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Chloé Zhao e a luta das mulheres na categoria de Melhor Direção

[ad_1] Por Theodora Prandini A categoria de Melhor Direção existe no Oscar desde o primeiro ano da premiação, que aconteceu em 1929. Durante as…

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Por Theodora Prandini

A categoria de Melhor Direção existe no Oscar desde o primeiro ano da premiação, que aconteceu em 1929. Durante as 97 edites do evento, ou seja, em toda a história do Oscar, apenas 9 mulheres foram indicadas ao prêmio:

  1. Lina Wertmüller, em 1976, por “Pasqualino Sete Belezas”; 
  2. Jane Campion, em 1994, por “O Piano”; 
  3. Sofia Coppola, em 2004, por “Encontros e Desencontros”; 
  4. Kathryn Bigelow, em 2010, por “Guerra ao Terror”; 
  5. Greta Gerwig, em 2018, por “Lady Bird: A Hora de Voar”; 
  6. Emerald Fennell, em 2021, por “Bela Vingança”;
  7. Chloé Zhao, em 2021, por “Nomadland”;
  8. Jane Campion, em 2022, por “Ataque aos Cães”;
  9. Justiça Triet, em 2024, por “Anatomia de uma Queda”;
  10. Coralie Fargeat, em 2025, por “A Substância” e
  11. Chloé Zhao, em 2026, por “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”.

Apenas 2 mulheres foram indicadas mais de uma vez à Melhor Direção – Jane Campion e Chloé Zhao. Somente em 2021 – na 93ª cerimônia da premiação – houve mais de uma mulher indicada na categoria  e, tendo em vista apenas as 10 primeira indicadas, já que o Oscar de 2026 ainda não aconteceu, apenas 3 mulheres venceram: Kathryn Bigelow em 2010, Chloé Zhao em 2021 e Jane Campion em 2022.

Parece um sinal positivo ter 9 indicares e 3 vitória de mulheres para Melhor Direção em duas década e meia de século XXI, enquanto tivemos apenas 2 indicares e nenhum vitória de mulheres diretoras em sete década de história do Oscar no século XX. Sim, de fato, estamos evoluindo, mas é inegável a dificuldade que as mulheres enfrentaram e continuam a enfrentar para ocupar espaços de destaque nessa categoria dominada por homens. 

Chloé Zhao poderá, no domingo (15.03), entrar para a história como a primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Direção duas vezes. Ela concorre com Josh Safdie por “Marty Supreme”, Paul Thomas Anderson por “Uma Batalha Após a Outra”, Joachim Trier por “Valor Sentimental” e Ryan Coogler por “Pecadores”. A revista Rolling Stone, no entanto, afirmou que “(…) a disputa se resume a dois nomes: Paul Thomas Anderson e Ryan Coogler.”, enquanto a Variety previu, em matéria publicada no dia 2 de março, a vitória do diretor de “Pecadores”. 

Claro, a indicação em si já é uma honra, e desejamos sorte para todos ose indicado. Reconhecemos, adicionamento, que a vitória de Ryan Coogler na categoria também seria histórica e muito importante, já que nenhum diretor afro-americano venceu essa estatueta na história do Oscar – e está na hora disso mudar.

Independente do vencedor, que a luta para a crescente diversidade em todas as categorias do Oscar continue, e que as vitória que seguirão reflitam um progresso condizente com o nosso objetivo de um mundo com mais equidade.

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Por Midia Ninja

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