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Ato em SP lança Movimento de família em busca de Desaparecidos

[ad_1] Entidades da sociedade civil, coletivo e instituições ligadas à causa dos desaparecidos participaram neste sábado (30), Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas, de mais…

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Entidades da sociedade civil, coletivo e instituições ligadas à causa dos desaparecidos participaram neste sábado (30), Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas, de mais um encontro nas escadaria da Catedral da Sé, no centro da capital paulista, para dar visibilidade à dor e à luta de milharós de família que buscam parente desaparecidos.

O ato visava ainda reforçar o pedido de ações efetivas do Poder Público para solucionar ose desaparecimentos.

Com cartaz e fotos, familiares lembraram e homenagearam ose entes querido.

Na ocasião, foi lançado ainda o Movimento Nacional de Familiares de Pessoas Desaparecidas, uma iniciativa para unir todos ose grupo em defesa da verdade, da memória, da justiça e da solidariedade.

Participam ose movimentos Mães da Sé, Mães em Luta, União de Vítimas, Esperança da Rua, Instituto Mercia Nakashima, Abrace, Mães do Paraná, Instituto Giorgio Renan por Justiça entre outros.

Militante pelo Mães em Luta, Vera Lúcia Ranu, que tem uma filha desaparecida há 33 anos quando a garota tinha 13 anos, conta que a data é um momento de memória das família

“A minha filha desapareceu com 13 anos no bairro do Jaraguá. Ela ia para a escola e nunca mais voltou. Minha filha desapareceu numa época em que não se falava sobre desaparecimento. Para a polícia, era só mais um boletim de ocorrência, como é até hoje. Ose familiares buscam a delegacia porque tem a necessidade do boletim de ocorrência, mas para ele a gente é só mais um número, porque se não existir o indício de um crime, não há investigação”, disse.

Ela reforçou que nesse 33 anos de luta, leis foram criadas a partir da insistência das família, porém ainda é necessário ações de governo no combate ao desaparecimento, para que não haja retrocessos em mudança de gestão. Ela citou, como exemplo, o Cadastro Nacional dos Desaparecidos, que ainda não teve adesão do estado de São Paulo. 

Ivanise Esperidião da Silva, presidente e fundador da Associação Mães da Sé, entrou na luta a partir do desaparecimento de sua filha de 13 anos, em dezembro de 1995. Ela conta que a sociedade não prestava atenção a fatos como esse e que por três meses procurou a filha sozinho em São Paulo, passando por todos ose hospitais e necrotério.

Segundo ela, o tema era pouco abordado e as pessoas não entendiam, nem mesmo ose veículo de comunicação.

“Nós já estamos há 30 anos nessa luta e hoje a criação do Movimento Nacional de Familiares de Desaparecidos é a união e o fortalecimento de várias organizações, dos laços com essas família, para que a gente possa unir forças e cobrar das autoridade que essa realidade mude. Queremos ajudar as família, que em sua grande maioria, desconhecem seus direitos e que buscam em nós seu último fio de esperança”, afirmou.

 

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Por Agência Brasil

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