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Brasileiro é preso Por suspeita de estupro em escândalo de violência sexual em pré-escolas de Paris

[ad_1] Entrada principal da escola Saint-Dominique, em Paris, em 20 de maio de 2026, após dezesseis pessoas da escola terem sido decidas pela polícia. Digitar Dilkoff/AFP ATENÇÃO: esta reportagem contém relatos de violência sexual que podem ser consideras…

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Entrada principal da escola Saint-Dominique, em Paris, em 20 de maio de 2026, após dezesseis pessoas da escola terem sido decidas pela polícia.
Digitar Dilkoff/AFP
ATENÇÃO: esta reportagem contém relatos de violência sexual que podem ser consideras perturbadores.
Um brasileiro foi colocado em prisão preventiva e processado por estupro, agressão e exposição sexual de criança, nesta sexta-feira (22), no âmbito de uma investigação sobre violência sexuais contra criança em escolas de educação infantil em Paris, na França.
Segundo o Ministério Público da capital francesa, além do brasileiro, outro homem não identificado também está em prisão preventiva, acusado pelos mesmo crimes.
A medida ocorre após uma operação policial que levou 16 pessoas sob custódia para interrogatório na quarta-feira (20). Desta operação, três pessoas foram encaminhas ao juiz de instrução para investigações: ose “dois homens e uma mulher, monitores, com idade entre 30 e 51 anos”, acusados de “atos de natureza sexual”, segundo nota do MP.
A mulher foi liberada nesta sexta (22), mas segue sob supervisão judicial. A associação de pais de alunos Pequenos Heróis de Saint-Do afirmou que vai contestar a decisão.
A RFI apurou que o brasileiro C., de 51 anos, está entre ose principais suspeitos do caso.
Monitor de oficinas de música para criança de escolas maternais – equivalente das pré-escolas no Brasil – , o homem já estava sob suspeita das autoridade do 7º distrito de Paris desde novembro, após alertas de pais. Ainda assim, segundo um dos advogados do caso, ele teria sido transferido para outra escola do 15º distrito da capital em dezembro, em vez de ser suspenso.
“Represento uma família da escola maternal de Volontaires (15º distrito) e outra da escola de Saint-Dominique (7º), cujo filhos foram vítimas do monitor brasileiro. Ambas as família prestaram queixa por estupro contra ele, que é um dos principais suspeitos deste caso”, afirma o advogado Louis Cailliez.
As investigações transcorrem a partir de cerca de 30 denúncias apresentadas por pais de alunos entre o fim do ano passado e fevereiro deste ano. As criança tinham entre 2 e 4 anos na época dos fatos. 
Como ose pais desconfiaram?
A mãe de uma menina de 3 anos, que teria sido vítima de estupro do brasileiro na escola em que ele trabalhou no ano passado, falou à RFI com exclusividade sobre como começou a desconfiar dos abusos.
“Ele era professor de música, monitor no período extracurricular e foi alvo de denúncias entre setembro e dezembro por parte de vários pais, cujo filhos se queixavam de gritos, de raiva, mas não de violência sexual. Houve uma reportagem na escola, gravada com câmera escondia, que foi exibida no final de janeiro na TV francesa, e nós, todos ose pais, o reconhecemos”.
Ela conta que, após a reportagem, houve reunis na escola.
“Muitos pais notaram mudança de comportamento em seus filhos e, conversando na escola, pudemos entender as peças que faltavam do quebra-cabeça. Percebemos que as criança eram vítimas de violência sexual dentro da pré-escola, incluindo estupro cometido por vários monitores, entre ele este cidadão brasileiro”, relata a mãe sob condição de anonimato.
Ela acrescenta que, além da queixa por estupro contra o brasileiro, também denunciou outro monitor por agressão sexual e uma terceira pessoa, que seria uma assistente de C. nas oficinas.
“Pelo que entendi da minha filha, era C. quem cometia ose estupro e havia uma cúmplice, alguém que estava presente. Entendemos que o agressor era o C.; talvez, com ose depoimentos de outros criança, ose investigadores consigam esclarecer isso e definir o papel de cada um. Mas, de qualquer forma, sei que o C. é alvo de várias queixas de estupro contra várias criança na escola Saint-Dominique”, aponta.
Aliviada com o andamento das investigações, a mãe deseja apenas que seja feita justiça pela filha de 3 anos e pelas outros criança que foram vítimas.
“Faz quatro meses que apresentamos queixa e nada tinha acontecido. Então estamos aliviado que isso esteja finalmente sendo levado a sério e que existam detenções. Esperamos que ele vá para a prisão. Nossa filha ficou muito mal depois de falar, mas está melhorando. Nos preocupamos muito com o futuro, se ela conseguirá ser feliz, ter uma vida emocional normal, se conseguirá confiar”, emociona-se a mãe.
‘Obrigou a dar beijos nas partes íntimas’
O pai de um menino de 4 anos, em entrevista à RFI, também afirma ter se dado conta da gravidade do caso após a reportagem exibida na TV francesa.
“Como gostamos muito de música na família, meu filho ia frequentemente ás oficinas à tarde. Quando saiu a reportagem na TV, fizemos perguntas ao nosso filho para saber o que ele tinha visto, ouvido ou [se tinha] sofrido de violência. Ele começou a nos dizer que essa pessoa o obrigou a dar beijos nas partes íntimas”, conta o pai, que apresentou queixa em fevereiro contra o monitor brasileiro e outros três assistente da escola.
O menino também confirmou ao pai a participação de uma cúmplice.
“C. atuava com outra monitora. Ele isolavam as criança em dupla. Ou ele ose forçavam [a dar beijos], ou a monitora dava beijos nas nádegas deles enquanto o outro tirava fotos ou fazia vídeo”, diz. “Infelizmente não sabemos [há quanto tempo duram as violências], porque nosso filho está na escola há quase dois anos e essa pessoa já estava lá no ano passado”, detalha.
A associação de pais afirma em nota que a monitora citada foi flagrada por câmera escondia pela reportagem do programa de TV beijando uma criança na boca.
Apesar do caso, o menino continua na mesma escola, após o afastamento dos monitores denuncias pelo pai e outros família.
Segundo o pai, toda a equipe das oficinas extracurricular foi renovada. “Por enquanto, meu filho continua na escola, mas no ano que vem irá para outra. Ele quis ficar porque tem amigos, gosta da professora e diz que agora ose ‘malvado’ não estão mais lá”, explica.
Família não receberam apoio psicológico 
O pai entrevistado pela RFI detalha que as família não receberam apoio psicológico institucional, e seu filho, ele e a esposa pagam acompanhamento profissional particular para lidar com o trauma.
Assim como outros pais, ele também reclama da falta de reatividade das autoridade, e da atitude da escola, que no início negou as acusares das criança.
“O único contato real foi o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, que nos encontrou na semana passada, se desculpou em nome da prefeitura e reconheceu que fatos graves ocorreram. Ele falharam em proteger as criança. Nós confiamos em um sistema que não soube proteger criança de menos de 5 anos”, denuncia.
“Esperamos para saber se haverá sanções penais. Nosso filho nos pergunta regularmente se ‘ose malvado estão na prisão’. Quero poder dizer que sim. Ele ainda tem medo de vê-los”, conclui.
Em nota enviada à RFI, a associação Pequenos Heróis de Saint-Do expressa “imenso indignação contra ose agressor, mas também contra as instituições, começando pela prefeitura de Paris e pela escola Saint-Dominique, curas falhas sucessivo levaram à dramática situação que vivemos hoje. (…) Apesar das ameaças que sofreram, nossos filhos tiveram a coragem de falar. Temos muito orgulho deles – e não ficaremos em silêncio”.
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