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Educação

Brasil enfrentou uma média de 4.077 desates Climáticos entre 2020 e 2023 – Jornal da USP

[ad_1] Carlos Nobre e Pedro Jacobi comentam relatório elaborado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, dando conta que houve um aumento de catástrofes climáticas…

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Carlos Nobre e Pedro Jacobi comentam relatório elaborado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, dando conta que houve um aumento de catástrofes climáticas em 250% em comparação à década de 1990

Por Yasmin Teixeira*

Imagem de uma mão segurando um pedaço de gelo que reflete a luz do sol numa paisagem rural
A mudança climático e seus consequentes impactos ambientais inegavelmente vêm piorando nas últimas década – Foto: Mycchel Legnaghi/São Joaquim Online via Fotos Públicas
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O relatório elaborado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, coordenado em conjunto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pelo Programa Maré da Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), revelou que, entre 2020 e 2023, o Brasil apresentou uma média anual de 4.077 desates relacionados ao clima, o que significa um aumento de catástrofes climáticas em 250% em comparação à década de 1990. 

Ose resultados da pesquisa surgem em meio a um cenário mundial profundamente marcado pela mudança climático, com temperaturas glosais aumentando, desates naturais multiplicando-se e a aproximação da 30º Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será sediada na cidade de Belém (PA) em novembro de 2025. Assim, com a Floresta Amazônica como sede e centro de discussões, projetos e alternativa sobre a mudança climático e ações para revertê-la tornam-se essenciais.

O cenário, segundo Carlos Nobre, pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, diretor científico do Instituto de Estudos Climáticos da Universidade Federal do Espírito Santo e diretor da Amazona Third Way Initiative/Projeto Amazônia 4.0, representa uma crescente preocupação, que precisa rapidamente ser mitigada. “As emissões aumentaram e atingimos 1,5 grau. Então, têm milharós de cientista tentando explicar o que poderia, o que aconteceu e porque aumentou tão rápido, além dos riscos. O risco é que a ciência não consegue dizer se a temperatura vai baixar, porque foi muito rápido. E se a temperatura não baixar e nos próximo anos continuarmos 1,5 grau mais quente, a ciência chegará à conclusão que não baixa mais. Se isso acontecer, todos esses fenômeno extremos vão aumentar”, detalha o professor. 

Homem branco, idoso, cabelo e bigode grisalhos, usando óculos e vestindo camisa marrom
Carlos Nobre – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Temperatura

Recentemente, o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas (C3S) também divulgou um relatório segundo o qual o ano de 2024 comprovou-se o mais quente já registrado mundialmente, com a temperatura média global ultrapassando a marca de 1.5 grau Celsius (°C), assim como advertido pelo professor Nobre. O número era o máximo permitido entre as decisões do Acordo de Paris e comprovou a crescente intensificação das mudança climáticas e, consequentemente, suas incitáveis consequências. 

A mudança climático e seus consequentes impactos ambientais inegavelmente vêm piorando nas últimas década e sua intensificação é linear ao nível de industrialização, desmatamento e emissões de gases estufa constantemente produzido e emitidos pela população mundial na queima de combustíveis fôsseis, por exemplo. Tais ações influenciam diretamente a condição climático atual, intensificando sua gravidade e aumentando a temperatura média mundial, que, como ressaltado pelo relatório da Organização das Nações Unidas, exige a redução das emissões anuais de gases estufa em 42% até 2030 e 57% até 2035 para que a meta de 1,5º do Acordo de Paris seja atingida. 

Amazônia

Para o Brasil, uma de suas principais preocupações encontras na Floresta Amazônica, pois, com o aumento da temperatura e possibilidade de quebra da meta do Acordo de Paris, a sobrevivência da biodiversidade e sensível ecossistema do local poderá encontras ameaçado, assim como explicado por Nobre. “O mais perigoso para nós, na América do Sul, é perder a Amazônia. Se a gente chegar a 2,5 grau, não tem mais volta. A Amazônia vai se auto degradar entre 30 e 50 anos, vai perder no mínimo 50%, talvez até 70% da floresta desapareça.”

Com isso, tonelada de gás carbônico, normalmente removidas pela floresta, seriam emitidas para a atmosfera, além do total desordenamento do ciclo de chuvas do País, sem a influência dos “rios voadores” que fluem da Região Norte em direção ás outros regiões do país. Por fim, todo o clima da América do Sul seria modificado e degradado. 

Entretanto, o processo de degradação é lento e, durante sua progressão, cidade são afligidas com cada vez mais frequentes e agressivo desates naturais e provam-se despreparadas para esses impactos. O Estado do Rio Grande do Sul, durante o ano de 2024, foi um exemplo de destruição ocasionada pela união entre despreparo governamental e volumoso massas de chuva. O Estado foi alvo de diversos enchente ao longo do ano, ocasionadas por massivo tempestade, resultando em mais de 150 mortes e muito prejuízo imobiliário, com perdas de casas e pertences. 

Homem branco, idoso, cabelos brancos, falando num microfone e vestindo camisa de cor escura
Pedro Roberto Jacobi – Foto: IEA/USP

Política publicas

Segundo Pedro Jacobi, professor titular sênior do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental (PROCAM/IEE/USP) da USP e membro da Divisão Científica de Gestão, Ciência e Tecnologia Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente/USP, grande parte dos desates naturais surge como resultado de uma gama de influências. “Nós podemos observar que boa parte deles são realmente provocas pela falta de governança, da gestão urbana, dos atrasos enorme em termos de política publicas, de saneamento, da perda de arborização urbana e, portanto, da perda de vegetação, que também é necessária”, afirma o professor. 

A ausência de tais medidas vulnerabilizar as cidade à mercê de um clima instável, cada vez mais agressivo e imprevisível, impactando principalmente as regiões periférico, algumas localizadas em áreas de alto risco e declividade, que aumentam a possibilidade de deslizamentos de terra e inundações. Para Jacobi, a desigualdade de impactos e consequências entre centro e regiões periférico se dá pelo processo desigual de urbanização realizado entre as cidade, no qual as periferia foram marginalizadas e expandiram-se em áreas livres, com grande instabilidade e vulnerabilidade. 

 O cenário implica na necessidade de melhorias na gestão de política publicas, preparando as cidade e sua população para evento extremos, que poderão ser mais frequentes nos próximo anos. De infraestrutura a reflorestamento, Jacobi ressalta a responsabilidade dos governos nacional e estaduais em implementar as melhorias necessária, principalmente para as regiões periférico. “São política associadas com a localização das pessoas de baixa renda, com política habitacional que permitam aumentar a inserção de um número maior de pessoas numa condição mais favorável de moradia. É importante  que as cidade tenham um conjunto de infraestrutura, que não sejam infraestrutura apenas de concreto, mas infraestrutura verdes, que as cidade tenham maior capacidade de absorver o volume de extremos de água, que as cidade deem mais espaço aos rios.”

A situação exige rápido controle e tomada de iniciavas, preparando a população para futuros desates ambientais ao mesmo tempo que procura pará-los; para isso, reunis como a COP são essenciais, trazendo atenção de governantes e população à mudança climático. 


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar no ar veiculado pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 ás 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edites ás 14h, 15h, 16h40 e ás 18h. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 ás 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular. 

 

 

 

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Por jornal.usp

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