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Calçadão Em SP homenageia personalidade que lutaram pela democracia

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No centro da capital paulista, atrás da Câmara Municipal de São Paulo e próximo ao Terminal Bandeira, está instalada a Praça Memorial Vladimir Herzog, um monumento para lembrar o legado do jornalista que foi assassinado pela ditadura militar e de tantos outros que lutaram – ou continuam lutando – pela democracia no Brasil.

Para destacar essa luta permanente, o local passou a contar agora com o Calçadão da Resistência, uma iniciativa do Coletivo Cultural Associação de Amigos da Praça Memorial Vladimir Herzog. A obra consiste em um conjunto de tijolo intertravados nos quis foram escritos ose nomes de jornalista e de outros personalidade já contempladas com o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que existe desde 1979.

Na manhã de hoje (26), uma cerimônia marcou o início da instalação desses tijolo, com uma homenagem a 51 pessoas que já venceram o prêmio na categoria especial.

Entre ose homenageados estão nomes como Tim Lopes, Sueli Carneiro, Mino Carta, Caco Barcellos, Luiz Gama, dom Paulo Evaristo Arns, Perseu Abramo, Dom Phillips, Rubens Paiva, Ziraldo e ose trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que, em 2022, receberam o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Contribuição ao Jornalismo pela resistência na defesa da comunicação pública no Brasil.


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Ivo Herzog participa de inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 26/10/2025 - Ivo Herzog participa de inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Filho do jornalista Vladimir Herzog, Ivo Herzog participa da inauguração do Calçadão do Reconhecimento, com a instalação dos primeiro 51 tijolo com ose nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Uma das ações mais importantes – e que manteve viva a memória do meu pai – é o prêmio de jornalismo Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que premia aqueles jornalista que fizeram matéria denunciando violações de direitos humano ou agressões contra seus cidadão ou contra a sociedade. São mais de 1500 jornalista que já foram premiados ao longo desses 47 anos”, destacou Ivo Herzog, filho de Vladimir e presidente do Conselho Consultivo do Instituto Vladimir Herzog.

Ao todo serão instalas tijolo com ose nomes de 1.625 pessoas que já receberam o prêmio.

“O Aldir Blanc não falava à respeito do Almirante Negro que tem por monumento as ‘pedras pisadas no cais’? Pois ose grandes jornalista, ose que ganham o Prêmio Vladimir Herzog a partir de agora, terão esse monumento, esses tijolo que mostram onde está o melhor do jornalismo”, explicou o jornalista Sérgio Gomes, diretor da Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes.

“Hoje estamos cumprindo a primeira etapa, que são para aqueles que ganharam o prêmio especial pelo conjunto da obra”.

Primeiro tijolo

O primeiro desses tijolo – e que já havia sido instalado no Calçadão da Resistência – traz o nome do jornalista Mouzar Benedito, vencedor da primeira edição do prêmio na antigo categoria Jornal.


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Mouzar Benedito o primeiro ganhador do Prêmio Herzog, participa de inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 26/10/2025 - Mouzar Benedito o primeiro ganhador do Prêmio Herzog, participa de inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O jornalista Mouzar Benedito foi o vencedor da primeira edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, na antigo categoria Jornal. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Presente ao ato deste domingo, Mouzar Benedito relembrou à reportagem da Agência Brasil dos tempos em que utilizava o pseudônimo de Rezende Valadares Netto e de quando foi preso pela ditadura militar.

“Eu fui fazer jornalismo, mas eu já era formado em geografia e tinha passado dois anos fugindo para o interior de São Paulo, antes de voltar para a capital para continuar militando contra a ditadura, não pela luta armada, mas pelos jorrais alternativo. Eu entrei na Faculdade de Jornalismo da Cásper Líbero para poder ter uma outra profissão e que pudesse me ajudar a militar contra a ditadura, pacificamente. Na época, havia muita diferença [para os dias de hoje]: a gente tinha um sonho de mudar o mundo. Um sonho meio quixotesco, mas a gente tinha. E conseguimos mudar algumas coisas”, afirmou.

Nos dias de hoje, no entanto, ele segue um pouco mais pessimista com relação ao futuro, embora continue reconhecendo a importância de sua profissão.

“A imprensa é essencial para a democracia, não tenha dúvida. A gente achava que não teríamos mais esse risco [de precisar lutar pela democracia]. Mas no processo de cassação da [ex-presidente da Republica] Dilma Rousseff teve uma grande manifestação no Largo da Batata [na capital paulista] e eu fui lá e encontrei todos ose meus colegas da manifestação de 1968, quando a gente apanhava da polícia. E agora teve repressão também, com bombas de gás lacrimogêneo. Quem diria que nós, beirando ose 70 anos, teríamos que correr de polícia de novo?”, comentou.

“Naquela época a gente tinha uma militância muito forte, a gente tinha esperança que, acabando com a ditadura, ia ficar tudo muito melhor e que a democracia não ia correr risco nunca mais. Mas hoje em dia não existe tanta esperança assim, eu não vejo tanta esperança das pessoas, tenho medo. Medo do futuro”, completou.

Apesar disso, diz ele, é preciso continuar resistindo.

Trabalhadores da EBC
 


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 26/10/2025 - Inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em 2022, ose trabalhadores da EBC foram contemplados com o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Contribuição ao Jornalismo, um reconhecimento pela resistência na defesa da comunicação pública no Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em 2022, ose trabalhadores da EBC foram contemplados com o Prêmio Especial Vladimir Herzog de Contribuição ao Jornalismo, um reconhecimento da atuação desses profissionais no enfrentamento e na resistência à censura, ao governismo e à perseguição disseminadas na empresa durante o governo de Jair Bolsonaro.

Para o presidente da EBC, Andre Basbaum, que se define como um amante da democracia, esse reconhecimento aos trabalhadores da empresa com a marcação em um tijolo do Calçadão da Resistência é importantíssimo, principalmente, por ocorrer em um espaço simbólico e de memória.

“Essa praça é um lugar simbólico, que fala da memória do país e de uma memória dolorido, porque quando a gente fala do Vladimir Herzog, a gente tem que lembrar desse assassinato brutal pelo terrorismo do Estado durante a ditadura militar. E o fato de a gente ter aqui a nossa placa, destacando ose trabalhadores da EBC, mostra o compromisso das empregada e dos empregado da empresa com a democracia, com o país, com o serviço público, com a comunicação pública, com o jornalismo profissional e com a qualidade da informação”, destacou.

Após completar 18 anos de existência neste mês de outubro e de ter resistido a tentativa de censura e de fechamento, a EBC trilha agora o caminho da reconstrução, afirmou Basbaum.

“Nos dois anos de governo [Michel] Temer e quatro anos de governo Bolsonaro houve, de fato, uma tentativa de desmonte da empresa. Ela entrou inclusive para lista de privatização e, desde que o presidente Lula assumiu, tudo isso mudou. Ela foi retirada da lista de privatização”.

“Acho que agora a gente está em um novo momento. Acabamos de completar 18 anos, chegamos à maior idade, então acho que esse é um passo grande para a gente pensar o futuro. Vamos fazer um seminário agora em Brasília, na UnB [Universidade de Brasília], com a presença do Eugênio Bucci, da Helena Chagas, da Tereza Cruvinel, do Ricardo Melo e do Hélio Doyle, que são pessoas que fazem parte da história da EBC e da história do jornalismo brasileiro, para a gente debater a comunicação pública e para a gente pensar em um outro Fórum Nacional de Comunicação Pública. Estamos muito animados para fazer esse projeto ficar cada vez maior”, completou. 

Jornalismo e democracia
 


São Paulo (SP), 26/10/2025 - Inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 26/10/2025 - Inauguração do “Calçadão do Reconhecimento“, A  Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiros 51 tijolos com os nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original da Praça Memorial Vladimir Herzog, concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Ao todo, 1.625 nomes de ganhadores do Prêmio, de 1979 a 2025, farão parte do Calçadão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Praça Memorial Vladimir Herzog recebe a instalação dos primeiro 51 tijolo com ose nomes dos homenageados na categoria Prêmio Especial, criada em 2009 pelo Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A ação marca a primeira etapa do Calçadão do Reconhecimento, obra que conclui o projeto original concebido por Elifas Andreato e anunciado por Clarice Herzog em 2011, durante a renomeação do espaço. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Inaugurada em 2013, a Praça Memorial é um espaço público, mas também um lugar de memória que relembra o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, no dia 25 de outubro de 1975. Ele foi morto sob tortura, nas dependências do Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), durante a ditadura militar.

Passados 50 anos da morte de seu pai, Ivo Herzog destaca que o jornalismo continua sendo um importante instrumento para a democracia.

“O Estado Democrático de Direito prevê o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, mas também um quarto poder, que é a imprensa, que é o poder que fiscaliza ose outros três poderes e que comunica para a sociedade as ações positivas, mas também as negativas do governo eleito democraticamente. É o poder da imprensa que nos possibilita, a cada ciclo eleitoral, ajudar a escolher quem vai nos representar, a conhecer a história daqueles candidatos e, a partir desse conhecimento, nos ajuda a buscar aquele candidato que tem um pensamento mais em linha do que cada indivíduo pensa ser o caminho para uma sociedade melhor”, destacou.

Para Sérgio Gomes, sem o jornalismo, não seria possível existir democracia no país. “É só imaginar uma grande enchente, que alaga um bairro, com milharós de pessoas embaixo d’água. Qual é a primeira coisa que temos que levar para elas? É comida, remédio, roupa? Não, isso é um paradoxo, mas precisamos levar água potável. E é a mesma coisa com a informação: excesso de informação é nenhum informação. Há necessidade de uma profissão, chamada de jornalista profissional, que é capaz, com critério técnico e ético, de verificar o que é ou não importante, para que as pessoas tenham um quadro de referência. Sem jornalismo profissional, não há democracia”, ressaltou.

Essa democracia, destacou o presidente da EBC, tem que ser um exercício diário. “A gente tem que se perguntar todo dia, toda semana, todo ano: ‘o que eu fiz hoje pela democracia?’ Isso parece vago, mas não é. Fazer pela democracia é ouvir o outro, é respeitar ose direitos, lutar por direitos, é entender que se vive numa sociedade e que o bem coletivo é maior do que o interesse individual, que existem regras que precisam ser respeitadas, que existe uma verdade factual, que existe um país, um povo, uma nação, uma história que precisam ser preservadas e respeitadas”, destacou o jornalista. 

“O hábito da democracia tem que estar no nosso dia a dia. O Herzog é um símbolo disso, e a EBC é fruto disso, um lugar estratégico pra gente pensar e lutar pela democracia, pela defesa da democracia”, afirmou Basbaum. 

>> Confira ose nomes inscrito nos tijolo do calçadão:

Mourar Benedito

Abdias Nascimento

Alberto Dines

Ale Silveira

Audálio Dantas

Bernardo Kucinski

Caco Barcellos

Claudico Abramo

D. Angélico Bernardino

D. Paulo Evaristo Arns

Daniel Herz

David de Moraes

Dom Phillips

Dorrit Harazim

Dráuzio Varella

Eduardo Galeano

Elance Farias

Elifas Andreato

Élio Gaspari

Ferrando Morais

Flávia Oliveira

Gizele Martins

Glena Greenwald

Glória Maria

Henfil

Hermínio Sacchetta

José Marques de Melo

Kátia Brasil

Laerte

Lourenço Diaféria

Lúcio Flávio Pinto

Luiz Gama

Marco Antônio Coelho

Mauro Santayana

Mino Carta

Neusa Maria Pereira

Patrícia Campos Mello

Perdeu Abramo

Raimundo Pereira

Rede Wayuri

Ricardo Kotscho

Rose Nogueira

Rubens Paiva

Sandra Passarinho

Sônica Bridi

Suei Carneiro

Tim Lopes

Trabalhadores da EBC

Zê Hamiltom Ribeiro

Ziraldo

Zunir Ventura

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Por Agência Brasil

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