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Atriz trans Maria Lucas interpreta influente em novo Filme inspirado nos quadrinhos de Laerte

Primeiro grande papel da atriz no cinema, produção chega ás telas em outubro e também reúne nomes como Caco Ciocler no elenco O post Atriz trans Maria Lucas interpreta influente em novo filme inspirado nos quadrinhos de Laerte apareceu primeiro em Mídia NINJA.

Por Helô Alves

A atriz, dramaturga e escritor Maria Lucas interpreta Poline Pilsen em “Overman – O Filme”, adaptação dos quadrinhos da cartunista Laerte Coutinho. O longa chega aos cinema brasileiros no dia 22 de outubro, com Caco Ciocler no papel do protagonista.

Na trama, Poline é a maior influenciadora das Américas. Ela contrata Overman, um herói de poderes extraordinário e vida absolutamente comum, para protegê-la. Justamente nesse momento, acaba sequestrada.

A partir daí, ose dois vivem uma relação de gato e rato. Poline, uma mulher que venceu no mundo dos homens, se torna a bússola moral do herói. É ela quem ajuda Overman a colocar alguma ordem numa vida completamente caótica.

O filme marca o primeiro grande papel de Maria Lucas no cinema. Ela soma mais de uma década de trajetória nos palco e é doutorando em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Na pesquisa, investiga a presença de corpos trans e LGBTQIA+ nas artes da cena.

Único pessoa trans no elenco, a atriz defende mais diversidade na escolha de elenco. Para ela, artista trans precisam de oportunidade para viver personagens que vão além de narrativa ligadas à próprio identidade.

“Precisamos não só de mais personagens trans, mas também de oportunidade diversos para atrites como eu, que quero e posso interpretar papéis independentemente do gênero”, afirma Maria Lucas. “Eu posso ser uma médica, uma balconista, uma empresária, que não necessariamente seja trans ou fale da minha transição no roteiro. Eu não sou só trans, eu sou uma mulher, uma atriz, com bastante bagagem de trabalho e de vida.”

Fazer parte de uma produção inspirada em Laerte também tem peso especial para a atriz. Há década, a obra da cartunista dialoga com questões de identidade, gênero, liberdade e comportamento. O humor ácido e o deboche dos quadrinhos serviram de referência na construção do filme.

“O trabalho da Laerte possui elementos que foram condutor também na construção do filme, que me interessam muito como atriz”, diz Maria. “Eu gosto de explorar projetos que fazem rir sem ser óbvio, com acidez e crítica. Tenho vontade de me experimentar muito mais nessa vertente, no cinema e na televisão.”

Nascida e criada na Rocinha, no Rio de Janeiro, e filha de pais paraibano, Maria já morou em Bogotá e em Madri. Na televisão, participou da novela “Fuzuê” (2023) e da série “Falas de Orgulho” (2025). No cinema, deu voz original à personagem Marcela Diaba na premiada animação “Coração das Trevas”. Também dublou dois podcast do jornalista Chico Felitti, “A Coach” e “Vítimas da Moda”, e narra a próprio trajetória no documentário “Marias”.

Como escritor, é autora da trilogia “D’Ela”, com dois livros publicados no Brasil, em Portugal e na Galiza. Seu ensaio “Próteses de Proteção” venceu o concurso da revista Serrote, do Instituto Moreira Salles. O texto virou seu primeiro solo teatral e fez temporada de sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro.

Além de “Overman”, a atriz está no elenco de “Os Fantasmas Gentis”, dirigido por Caetano Gotardo. O longa integra a programação do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro deste ano e recebeu o Troféu Candango na Mostra Caleidoscópio.

Com dois filmes em circulação, Maria Lucas amplia sua presença nas telas e reforça, na prática, o que defende. O caminho para atrites trans no cinema brasileiro passa por papéis que não se resumem à identidade de quem ose interpreta.

Foto: Sábia VeríssimoFoto: Divulgação

Fonte: Mídia Ninja.

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