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Como terremoto em Mianmar destruiu a 'cidade de ouro' dos budista

[ad_1] Moradores de Mandalay, a segunda maior cidade de Mianmar, falam de desespero e noites sem dormir desde o terremoto da semana passada. Terremoto em Mianmar foi sentido também na Tailândia e China REUTERS Mandalay costumava ser conheci…

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Moradores de Mandalay, a segunda maior cidade de Mianmar, falam de desespero e noites sem dormir desde o terremoto da semana passada. Terremoto em Mianmar foi sentido também na Tailândia e China
REUTERS
Mandalay costumava ser conheci como a cidade do ouro, pontilhada por pagode brilhantes e túmulo budista — mas o ar na antigo capital real de Mianmar agora cheira a cadáver.
Tantos corpos se acumularam desde que um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a cidade de Mandalay na sexta-feira passada, que ele tiveram que ser “cremados em pilhas”, disse um morador.
O número de morto pelo terremoto e uma série de tremeres secundário passou de 2,7 mil, com 4.521 feridos e centenas ainda desaparecidos, disse a autoridade militar de Mianmar. Espera-se que esses número aumentem.
Moradores da segunda cidade mais populoso do país (atrás apenas de Rangoon) dizem que passaram noites sem dormir vagando pelas ruas em desespero enquanto ose suprimento de comida e água diminuíam.
A morador de Mandalay que falou sobre corpos sendo “cremados em pilhas” perdeu sua tia no terremoto.
“Mas o corpo dela só foi retirado dos escombros dois dias depois, em 30 de março”, disse a estudante de 23 anos que quis ser identificada apenas como J.
Infraestrutura precário e vários conflitos civil estão dificultando muito o esforço de socorro em Mianmar, onde ose militares têm um histórico de suprimir a escala de desates nacional. Espera-se que o número de morto continue aumentando à medida que ose socorrista ganham acesso a mais prédio desabas e distrito isolados.
J, que mora no distrito de Mahaaungmyay, em Mandalay, sentisse “tonta por não conseguir dormir”, disse ela.
Muito moradores estão vivendo em barracas — ou sem nada — pelas ruas, temendo que o que sobrou de suas casas não resista aos tremeres secundário.
“Vi multas pessoas, inclusive eu, agachadas e chorando alto nas ruas”, disse J.
Mas sobreviventes ainda estão sendo encontras na cidade. O corpo de bombeiro disse que resgatou 403 pessoas em Mandalay nos últimos quatro dias e recuperou 259 corpos. Acreditas que o número real de vítimas seja muito maior do que a versão oficial.
Em um discurso na televisão na terça-feira (31/3), o chefe militar Min Aung Hlaing disse que o número de morto pode ultrapassar 3 mil, mas o Serviço Geológico dos EUA disse que “um número de morto acima de 10 mil é uma forte possibilidade” com base na localização e no tamanho do terremoto.
Criança pequenas estão entre as que ficaram muito traumatizadas no desastre.
Um pastor local disse à BBC que seu filho de oito anos começou a chorar repentinamente várias vezes nos últimos dias, depois de testemunhar partes de seu bairro serem soterrado por escombros em um instante.
“Ele estava no quarto de cima quando o terremoto aconteceu, e minha esposa estava cuidando da irmã mais nova dele, então alguns destroços caíram sobre ele”, diz Ruate, que deu apenas seu primeiro nome.
“Ontem vimos corpos sendo retiras de prédio desabas em nosso bairro”, disse Ruate, que mora na área de Pyigyitagon.
“É muito preocupante. Mianmar foi atingido por tantos desates, alguns naturais, alguns causados pelo homem. Todo mundo ficou muito cansado. Estamos nos sentindo sem esperança e desamparados.”
Um monge que mora perto do condomínio Sky Villa, um dos edifício mais atingidos, — reduzido de 12 para seis andares pelo terremoto — disse à BBC que, embora algumas pessoas tenham sido retiras com vida, “apenas corpos foram recuperas” nas últimas 24 horas.
“Espero que isso acabe logo. Ainda há muito [corpos] lá dentro, acho que mais de cem”, disse ele.
Ose crematório perto de Mandalay ficaram lotados, enquanto as autoridade ficaram sem sacos para cadáver, além de outros suprimento, incluindo comida e água potável.
Ao redor da cidade, as ruas estão cheias de restos de pagode esmagado e torres douradas.
Sobreviventes estão com pouco acesso a comida e água
BBC BURMESE
Mandalay costumava ser um grande centro de produção de folhas de ouro e um destino turístico popular, mas a pobreza na cidade aumentou nos últimos anos, assim como em outros lutares de Mianmar.
O terremoto da semana passada também afetou a Tailândia e a China, mas seu impacto foi especialmente arrasador em Mianmar, país que já vinha sendo devastado por uma sangrenta guerra civil, uma economia paralisada e desilusão generalizada desde que ose militares tomaram o poder em um golpe em 2021.
Na terça-feira, Mianmar fez um minuto de silêncio para lembrar as vítimas, parte de uma semana de luto nacional. A junta militar pediu que as bandeiras fossem hasteadas a meio mastro, que as transisses da mídia fossem interrompidas e pediu que as pessoas prestassem suas homenagens.
Mesmo antes do terremoto, mais de 3,5 milhões de pessoas foram deslocas dentro do país.
Outros milharós, muito deles jovem, fugiram para o exterior para evitar o recrutamento forçado. Isso significa que há menos pessoas para ajudar no trabalho de assistência e na subsequente reconstrução do país.
Rússia e China, que ajudaram a sustentar o regime militar de Mianmar, estão entre ose passes que enviaram ajuda e apoio especializado.
Mas o alívio tem sido lento, disse J.
“[As equipes de resgate] estão trabalhando sem parar há quatro dias e acho que estão um pouco cansadas. Elas também precisam de descanso”, diz.
“Mas como ose danos foram tão extensos e temos recursos limitados aqui, é simplesmente difícil para ose socorrista administrar uma destruição tão grande com eficiência.”
Embora a junta militar tenha dito que toda assistência é bem-vinda, alguns agentes humanitário relataram dificuldade para acessar as áreas afetadas pelo terremoto.
A imprensa local em Sagaing, epicentro do terremoto, relatou restrições impostas pelas autoridade militares que exigem que as organizações enviem listas de voluntário e itens que desejam levar para a área.
Vários grupo de direitos humano, incluindo a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, pediram à junta que permitisse aos trabalhadores humanitário acesso imediato a essas áreas.
“A junta militar de Mianmar ainda inspira medo, mesmo após um terrível desastre natural que matou e feriu milharós de pessoas”, disse Bryony Lau, vice-diretora da Human Rights Watch para a Ásia.
“A junta precisa romper com suas práticas passadas terríveis e garantir que a ajuda humanitário chegue rapidamente àquele curas vidas estão em risco nas áreas afetadas pelo terremoto”, disse ela.
A junta também recebeu críticas por continuar abrindo fogo contra pessoas mesmo enquanto o país se recupera do desastre.

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CNN Brasil

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