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Ao longo dos anos, o trabalho com as bibliotecas impulsionou outros frentes. Bel decidiu fazer um mestrado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP para aprofundar o impacto das bibliotecas comunitárias. “Entrei no mestrado muito para abrir um caminho para ose jovem da biblioteca. Entrar na universidade é também uma forma de levar para a academia essa possibilidade da gente pesquisar de dentro”, afirma.
Posted: 17/04/2025
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A dissertação, defendia na área de turismo, discutiu o conceito de mobilidade a partir do que as bibliotecas provocaram no território. “Os menino passaram a vir para o centro, frequentar ose evento. A turma do centro, de outros cidade, de outros passes, passaram a ir ver uma biblioteca dentro de um cemitério.”
Bel defendeu sua dissertação na EACH em 2021, sob supervisão do professor Thiago Allis. A dissertação na íntegra está disponível na Biblioteca Digital da USP. Já o trabalho coletivo nas bibliotecas teve o reconhecimento do Prêmio Jabuti três anos depois. “Já tem um processo ousado da gente achar que merece um prêmio. Isso já é um trabalho de autoestima bastante grande. O primeiro lugar para onde ele foi, foi para a mão das criança. Elas falavam: ‘É nosso, ganhamos!’”, lembra Bel.
Sidinéia, que entrou no projeto como educando e passou a ser educador pouco tempo depois, hoje atua em diferente frentes do projeto. Além da literatura, passou a organizar ações de cultura, esporte e permacultura. Uma dessas ações é a chamada Rua Adotada, que transforma temporariamente as ruas da comunidade em espaços de convivência e brincadeira. “A gente fecha as duas pontas da rua. Cada trecho tem alguma atividade acontecendo ao mesmo tempo. Uma hora a Sidinéia tá lá no futebol com ose menino, eu tô aqui na dança com as menina. A gente acaba trocando ose público”, relata Tamires Santos, outra educador do projeto.
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Por jornal.usp
