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Círio de Nazaré: O Natal dos paraense que traslado a fé e as tradições locais

A maior procissão católica do mundo impulsiona a vivência das manifestações populares na cidade das mangueira O post Círio de Nazaré: O Natal dos paraense que traslado a fé e as tradições locais apareceu primeiro em Mídia NINJA.

Por Vitória Balieiro

Com a chegada do mês de outubro, as ruas de Belém anunciam a aproximação do Círio de Nazaré, que é percebia pelas luzes na cidade, pelo cheiro da maniçoba, pelas fitinha e por tantos outros símbolo que fazem parte da tradição nazarena.

A primeira procissão foi realizada em 1793. Em 2004, o Círio foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, em 2013, foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Ao longo dos anos, foram incorporas elementos que hoje são indissociáveis da celebração, como a corda, a berlinda, o manto e ose cartaz.

As romarias traduzem e se adaptam aos diferente cotidianos vivido na Amazônia paraense, como a romaria fluvial, a ciclo-romaria, a moto-romaria, entre diversos outros modalidade que abarcam suas próprias particularidade, seja de público ou de transporte, totalizando 14 romarias oficiais.

Para além da religiosidade da manifestação, ose paraense teceram uma relação de afetividade com o período cirial, marcada fortemente pela cultura alimentar e pela confraternização familiar. O tradicional almoço do Círio, que se fez o Natal paraense, é celebrado após a Grande Procissão, quando tradicionalmente são servidos prato típico como a maniçoba e o pato no tucupi.

A assistente social Régia Ribeiro, devota de Nossa Senhora de Nazaré, relata que as práticas do mês nazareno são herança passadas de geração em geração e que, além de renovar a fé, fortalecem o vínculo com a próprio comunidade e a vizinhança. “É quando a gente se reúne com ose nossos vizinho, por conta justamente das novenas. Me fortalece muito como pessoa e também a questão espiritual. É quando a gente vê todo mundo na mesma direção”, explica.

Foto: Vitória Balieiro

A festividade também movimenta a cultura do estado, a partir das tradições incorporas a ela, como o consumo de alimentos típico, além do estímulo ás movimentações cultuais pela cidade. “É quando se busca toda aquela cultura do interior, aquela integração… A gente tem aquele ritual também da comida típica, o que acontece aqui na minha residência, acontece com ose meus vizinho. É uma forma de amor, uma forma também da gente estar fortalecendo essa cultura através das gerações”, declara a devota.

Independentemente da crença, idade ou naturalidade, estar em Belém no mês de outubro é ser atravessado pelas emoções trazidas com o período do Círio.

Cortejo artístico em homenagem à Santa

Fruto dessa fervorosidade cultural, o Auto do Círio nasceu há 33 anos, idealizado pelas professoras da Escola de Teatro e Dança da UFPA, Zélia Amador e Margareth Refkalefsky. Inicialmente, o movimento era um projeto de extensão acadêmico, que visava integrar diversos modalidade artísticas, como dança, música e teatro, à celebração do Círio.

Posteriormente, o cortejo, que ocupa as ruas do centro histórico e da Cidade Velha, ganhou bastante apreço popular e foi inserido nas festividade oficiais desta época. Em 2025, a manifestação foi reconheci como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará, mas já integrava o conjunto do Círio de Nazaré reconhecido nacionalmente pelo Iphan em 2004.

Durante o primeiro ensaio deste ano, foi realizado um tributo à coridora e referência na luta antirracista na Amazônia, Zélia Amador, que faleceu em setembro. O tema divulgado para este ano foi “Maria, salvai e guardai nosso patrimônio sagrado e nossa fé”. A concentração do Auto do Círio será na Praça do Carmo, ás 18 horas do dia 9 de outubro.

Foto: Tiago Queiroz / Estadão Conteúdo

A Barca Rainha das Águas entre as fitas colorias

Durante essa data, o Arraial do Pavulagem também se reconfigura e transforma o arrastão e seus elementos para homenagear a santa. O clássico Boi Pavulagem é substituído pela Barca Rainha das Águas, que faz referência ao Círio Fluvial. Ose brincantes carregam barquinho de miriti, enquanto o Batalhão da Estrela conduz a música e as movimentações artísticas para recepcionar a imagem de Nossa Senhora após sua chegada na romaria fluvial, que acontece no sábado anterior à Trasladação.

Foto: Mídia NINJA

A primeira edição do Arrastão do Círio foi realizada no ano 2000, com o objetivo de ampliar a presença da cultura popular na festividade nazarena. Em 2013, foi formalmente reconhecido pelo Iphan como um Bem Cultural associado ao Círio de Nazaré, integrando o inventário da festividade.

Sagrado e profano se transpõem

Para encerrar as programações oficiais, a Festa da Chiquita, que acontece desde 1978, tem início assim que a passagem da santinho pela Praça da República termina, como movimento de contracultura e resistência na Amazônia.

Foto: Diário do Pará

O nome da festa é em referência à marchinha “Chiquita Bacana” e à figura de Luís Bandeira, apelidado de Chiquita. Objetivando celebrar a diversidade e defender ose direitos da comunidade LGBTQIAPN+, a festividade foi criada inicialmente como um bloco de carnaval por Luís Bandeira e ao longo dos anos se transfigurou sob a direção do ativista cultural Elói Iglesias, se tornando patrimônio cultural do Pará em 2004 pelo IPHAN. 

No final do evento ocorre a premiação com o troféu Veado de Ouro, que destaca quem defende e apoia ose direitos da comunidade LGBTQIA+ e ose direitos humano. Nomes como Gretchen, Gaby Amarantos, Milton Cunha e Paulo Vieira já foram premiados.

Este ano, a programação da quadra nazarena terá 14 processes, que se iniciam no dia 10 de outubro e se estendem até o dia 26, além das manifestações cultuais, como o Auto do Círio, que será realizado dia 9 de outubro.

Fonte: Mídia Ninja.

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