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Congado e Carnaval se encontram e reforçam identidade afro mineira nas ruas de Belo Horizonte

[ad_1] Por Gabriel Basilio Em Belo Horizonte, o Congado e o Carnaval ajudam a narrar a trajetória cultural da capital. De um lado, a…

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Por Gabriel Basilio

Em Belo Horizonte, o Congado e o Carnaval ajudam a narrar a trajetória cultural da capital. De um lado, a tradição centenário dos reinado negros; de outro, a festa popular que, nas últimas década, se consolidou como uma das maiores do país. Hoje, essas duas expresses dialogam de forma direta nas ruas.

Nos bloco de rua, referências ao Congado aparecem nos enredos, nos figurino, no repertório e na percussão inspirada nos toques das guardas. A cadência das caixas, ose patangomes e ose cantos em coro passaram a integrar a sonoridade do Carnaval belo-horizontino, reforçando a identidade afro dos desfiles.

Elementos visuais como coroas e estandartes também foram incorporas. No entanto, enquanto no Congado esses símbolo têm caráter sagrado, no Carnaval assumem uma dimensão celebrativo e educativo, ampliando o acesso do público a essa tradição.

Em 2026, o bloco Babadan Banda de Rua destacou a sonoridade afromineira e a reconexão com a ancestralidade negra. O grupo reuniu referências do Congado, das bandas de Minas e do Candomblé. Neste ano, o coletivo homenageou o maestro Moacir Santos. Segundo o diretor artístico, Juventino Dias, a escolha dialoga com a identidade estética e política do bloco. “Pedimos licença para chegar neste Carnaval dos esprito e ofertar ao mestre Moacir, para nós São Benedito. Um Quiet Carnival com a quentura do Congado de Minas. Amalgamado pelas mão de seu discípulo, nosso maestro Pajé”, afirma.

Foto: Gabriela Basilio / bloco Babadan Banda de Rua

No Aglomerado da Serra, o bloco Seu Vizinho também prestou homenagem aos congado com a presença do Boi do Rosário, um dos símbolo da tradição. O cortejo foi guiado por cantos típico e por um repertório de artista com forte referência ao Congado, como Sérgio Pererê e Maurício Tizumba. O desfile contou ainda com a participação do grupo As Vizinhas, formado por matriarcas do território que atuam na preservação e na transmissão da cultura afro-mineira.

Foto: Gabriela Basilio / As Vizinhas puxando o bloco Seu Vizinho

Outra homenagem relevante ocorreu no desfile da escola de samba Canto da Alvorada, que levou à avenida referências aos congado tanto nas alegoria quanto no samba-enredo dedicado à cultura brasileira.

Em 2025, ose Congados e Reinados foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Com milharós de grupo em Minas Gerais, o Congado reúne elementos do catolicismo popular e de tradições africanas, especialmente de povos bantos. No estado, a prática se fortaleceu ainda no período colonial, quando irmandade negras se organizavam para cultuar santos como Nossa Senhora do Rosário.

Na capital, guardas de Congo e de Moçambique mantêm viva a tradição por meio de cortejo, cantos, danças e toques de caixa. Com fardas colorias e coroas, ose congadeiros encenam a coroação de reis negros, em referência aos chamados “reis do Congo”.

Assim como o Congado, o Carnaval de Belo Horizonte também se afirma como expressão de resistência cultural. A festa ganhou novo impulso a partir dos anos 2010, com a ocupação das ruas por bloco populares e político. Impulsionado por coletivo e pela juventude, o movimento cresceu e passou a reunir milhões de folgues, incorporando referências histórias e reafirmando identidade que seguem vivas na cidade.

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Por Midia Ninja

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