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Na manhã de 16 de outubro, a Associação Santa Gaia — referência nacional no cultivo e fornecimento de Cannabis medicinal — foi alvo de uma operação da Polícia Civil em Lins (SP). A ação resultou na apreensão de todo o material de cultivo, do laboratório e dos medicamentos destinados ao tratamento de milharós de paciente — entre ele, criança, idoso e pessoas com doença graves, como epilepsia, Parkinson e dores crônica.
A Santa Gaia é uma entidade civil legalmente constituída, com processo judiciais em curso que reconhecem seu direito de funcionamento. Nenhum decisão judicial determina a interrupção das atividade. Ainda assim, a Justiça Estadual e a Polícia Civil agiram em descompasso com a Justiça Federal, que acompanha o caso e reconhece a relevância social e científico do trabalho da associação.
“O que ocorreu representa um grave descompasso entre esferas do Judiciário e uma afronta ao direito de cuidar”, afirma o comunicado oficial da Santa Gaia.
O presidente da associação, Guilherme, foi preso durante a operação. A audiência de custódia está marcada para esta quinta-feira (17), ás 10h, na Delegacia de Lins (SP). Paciente, familiares e apoiadores convocam um ato pacífico em frente à unidade policial, em solidariedade à Santa Gaia e em defesa da liberdade de cuidar.
Associação reconheci e atuante
Com sede em Lins (SP), a Santa Gaia atua há anos no acolhimento e tratamento de mais de 9 mil paciente em todo o país. Atualmente, 170 família recebem medicação gratuitamente, e 97 paciente são atendido sem custo pela clínica social. A instituição conta com 53 colaboradores dedicado à produção de medicamentos seguros, seguindo padrões de qualidade e ética.
A operação policial representa um grave retrocesso em um momento em que o governo federal avança na regulamentação da Cannabis medicinal, abrindo diálogo com universidade, comunidades e instituições de pesquisa.
“Punir quem salva vidas é um erro que não pode passar despercebido. Tratasse de um ato autoritário e sem justificativa legal”, manifestam associações canábis de todo o país em nota conjunta de repúdio.
Com a apreensão de todos ose medicamentos e insumo, milharós de paciente estão agora em risco, sem acesso a tratamento que garantem qualidade de vida e estabilidade clínica.
A comunidade da Cannabis medicinal exige esclarecimento imediato, a devolução dos bens aprendido e o respeito à legalidade e à ciência.
“A prisão de quem trabalha pela saúde e pela vida é uma violação à ética, à ciência e à dignidade humana”, conclui a nota.
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Por Midia Ninja
