Pular para o conteúdo
DóLAR R$ 5,48 ▼ 0,11% EURO R$ 6,16 ▼ 0,19% BITCOIN R$ 418.060 ▼ 4,88% QUINTA-FEIRA, 05/11/2026 16:30
Mundo

Chefe do Pentágono desafia ‘onda azul’ e diz que pedidos de impeachment ‘não funcionarão’ contra ele

1 de 1 O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, no Panamá em 13 de agosto de 2026 — Foto: Aris Martinez/REUTERS O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, no Panamá em 13 de agosto de 2026 — Foto: Aris Martinez/REUTERS O secretário de Guerra dos Estados Unidos e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse que pedidos de impeachment contra ele "não funcionarão". A declaração foi dada em…

1 de 1
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, no Panamá em 13 de agosto de 2026 — Foto: Aris Martinez/REUTERS

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, no Panamá em 13 de agosto de 2026 — Foto: Aris Martinez/REUTERS

O secretário de Guerra dos Estados Unidos e chefe do Pentágono, Pete Hegseth, disse que pedidos de impeachment contra ele “não funcionarão”. A declaração foi dada em um vídeo publicado em suas redes sociais nesta quinta-feira (5).

Rumores de um eventual pedido de impeachment ganharam força após o Partido Democrata conquistar maioria dos assentos no Congresso.

  • MAPA mostra como ficou o Congresso após derrota do partido de Trump

Com a ‘onda azul’, congressistas dos EUA poderiam protocolar o afastamento do secretário. Segundo a TV CNN Internacional, esse movimento poderia ocorrer já na próxima semana – antes mesmo da posse dos novos deputados, em janeiro.

“Assim como o presidente, nós não recuamos”, disse Hegseth. “Os próximos meses e anos são cruciais para o nosso departamento”, continou.

“Eles me atacam, nos atacam, porque somos eficazes. Não vai funcionar. Nós não vamos recuar. Vamos colocar a América e o combate em primeiro lugar sempre, sem pedir desculpas. E essa briga continua no Congresso em transição, especialmente com o nosso histórico e vital orçamento”.

O chefe do Pentágono também comparou sua situação a experiências passadas pelo presidente Donald Trump.

“Um congressista rancoroso e derrotado, junto com todos os seus aliados democratas, também apresentou artigos de impeachment de fachada contra mim, assim como tentaram duas vezes contra o presidente Trump. […] Não funcionou contra o presidente Trump, e não vai funcionar comigo”, afirmou Hegseth.

Segundo reportagem da CNN Internacional, o Partido Republicano está buscando um bode expiatório após a derrota nas eleições legislativas, e a guerra do Irã foi apontada tanto pelo presidente Trump quanto pelo vice-presidente J.D. Vance comoo motivo que causou a “onda azul”.

Os deputados republicanos estariam trabalhando para colocar a culpa da derrota em Hegseth, argumentando que ele teria desempenhado um papel determinante em iniciar o conflito.

“A mudança de discurso está começando” em relação à guerra e a Hegseth, disse à emissora uma ex-autoridade de alto escalão do Pentágono.

Na quarta-feira (5), Donald Trump reconheceu que a guerra no Irã influenciou o resultado eleitoral, principalmente por causa da alta dos combustíveis, mas disse que “faria tudo de novo”.

Já o vice J.D. Vance, que nos bastidores sempre se posicionou contra o conflito, foi mais direto: “O motivo pelo qual perdemos foi a guerra. O próprio presidente disse isso ontem à noite”.

Guerra no Irã aumentou custo de vida

A guerra contra o Irã, iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro, provocou uma disparada nos preços dos combustíveis, nas passagens aéreas e na inflação geral. Estimativas apontam que a guerra custou o equivalente a até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) aos cofres americanos, segundo fontes do Pentágono.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos na véspera das midterms mostrou que cerca de 48% dos eleitores americanos apontaram o custo de vida como a principal questão na hora de votar nas eleições de meio de mandato.

Além disso, apenas 25% dos eleitores consideram que a ação militar valeu o custo, enquanto 55% dizem que não valeu. Outros 18% não tinham certeza.

Trump argumentou que a guerra era necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares e, após os ataques, chegou a afirmar que o conflito acabaria rapidamente. Após meses de declarações contraditórias e de um acordo de cessar-fogo fracassado, a guerra continua, mas em menor intensidade.

O ataque mais recente dos Estados Unidos teria sido na última segunda-feira (2) contra a ilha iraniana de Qeshm, segundo informou o jornal The Wall Street Journal, citando autoridades americanas.

Fonte: G1.

Compartilhe esta matéria:
Portal Inhaí

Portal Inhaí

Confira as notícias e colunas publicadas por Portal Inhaí no Portal Inhaí.