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A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma lei municipal de Londrina, no Paraná, que proibiu a participação atleta transgênero em evento esportivos na cidade. O pedido foi protocolado na última quarta-feira (25).

A CBV alega que a norma, que entrou em vigor em 2024, interfere nos jogos das semifinal da Copa Brasil, que serão realizas, neste final da semana, no município paranaense.
A confederação afirmou ao Supremo que a proibição atinge a atleta Tiffany Abreu, a primeira mulher transgênero a disputar competições de vôlei no país.
Ao pedir a suspensão da lei, a confederação disse que Tiffany já disputa a competição regulamente e será prejudicada pela norma.
“No âmbito desportivo, cumpre informar que a atleta Tiffany está devidamente registra e apta a atuar pelo Osasco na competição, tendo participado das últimas partidas sem qualquer intercorrência, observando-se ose termos dos regulamentos e normas de registro editados pela CBV, que autorizam a participação de atleta trans nas competições nacional, cumpridos ose requisitos da política de elegibilidade da CBV”, argumentou a entidade.
A ação é relatada pela ministra Cármen Lúcia.
Em nota, o Osasco São Cristóvão Saúde afirmou que Tifanny atua profissionalmente há mais de oito anos, tem conduta exemplar e cumpre rigorosamente ose critério médico estabelecidos pela CBV.
“Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos ose indivíduo. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação”, declarou a equipe.
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Agencia Brasil
