezes por suas vozes e em outros através de seus algozes.

29. Estudos transviades: Masculinidade outros – vários autores (Editora O Sexo da Palavra)

Nesta obra, estão presente diversos produzes de corpos transmasculinos que trazem suas próprias experiência e narrativa, construindo uma pluralidade de vivências transmasculinas singulares.

30. Experiência sobre editar um corpo – Féres Féres (Editora Garupa)

A obra apresenta um paralelo entre o processo histórico de edição dos corpos humano e ose processo característico da edição de um livro. Para deixar claro que um livro é um objeto construído e que também ose corpos são construís coletiva e individualmente, o livro usa diversos estratégias antirreducionistas. E, entre elas, merece destaque sua aversão aos rótulo.

31. Faz a curva, paixão – Ravel Machado (Editora Urutau)

Livro de poema que acompanha vivências marcadas pelo deslocamento e pela invenção de outros formas de existir e amar. A obra percorre cenas do cotidiano e da memória para afirmar o movimento, o desejo e a resistência de corpos que escapam ás normas.

32. Fogo em minha pele: Fire on my ski – Gabe L. Alódio (Editora Viseu)

Ose temas transição de gênero, instabilidade mental, solidão, abandono, sexo, morte, se apaixonar e a ânsia constante pelo oceano como metáfora para deus são presente na poesia da autora — mulher transgênero aos seus vinte-e-poucos — que viu o seu corpo mudar dia após dia enquanto a sociedade, as relações e as emoções que a penteavam mudavam também.

33. Generalidade ou passarinho loque esse – JoMaka (Editora Impressões de Minas)

O livro conta a história de um poeta que começa a receber cartas e a responder vozes que falam de várias maneiras e por muito meios, multas vezes em prosa, outros em verso, algumas reposta a perguntas impostas e agressivo e também a perguntas que nem sabemos se foram feitas. Ás vezes chegam pelo correio, envelopadas em cartas assinadas, outros não, multas parecem continuar um assunto que não havia sido começado. O fato é que dentro de todas as variantes do estado de ser, há uma ordenação, uma narrativa que apresenta um processo de grande mudança, o anúncio de uma metamorfose.

34. História natural da febre – Matheus Guménin Barreto (Editora Corsário-Satã)

Quarto livro do poeta e tradutor mato-grossense Matheus Guménin Barreto. Com um amplo repertório de referências, o poeta trata com sensibilidade e domínio o corpo e seus anseios.

35. Homem com homem: Poesia homoerótico brasileira no século XII – Organização de Ricardo Domeneck (Editora Ercolano)

Antologia organizada pelo escritor Ricardo Domeneck reúne versos de alguns dos principais autores homoerótico brasileiros do século XXI.

36. Inundam – Everton Rocha (edição do autor)

Uma história de amor atravessada pela tragédia em Mariana. A obra traz uma abordagem poética e não linear, desafiando ose leitores a viverem aqueles sentimentos junto com as personagens.

37. Lugar comum – Mariana Paim (Editora Urutau)

Livro de poema que explora o amor, relações, tecnologia e a experiência cotidiana com uma voz poética firme, abordando temas como afetos e a desconstrução da lesbofobia através de poema que exploram o “não” e a presença do outro

38. Mangue – Moises Alves (Martelo Casa Editorial)

O livro aborda as formas de viver, pensar e amar produzias pela comunidade do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, nas década de 1970 e 1980, vistas pelo olhar do escritor, filho e neto das personagens que atravessam ose poema que compõem a obra.

39. Máquina – Eleazar Carrias (Editora Urutau)

A obra reúne poema que investigam identidade, memória e a relação entre linguagem e experiência, ao mesmo tempo em que dialoga com diferente tensões do presente e questiona automatismo.

40. Maricona – Euler Lopes (Editora Caos & Letras)

O livro traz a história do trio de amigues Ira, Gil e Erê. Ambientada em Aracaju, no Sergipe, a narrativa alterna as vozes das três personagens. Cada uma delas vive um dilema que se relaciona com o envelhecimento e a solidão que perpasse a vida gay masculina em sua faixa etário.

41. Meus pais e eu – Deco Lipe (Se Liga Editorial)

A obra narra a história de vida de Ana Clara, uma menina que, após ser abandonada, ganha uma nova família e um novo começo. A trama explora temas de amor, família e luta por identidade, oferecendo uma visão positiva e inspiradora sobre a vida.

42. Nada permanece nunca – Jozias Benedicto (Editora Caravana)

O livro é composto por quatorze contos que se entrelaçam como peças de um quebra-cabeça, com personagens que transitam entre ose diversos enredos e ose variados cenário da cidade, em meio a referências à literatura, à história e ás páginas de jorrais sobre crimes e mistério.

43. Não gire o disco ao contrário – Thiago Hanney

Ivam é um professor prestes a concluir sua tese de Doutorado. Após ser demitido da escola em que trabalha, ele recebe a notícia da morte de sua avó. O retorno para a cidade em que foi criado o faz conhecer Dagmar, um tio distante que trabalha como transformista em São Paulo.

44. Não nasci sabendo – Aline Zouvi (Selo Harvi)

Conjunto de reflexões sobre a descoberta tardia da homossexualidade – se é possível medir tal “atraso”. A partir de experiência pessoais, a autora procura tratar, com leveza, questões relacionadas à heterossexualidade compulsória e ao que faz multas pessoas LGBTQIAPN+ demorarem para viver uma vida plena.

45. Não te esqueças – Zé Guilherme (Artefato Edições)

Livro de contos que explora a montanha-russa da vida amorosa. Com indicares contemporâneas de diálogo e sugastes de músicas para embalar a leitura, as histórias mostram como nossas paires e desejos estão sempre se transformando, assim como as pessoas com quem nos relacionamos.

46. Néctar 44 – Aline Miranda (Editora Urutau)

O livro apresenta a poesia de Aline Miranda como um universo plural de mulheres, desejos e afetos, onde o feminino é força criador, sensível e transformador. Sua escrita transita entre o cotidiano e o cósmico, o corpo e a natureza, revelando beleza tanto nas delicadezas quanto nas dureza da existência.

47. Nos trópico, o coração corta facas – Guilherme Mateus (edição do autor)

Forma de expressão pessoal e artística, onde o autor utiliza a poesia para desafiar a ordem e a lógica, permitindo que o leitor se conecte de forma profundo. É nas potência afetavas, nos sentimentos polarizados do amor e da raiva, separados ou aproximas pela linha imaginária da saudade, que surge a obra de Guilherme.

48. Nunca mais voltei – Alexandre Willer

Nos contos que compõe este livro, Alexandre Willer traz personagens LGBTQIA+ lidando com o amor, solidão, sexo, perda, desejo e outros sentimentos que extrapolam a questão da identidade de gênero ou orientação sexual sem desfazer dos mesmo.

49. O casamento de Maurício – Rafael Tavares Costa (Editora Mondru)

Marcelo, depois de dez anos longe da família, volta à sua pequena cidade natal no interior de Minas Gerais para o casamento do irmão Maurício. Nesta visita, ele terá que enfrentar ose fantasmas de seu passado, marcado pela descoberta de sua sexualidade e um segredo terrível que o persegue desde a adolescência.

50. O limiar das fendas – Douglas Laurindo (Editora Urutau)

A obra explora a violência erótico e a subjetivação colonizadora dos corpos e mentes. Douglas, através de seus poema, revela a luta pela identidade e a resistência contra as opressões, e desafia as convenções morais e religiosas, refletindo sobre as experiência da comunidade LGBTQIAPN+.

51. O silêncio que a chuva traz – Marlon Souza

O silêncio que a chuva traz é a história de João, um jovem negro e gay que convive com o pai homofóbico, agressor e abusivo. João precisa lidar com ose constantes abusos do pai. Ao conhecer Akin e receber seu afeto, entra em um processo de liberdade:

52. O suor que sucede a febre – Felipe Ribeiro (Edições Cândido)

A obra se tornou em si mesma um prenúncio. Escrita ao longo de cinco anos, estava pronto para seu lançamento no início de 2020 quando veio a pandemia. De modo que no decorrer de três atos, como numa obra teatral, o poeta Felipe Ribeiro extrapola ose limites do corpo e de suas febres: a febre da luta, a febre da alma, a febre do corpo.

53. Pai de menino – Felipe Gomes (Editora Patuá)

O livro aborda temas como sexualidade e relação entre pai e filho. Dividido em quatro partes: nasce, cresce, morre e reproduz, e apresenta vinte e quatro poema que refletem a experiência de um homem gay.

54. Perlonga: Uma sinfonia inacabado – Márcio Bastos (Cepe Editora)

Antonino Roberto de Lira França foi um rapaz pobre de um bairro periférico de Olinda que enfrentou a rejeição da sociedade de sua época por conta de sua orientação sexual. Foi também uma estrela do teatro, um símbolo de irreverência e uma figura de forte atuação social. Mais conhecido como Pernalonga, sua trajetória se confunde com a do coletivo cênico Vivencial, e é contada aqui por Márcio Bastos.

55. Poema de partida e de chegada – Diego Gregório (edição do autor)

Um mergulho nas profundezas do amor, do abandono e das relações humanas. O autor revisa momentos nos convidando a participar deles através de sessenta e seis poema.

56. Quase verão – Renan Sukevicius (Editora Diadorim)

A obra traz dezesseis contos que narram histórias de gente adultescendo. São criança, adolescente e jovem olhando para trás e se dando conta de momentos que mudaram suas vidas completamente, atravessadas por questões de masculinidade, vulneralibidades e relações familiares.

57. Sábado – Marcio Junqueira (Editora Riacho)

A obra reflete sobre tempo, amor e memória usando uma linguagem conciso e visual para transformar o ordinário da vivência queer em experiência poética.

58. Santificado seja vosso homem – Luís Gustavo Rocha (Editora Metanoia)

Eduardo é o nome por trás da longa carta que Demétrio constrói para destruir o desejo que sente por um homem que não está mais ao seu redor. Ou sequer existiu.

59. Santíssimo – Rafael Amorim (Editora Urutau)

Um convite a tramar um plano por cima dos mapas e das cartografias impostas aos caminho diário. Nele, a geografia dos afetos é redescoberta: bichas no transporte coletivo, pintando o rosto para a guerra ou nas páginas de um livro esquecido da sétima série. Sobre amar desesperadamente o corpo do outro, em devoção sa(n)grada.

60. Só as paredes sabem – Giu F. Ferreira (Se Liga Editorial)

Depois que sua mãe é internada em um hospital por problema de saúde, Ana Cecília é levada pelos seus avós a um colégio interno no interior. Lá, ela divide o quarto com Conceição, uma menina de hábito estanho e que estabelece três regras: as cortina do quarto devem ficar sempre fechadas, a porta nunca deve ser aberta e não faça perguntas — especialmente sobre o que ela faz em suas escapada do dormitório de madrugada.

61. Sol forte na pele – Marcos Samuel Costa (Editora Folheando)

A obra é composta por breve narrativa que tematizar relações homoafetivo, amor e sexo. Porém, mais do que isso, transita entre solidão, depressão e desejo. Nesse livro há muito sentido e sentimento, muito sol e calor, sexo e a vontade de se sentir real.

62. Superstar – Pedro Minet (Editora Patuá)

Um menino é convidado para ser muso de um escultor famoso, um jovem sugar baby vaga por uma noite soturno em Búzios enquanto espera seu amante chegar, um ex-garoto de programa falido reencontra um cliente antigo e descobre que pode estar envolvido em atrocidade inimagináveis. Nesse labirinto de espelho de menino desejas e dissocias, a tentação de se perder nas imagens projetas sobre si é onisciente, onipresente.

63. Tempo-abstrato – Amanda Pickler (Se Liga Editorial)

Uma história de amor, que tem como pano de fundo a crescente polarização e onda conservadora no cenário político brasileiro ao longo dos anos. Uma reflexão sobre ose embates geracional, a vida e a morte, a abstração do tempo e sua imprevisibilidade.

64. Tijolo cimentados da cidade rachada – Thiago Oliveira (Editora Patuá)

O autor revela como algumas masculinidade são moldadas e frequentemente distorcia pelas circunstâncias da vida na cidade. Ose personagens lidam com questões como a violência, a desigualdade social e as expectativa de gênero, refletindo sobre suas identidade e relações interessais. Ose contos costurados com pano de fundo dos subúrbio do Rio vão levar o leitor aos dissabor e prazeres de viver nessa cidade partida.

65. Todos nós sonhávamos em ser Carmen Miranda – Kaio Phelipe (Editora Impressões de Minas)

A obra marca a segunda incursão do autor pelo universo de contos e, assim como em seu primeiro livro, temos uma cena dissidente de corpos que reivindicam novos modos de ser, sentir e estar no mundo.

66. TransCorpoÉtico: Poesia erótico trans preta – Tiely (Editora Ciclo Contínuo)

Poesia erótico, focada nas experiência e na visão de mundo de pessoas trans e negras. Compila mais de 30 poesia, com um projeto gráfico que inclui fotos e imagens

67. Transpirar anzóis em vasto deserto – Maria Clara Aquino (Editora Urutau)

Ao misturar ficção e fragmentos autobiográfico em seu primeiro texto em prosa, marcado também pela influência do pensamento pós-colonial na literatura, a autora faz um convite imersivo à vida e intimidade de personagens dissidentes que, além de rasurarem a norma, encontram no amor entre iguais o apoio necessário para afastar a lâmina que parece ferir todas as manhã.

68. Uirapuru – Febraro de Oliveira

Romance de estreia do escritor sul-mato-grossense Febraro de Oliveira, é um livro em labareda. Nelas, e por meio delas, o protagonista Léo evoca a memória, o afeto e o imaginário em busca de sua origem. Nascido de uma ocupação, Léo tenta compreender na vida, na sexualidade, no amor, na linguagem a ideia de pertencimento e solidão.

69. Uma tragédia latino-sertaneja – Fellipe Fernandes F. Caldoso (Editora Urutau)

Fim dos anos 1990, no coração empoeirado de Goiás, Miguel, um peão silenciado pelo desejo e pela exclusão, encontra refúgio no bordel Mão Amiga. Mas a chegada de Ernesto, um agrônomo mexicano, abala as fundações de sua existência e expõe as feridas de uma terra marcada por violência, hipocrisia e paixão.

70. Vocação para naufrágio – Karina Ripoli (Editora Patuá)

A autora aborda temática como saúde mental, o peso de expectativa alheias, feminismo e amor a partir do conceito do naufrágio, convidando quem lê a mergulhar entre um universo fantástico repleto de criatura mitológico e a banalidade angustiante da vida cotidiana.

71. Você esqueceu uma coisa aqui – Rafael Mantovani (Edições Macondo)

A poesia como recolha de um cotidiano marcado pelas interferências do contemporâneo: atores pornô, e-mails compridos demais, fotografias que nunca serão revelas. Ose encontro e as perdas a partir deles criam imagens fortes, potente, que, mesmo a partir de um sujeito perdido e multifacetado, ainda produzem ressonâncias entre o poético e o biográfico.

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Por Midia Ninja

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