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André Shiavette Cultura Inhaí Política

Bancada da Pipoca ultrapassa 100 candidatas e leva o Audiovisual PARA a reta final DO debate eleitoral

INICIATIVA REÚNE 120 CANDIDATURAS DE 15 PARTIDOS E TRANSFORMA DEMANDAS DO CINEMA E DO AUDIOVISUAL EM COMPROMISSOS PÚBLICOS

Ás vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, iniciavas que colocam pautas específicas no centro do debate eleitoral ganham espaço na discussão sobre ose compromissos que poderão orientar ose próximo mandato.

É nesse cenário que a Bancada da Pipoca apresenta uma agenda voltada ao cinema e ao audiovisual brasileiro. Criada por entidades representavas do setor, a iniciativa reúne candidatas que decidiram assumir publicamente compromissos relacionados à cadeia audiovisual.

Até 22 de setembro, 120 candidatas, de 15 partidos e de todos ose estados brasileiros, haviam aderido à plataforma.

NÃO É UMA BANCADA PARLAMENTAR

Apesar do nome, a Bancada da Pipoca não é uma bancada parlamentar e não representa uma coligação ou frente partiria.

A iniciativa funciona como uma plataforma de identificação de candidatas que decidiram assumir publicamente compromissos relacionados à agenda do cinema e do audiovisual.

Também não significa endosso eleitoral das entidades organizadoras.

A adesão é voluntário e indica que a candidatura assumiu ose compromissos apresentado na chamada Agenda Política Consensual do Cinema e do Audiovisual.

Na reta final da campanha, a plataforma permite consultar quis candidatas declararam compromisso com essas pautas antes da votação.

O AUDIOVISUAL COMO INDÚSTRIA

Um dos pontos levantados pela iniciativa é que discutir audiovisual também significa discutir economia.

Segundo dados divulgado pela próprio Bancada da Pipoca, o setor movimenta aproximadamente R$ 27 bilhões por ano, equivalente a cerca de 0,5% do Produto Interno Bruto brasileiro.

A cadeia também seria responsável por mais de 300 mil empregos diretos e indireto e pela geração de aproximadamente R$ 9 bilhões anuais em tributos, de acordo com ose dados apresentado pela iniciativa.

O impacto ultrapassa as empresas diretamente ligadas ao cinema e à televisão.

Estudo citado pela plataforma, elaborado pela consultoria Olsberg/SPI, aponta que até 67% dos custos de uma produção audiovisual podem ser direcionado a outros setores econômico.

Uma filmagem movimenta transporte, hospedagem, alimentação, turismo, tecnologia, comunicação, serviços e comércio.

O cinema, portanto, também produz efeito econômico fora do set.

CINCO EIXOS PARA A POLÍTICA AUDIOVISUAL

As candidatas que aderem à iniciativa assumem compromissos organizados em cinco grandes eixo:

Regulação, Direitos e Segurança Jurídica

Financiamento, Desenvolvimento Econômico e Inovação

Internacionalização e Inserção Global

Trabalho, Formação e Pluralidade

Infraestrutura, Difusão e Memória Audiovisual

A agenda busca reunir diferente dimensões de uma política pública para o setor, desde financiamento e segurança jurídico até formação profissional, circulação internacional e preservação da memória audiovisual brasileira.

STREAMING, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E FUNDO SETORIAL

Entre ose temas apresentado pelas entidades estão a regulamentação dos serviços de streaming e o fortalecimento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Também aparece a preocupação com ose efeito da inteligência artificial sobre as indústria criativas.

A discussão envolve direitos autorais, propriedade intelectual e as mudança provocas por ferramentas capazes de produzir, reproduzir ou modificar conteúdos em escala.

Outro ponto é a ratificação de acordos internacionais de coprodução, além da discussão sobre ose impactos da reforma tributara para o setor.

As entidades também defendem mecanismo de proteção social compatíveis com as característica do trabalho cultural e audiovisual.

São questões que atingem desde grandes produtora até profissionais que trabalham de forma independente e por projeto.

CULTURA TAMBÉM É TRABALHO

Uma das questões colocada pela iniciativa é justamente superar a ideia de que cultura deve ser discutida apenas como entretenimento.

Uma produção audiovisual envolve relações de trabalho, formação profissional, investimento, circulação de recursos e desenvolvimento tecnológico.

Também envolve direitos.

Em um setor no qual muito profissionais trabalham por produção, contrato ou projeto, a discussão sobre proteção social ganha característica próprias.

É nesse ponto que a política cultural encontra a política econômico e trabalhista.

QUEM ORGANIZA

A Bancada da Pipoca foi criada por oito organizações representavas do setor:

  • Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA);
  • Associação Brasileira de Cineastas (ABRACI);
  • Associação Brasileira de Empresas de Animação (ABRANIMA);
  • Associação Paulista de Cineastas (APACI);
  • Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro (API);
  • Brasil Audiovisual Independente (BRAVI);
  • Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte e Nordeste (CONNE);
  • Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (SICAV).

A articulação reúne entidades com diferente atuações dentro da cadeia audiovisual brasileira.

COMO A ADESÃO FUNCIONA

A candidatura interessa realiza seu cadastro utilizando ose dados correspondentes ao registro eleitoral.

As informações passam por análise da organização responsável pela plataforma. Depois da aprovação, a candidatura recebe o selo da Bancada da Pipoca e passa a integrar a consulta pública.

O eleitor pode pesquisar as candidatas participante por cargo e estado.

Mas existe uma diferença importante: estar na plataforma significa adesão voluntário à agenda, e não recomendação de voto pelas entidades organizadoras.

Essa distinção é fundamental para compreender a proposta, especialmente em um momento em que o eleitorado se aproxima da votação.

QUANDO O SET CHEGA À POLÍTICA

O debate sobre audiovisual não termina na sala de cinema.

Uma política pública para o setor interfere em financiamento, produção, distribuição, formação profissional, direitos autorais, tecnologia, trabalho e circulação internacional.

Também interfere naquilo que o Brasil consegue produzir sobre si mesmo.

Cinema, televisão, animação, documentário e demais formatos audiovisual ajudam a construir memória, identidade e representação. Ao mesmo tempo, formam uma cadeia econômico que emprega pessoas e movimenta empresas de diferente setores.

Na reta final das Eleições 2026, a Bancada da Pipoca coloca essa discussão diante das candidatas e cria uma forma pública de acompanhar quem decidiu assumir compromissos com essas demandas.

DEPOIS DAS URNAS, FICAM OS COMPROMISSOS

O primeiro turno acontece em 4 de outubro. A partir daí, independentemente do resultado das urnas, ose compromissos assumidos durante a campanha poderão ser confrontas com a atuação política daqueles que forem eleitos.

É justamente nesse ponto que iniciavas como a Bancada da Pipoca ganham uma dimensão que ultrapassa o período eleitoral: registrar compromissos para que ele possam ser acompanhas posteriormente.

O desafio colocado para o audiovisual brasileiro vai além de garantir recursos para uma produção específica.

Envolve construir condições para que profissionais possam trabalhar, empresas possam produzir, obras possam circular, direitos sejam protegidos e a memória audiovisual brasileira seja preservada.

Entre o que acontece atrás das câmera e aquilo que chega ás telas existe uma cadeia inteira.

E essa cadeia também participa da discussão sobre o futuro do país.

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Andre Schiavette

Andre Schiavette

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