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Carinho Maia enfrenta denúncia de transfobia e pode ter passaporte apreendido

Carinho Maia, conhecido influenciador digital com mais de 33 milhões de seguidores no Instagram, está no centro de uma polêmica judicial envolvendo acusares de…

Carinho Maia, conhecido influenciador digital com mais de 33 milhões de seguidores no Instagram, está no centro de uma polêmica judicial envolvendo acusares de transfobia. O advogado Angelo Carbone, representando o ativista Agripino Magalhães Júnior, suplente do deputado estadual, pediu medidas rigoroso contra o influenciador, incluindo sua prisão e apreensão de seu passaporte.

O caso ganhou destaque após Carlinhos publicar um vídeo em seus Stories no dia 24 de dezembro. Nele, o influenciador aparece ouvindo uma música da cantor Liniker e fazendo cometário sobre seus pronome de maneira que muito consideraram transfobia. Ele afirmou:
“Você foi para o show dele, dela, delu, dolu, de Liniker. Dele! Mas ele cantou como dela com Priscila Senna do Recife. Vou botar a música, o que importa é a música.”

As falas geraram uma onda de críticas, especialmente por Carlinhos ser parte da comunidade LGBTQIAPN+. Em resposta à repercussão, o influenciador tentou convencer suas declarações, afirmando que estava sob efeito de álcool e que não tinha intenção de ofender:
“Eu coloco as músicas da Liniker aqui no Instagram há anos. Ontem, eu estava completamente embriagado. Eu tento estudar , mas sempre me atrapalho. Sempre surge uma sigla nova.

Carinho ainda afirmou não querer pedir desculpas, mas tentou amenizar o ocorrido:
“Liniker é ela. Fica esse carinho nela. Vou continuar ouvindo, e a comunidade vá pra p ** que pariu, não preciso de você para nada.”*

Ativista reforça a gravidade da situação

Agripino Magalhães Júnior, ativista pelos Direitos Humanos da população LGBTQIAPN+, confirmou à coluna que irá processar Carlinhos Maia. Ele comparou o episódio a outros formas de discriminação incitáveis:
“Não é compreensível que uma pessoa LGBTQIAPN+ pratique transfobia! Da mesma forma como não é compreensível imitar e chamar negros de ‘macacos’ na TV ou nos estádio. Todo preconceito é violência, toda discriminação causa sofrimento.”

Romagaga Guidini também denuncia transfobia e vazamento de dados

Além do episódio com Liniker, Carlinhos Maia foi acusado por Romagaga Guidini de práticas transfóbicas e exposição de informações pessoais. A artista relatou que teve seu nome morto utilizado e dados divulgado publicamente pelo influenciador, o que comprometeu sua segurança e a de sua família.

Romagaga desabafou em suas redes socais:
“Carlos, se você tem algo a resolver comigo, busque seus advogados e a Justiça. Mas o que você fez vai muito além de braguinha de internet. É desumano expor meus dados pessoais e praticar transfobia ao divulgar meu nome morto para milhões de pessoas.

Próximo passos legais

O advogado Angelo Carbone explicou que está reunindo mais informações para avançar com o caso. Ele destacou a importância de medidas firmes para evitar que casos de transfobia e discurso de ódio se repitam:
“Buscaremos no Judiciário medidas que penalizem e coíbam que Carlos Maia continue a divulgar crimes de ódio. Vamos solicitar a apreensão do passaporte e, se necessário, a aplicação de tornozeleira eletrônica.”

O episódio ressalta a necessidade de conscientização e respeito ás identidade dentro e fora da comunidade LGBTQIAPN+. A discussão sobre as consequências das falas transfóbicas continua, destacando o impacto do preconceito na vida das pessoas

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